O nascimento de uma carteira de investimentos. E uma planilha para download.

Como montar uma carteira de investimentos do zero baseada na estratégia de alocação de ativos?

Aproveite e faça o download gratuito de uma planilha que será fundamental para a realização do controle de seu portfólio.

 
Na semana passada, orientei a minha filha em seus primeiros passos na criação de uma carteira de investimentos. O objetivo dessa postagem é registrar as ideias e diretrizes que passei a ela, com exemplos reais dos ativos sugeridos. A expectativa é que o texto possa ajudar outras pessoas que desejam iniciar sua própria gestão de investimentos, englobando uma carteira de renda fixa e renda variável com ações e fundos imobiliários.
 
A construção de sua própria carteira de investimentos, que pode ser elaborada para diversos perfis financeiros (sejam pessoas com ou sem tempo e conhecimento de finanças) é uma viagem lenta e certa para sua independência financeira.
 

O leitor desse blog já deve supor que a estratégia por trás desses meus pitacos é a alocação de ativos, uma vez que já comentei sobre o assunto outras vezes. Para quem está chegando (ou interessando-se) agora, o ponto de partida para entender o método é o artigo: “A alocação de ativos ao alcance de todos“. Se você não conhece, vale a leitura posterior.
 

Condições prévias para montar sua carteira de investimentos

 
Antes de prosseguimos às sugestões propriamente ditas, precisamos garantir dois pré-requisitos:
 

1) Você já possui dinheiro suficiente em seu “colchão de segurança”?

 
Antes de começar a investir em sua carteira de investimentos, é necessário garantir um saldo em dinheiro de curto prazo mínimo que possa ser sacado a curto prazo em caso de emergências financeiras. O termo “colchão de segurança” define exatamente esse montante de segurança. Afinal, imprevistos acontecem, e precisamos estar, ao menos parcialmente, protegidos contra eles, sejam relativos à saúde, acidentes ou mesmo a um desemprego inesperado.
 
Existe algum consenso sobre o total necessário para essa reserva financeira: algo entre 6 a 12 vezes sua média de gastos mensais. O valor menor diminui a margem de segurança, mas é recomendado aos mais jovens (afinal, eles conseguem colocações mais rápidas no mercado de trabalho e é mais raro serem acometidos por problemas de saúde) e às pessoas com emprego estável. Assim, se você encontra-se nesse estrato social e gasta, digamos, R$ 10mil reais por mês, você precisaria manter uma reserva financeira em aplicações seguras e líquidas, de R$ 60mil.
 
Adotando o limite superior, uma pessoa pode manter uma reserva de até 12 vezes suas despesas mensais, maximizando sua segurança de curto prazo. A faixa etária superior da população, praticantes do trabalho informal, autônomos ou mesmo as pessoas com menor tendência a riscos, podem sentir-se mais seguras com o valor dobrado.
 

Segurança financeira x rentabilidade

 
Não é difícil entender porquê não ampliamos demais esse múltiplo: uma vez que as reservas devem ser investidas em aplicações seguras e líquidas (CDBs, Tesouro Selic, etc), seu rendimento não é muito atrativo. Ou seja, quanto mais dinheiro dispusermos nesse “colchão de segurança”, mais prejudicamos a rentabilidade global da carteira de investimentos.
 
Isso é cada vez mais verdade quanto menor as taxas de juros da economia. Agora, no segundo semestre de 2019, estamos vendo o país atingir uma taxa de juros reais baixíssima, nunca antes vista por aqui. Assim, quanto maior a segurança que você deseja nessa reserva financeira, menor é a parcela de dinheiro de sua carteira de investimentos que poderia ser alocada em aplicações mais rentáveis, como ações, fundos de investimentos e renda fixa de longo prazo, como os títulos IPCA do Tesouro Direto.
 
Se você ainda não deu o passo inicial de garantir essa reserva financeira inicial, precisa começar a ajustar seu orçamento, equilibrando corretamente suas receitas e suas despesas. Esse blog possui um material que auxilia os leitores nesse desafio, inclusive com a disponibilização de uma planilha para ser usada livremente. Leia em “O essencial do orçamento e fluxo de caixa. E uma planilha de brinde“.
 

2) Você já possui conta em alguma corretora de investimentos?

 
Para começar a levar os investimentos a sério em sua vida, você precisa ser cliente de uma corretora de valores. Os maiores bancos possuem suas próprias corretoras, mas os custos que nos oferecem, em geral, ainda não são atrativos, mesmo com a atual competição com os bancos e corretoras digitais. Não menospreze essa variável: manter os custos baixos é fundamental no sucesso ao longo prazo de sua carteira de investimentos.
 
Assim, como não há como comprar ativos como títulos do Tesouro Direto, fundos imobiliários e ações sem a intermediação de uma corretora de investimentos, você precisará abrir uma conta em alguma delas. Se você não faz ideia por onde começar, sugiro ler um texto que conto minha história perambulando através de algumas corretoras. Comento quais estou usando atualmente para intermediar meus investimentos, com a visão do cliente. Acesse-o em “Minhas práticas com corretoras de valores e uma tabela de custos“. Nesse artigo, também forneço uma tabela, sempre em atualização, de seus custos e preços para cada operação.
 

A estratégia utilizada para iniciar a carteira de investimentos

 

O perfil de investidor: interesses, conhecimento e tempo

 
Antes da sugestão de uma estratégia, são necessárias informações do perfil do investidor, que inclui o seu tempo disponível, interesse e conhecimento que ele disponibilizará para cuidar de sua galinha dos ovos de ouro. O objetivo é que ela forneça dividendos cada vez maiores que possibilitarão, quanto antes, alcançar sua independência financeira. Assim, não há uma receita certa para todos.

 

A maioria da população que possui algum dinheiro “investido” não o trata com carinho devido e designa como seu tutor gerentes de banco cujos maiores interesses são suas próprias metas e bônus. Por alguma influência paterna, minha filha não faz parte dessa maioria, uma vez que possuiu o interesse de montar sua própria carteira de investimentos. Ou seja, está apta a aplicar uma estratégia própria.

 
Se você planeja montar e investir em uma carteira de investimentos, mas não tem ideia de como começar, veja como orientei minha filha nessa construção, abrindo caminho para sua independência financeira.
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Entretanto, tenho ciência que ela não usará a maior parte de seu tempo para monitorar os altos e baixos do mercado financeiro. Assim, dentre os investidores “raiz”, ela estaria na primeira faixa: “Invisto eu mesmo, mas não quero perder muito tempo com isso não”. Nesse perfil, é totalmente aceitável que compras de ações de empresas específicas não façam parte das sugestões da carteira de investimentos. Fundos de investimentos, incluindo os fundos passivos como ETFs podem estar disponíveis em seu menu de opções.

 
Foi com esse pensamento que fiz minhas primeiras sugestões para ela. Tenham sempre em mente que perfis financeiros diferentes ensejariam estratégias diferentes.
 

A divisão inicial dos ativos da carteira de investimentos

 
Incorporar uma rotina na vida, em quaisquer áreas, exige diligência e não pode ser adquirida às pressas. Querer abraçar rapidamente todas as técnicas e ferramentas necessárias para montar uma carteira de investimentos, assim como uma dieta alimentar radical, causa uma mudança muito drástica em nossa rotina e cria outros problemas na nossa vida, com boas possibilidades de fracasso. O zelo e a dedicação, como ensinou a raposa ao pequeno príncipe, são essenciais para cativarmos e sermos cativados pelos nossos sonhos.
 
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Nesse sentido, propus a ela apenas duas diretrizes para os próximos seis meses (segundo semestre de 2018):
 
  1. Reserva financeira de emergência: Monitore seu “colchão de segurança” de forma que ele inclua 6 meses de seus gastos mensais. Notem a existência de duas variáveis: não é suficiente apenas definir um valor da reserva e vigiá-lo. É preciso também monitorar tendências de variação de seus gastos mensais. Se eles subirem, o valor destinado ao “colchão” também deve subir. Uma planilha de orçamento e fluxo de caixa, como oferecida parágrafos atrás, é essencial para esse controle.
 
  1. Sobra de caixa mensal: proceda da seguinte forma: divida esse valor em dois. Metade dele, aporte em Tesouro Direto IPCA de longo prazo (2035 ou 2050). Divida igualmente a outra metade e compre dois fundos imobiliários (FIIs) de tijolos: HGRE11 e KNRI11.
 
Após o estabelecimento dessa rotina e aprendizado, poderemos iniciar a ampliação da carteira de investimentos para outros ativos, incluindo algumas ações e uma pequena alocação em câmbio.
 
Na sequência, explico como seria o operacional nos próximos 6 meses e o porquê dessas minhas sugestões.
 

Como operacionalizar o método de investimento sob a alocação de ativos

 
A meta nesses 6 meses é manter a alocação de 50/50 para renda fixa (Tesouro Direto) e FIIs. Dentre o pilar de fundos imobiliários, manter a alocação parelha entre HGRE11 e KNRI11.
 
Assim, o controle desses ativos deve ser feito mensalmente através de uma planilha eletrônica simples e sem complicações. Criei uma versão menos complexa da que eu uso e disponibilizei também aos leitores. Acrescentei algumas explicações (“notas”) em várias células da planilha. Se houver dúvidas para sua utilização, elas podem ser colocadas nos comentários dessa postagem, que responderei com prazer. Clique aqui para fazer a cópia e o download dessa planilha eletrônica.
 
O tempo necessário de um investidor iniciante para gerenciar uma carteira simples de investimentos divide-se mensalmente em duas etapas: a primeira na compra dos ativos, assim que o saldo disponível estiver na conta corrente (não deixe o dinheiro “parado” em sua conta corrente: invista-o rapidamente). A segunda, no fechamento do mês, para apurar os percentuais de cada papel em seu portfólio, através da planinha de controle de ativos disponibilizada.
 
Em virtude do tamanho dos lotes de ativos, é claro que os percentuais nunca serão exatamente iguais. Se um lote de um FII custa R$129,00 e outro, R$148,00, o montante total, mesmo na aquisição inicial, terá uma pequena diferença em virtude do múltiplo inteiro de lotes. Bom senso é algo que ajuda muito nesse controle. Entretanto, conforme o tempo avança, poderemos ter desempenhos diferentes entre cada ativo, justificando novas alocações mais direcionadas.


Imagine que após 3 meses um dos fundos imobiliários valorizou-se e outro desvalorizou-se. Como resultado, o percentual do FII mais depreciado será menor e deve receber, proporcionalmente, alocações maiores de dinheiro novo, de forma que o valor de seu saldo total possa aproximar-se do outro e a paridade seja restabelecida. A tratativa da alocação entre os títulos públicos do tesouro direto e fundos imobiliários segue a mesma convenção.
 

O colchão de segurança dentro da alocação na carteira de investimentos

 
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Um clássico dos investimentos
Antes de justificar a escolha desses 3 ativos, adianto um comentário relevante que pode dirimir dúvidas de alguns leitores: a reserva de segurança não poderia estar contida na carteira de investimentos na estratégia de alocação de ativos?
 
A resposta é sim, poderia. Mas eu prefiro não considerar a reserva financeira como parte de sua carteira de investimentos. Seu tratamento segue diretrizes diferentes, investimentos com finalidade específica (renda fixa com liquidez imediata) e, se ele representar um percentual significativo do portfólio, irá prejudicar o cálculo dos percentuais de alocações. Nesse exemplo inicial de alocação, a quase totalidade dos investimentos de minha filha estão nessa reserva de emergência e ao menos nos primeiros anos, eles deterão montantes consideráveis no total do portfólio.
 
Esse valor do colchão de segurança não deve pensado em termos percentuais e sim absolutos. Como comentei, ele deve ser calculado por um múltiplo de seus gastos mensais. Logo, não sofre a dinâmica dos rebalanceamentos de carteira e  sua operacionalização possui uma estratégia totalmente diferente.
 

As razões das escolhas dos ativos na carteira de investimentos

 
Sobre as alternativas de investimentos sugeridas, a ideia principal é estimular e perpetuar o hábito do investimento mensal. A simplicidade das operações visa esse objetivo, de forma a encorajar e consolidar uma rotina. Ativos mais complexos, como debêntures para renda fixa, por exemplo, estariam de fora. Evitei no momento títulos de curto prazo como CDBs e LCIs, pois contratando taxas de juros razoáveis por longos períodos é um aprendizado à função da marcação à mercado, que demonstra que a renda fixa não é bem “fixa”. Em outras palavras, a renda fixa de longo prazo na verdade é uma renda variável em prazos mais curtos.
 
A escolha do título público de longo prazo foi estabelecida, além da premissa do aprendizado da marcação à mercado, pelo considerável aumento das taxas que ocorreram na semana passada. Se o próximo presidente não quebrar o país, contratamos juros atrativos para um período considerável (esse artigo foi escrito originalmente em Junho/18).

 

Para a renda variável, preferi não mexer com ações nesse momento: a alta volatilidade poderia assustar novatos. Os fundos imobiliários são perfeitos para o início em mercados mais instáveis, pois possuem uma resiliência um pouco maior do que as ações. Dentre eles, escolhi fundos de tijolos, uma vez que os fundos de recebíveis são muito similares às aplicações de renda fixa, que já estariam consideradas na alocação da carteira de investimentos.

 
Diferentemente do pensamento de algumas pessoas que acreditam em um eventual aumento da SELIC e queda nos valores dos FIIs, vejo uma relação muito maior entre eles e o DI futuro (na verdade, um indicador antecedente de mudanças na SELIC). Na semana passada uma boa precificação ocorreu com consequentes quedas nas cotas dos FIIs, diminuindo os riscos no momento da compra.
 
Mas é claro que esse movimento pode continuar, o que fará com que repensemos essa alocação nos próximos meses, com um maior capital. Em um movimento inverso, ou seja, os juros caírem mais no futuro, podemos pensar em substituir parte da carteira de renda fixa de títulos públicos por fundos imobiliários de recebíveis, adicionando um pouco mais de rentabilidade e risco na carteira.
 
Dentre os FIIs de tijolos, escolhi fundos de dois gestores tradicionais do mercado: o Kinea, do Itaú, e o CSHG (Credit Suisse Hedging-Griffo). O primeiro tem sua maior parte das receitas em galpões logísticos, que são um dos setores que considero mais perenes do mercado de tijolos. Mesmo com o avanço do home-office, robotização e comércio eletrônico, ainda precisaremos de fábricas e locais de armazenagem. Eles foram um dos setores “poupados” em uma análise crítica que fiz das “disrupturas que podem influenciar excelentes ações e FIIs“.
 
Já o HGRE11 baseia-se em rendas de edifícios de escritório. Ambos já possuem um bom tempo de mercado, uma boa pulverização de ativos e a competência dos gestores já foram testadas em diversas situações, embora eu esteja ciente que atualmente, existem outros segmentos mais procurados pelos investidores, como o setor de shopping-centers. Mas, ao menos nesse período de 6 meses, achei ambos ideais para uma fase de aprendizado, enfatizando que não estou pensando em altas probabilidades de ganhos, mas sim em menores riscos.
 
Por fim, ambos, principalmente o HGRE11, possuem uma política de procurar evitar mudanças bruscas em seus rendimentos mensais, usando inclusive reservas anteriores para cobrir eventuais faltas de receitas momentâneas. Esse procedimento, apesar de não ser bem-visto por alguns agentes de mercado, pode ser útil para construir um sentimento de segurança às pessoas que estão iniciando no mundo dos investimentos. O histórico deles, de qualquer forma, mostra que sua gestão ativa tem garantido a sustentabilidade dos fundos. 
 

Aporte é o mais importante para desenvolver sua carteira de investimentos

 
Finalmente, enfatizo que nessa fase da vida de minha filha, o aporte é mais importante do que a escolha do investimento perfeito. Criar esse hábito é o que garantirá a prosperidade e a perenidade de sua carteira de investimentos.
 
É claro que isso não significa comprar qualquer coisa. No artigo “Casos reais de rebalanceamentos pelo método de alocação de ativos“, enfatizei que a escolha correta é essencial para o sucesso de um portfólio. Porém, a ideia aqui exposta consiste em esclarecer que é necessário priorizar o que é mais importante para uma pessoa que está na fase inicial de sua vida financeira, e, principalmente, alguém que possui um trabalho que não possui relação com o mundo das finanças e não tem pretensões de ser uma investidora em seu tempo dominante.
 
Existe um ensinamento gravado em uma frase já piegas e batida, mas que levo muito a sério na minha vida: ensinar a pescar é muito mais importante do que dar o peixe. Não sei até quando estarei nesse mundo para auxiliá-la, e minha pretensão é que ela saiba, quanto antes, a gerir seus próprios investimentos. Apesar de que, apenas pensando na idade, tenho a expectativa de presenciar o final da viagem lenta à independência financeira de minha filha. Quem sabe eu ainda possa dar outra volta pelo mundo, mas agora, todos em família?
 
Aprender a investir envolve foco. Não adianta abraçarmos além do que podemos ou queremos fazer. Temos que ser conscientes de nossas limitações de tempo, vontade e conhecimento (que muitas vezes é falho justamente pela falta de… tempo). Não adianta querer fazer day-trade na hora do almoço, por exemplo. Uma adaptação consciente de nossas condições é a maneira mais segura e perene de atingirmos nossa maior realização pessoal, que dificilmente vem apartada da liberdade financeira.

 

P.S.: Esse post foi publicado originalmente em Junho de 2018. Já há uma atualização realizada para a carteira da minha filha no artigo: “Como evoluiu o plano de investimento financeiro que sugeri à minha filha“.


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Já escrevi outros artigos mostrando algumas estratégias de operação de meu portfólio. Além do artigo sobre alocação de ativos, já falei sobre contratos futuros de dólar , corretoras de valores,  sobre o que é melhor entre a renda fixa ou renda variável e  como calcular seu sucesso financeiro através da TNRP. Apenas clique nos links caso queira lê-los.

 
Há mais artigos sobre investimentos e liberdade financeira nessa página
 
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One thought to “O nascimento de uma carteira de investimentos. E uma planilha para download.”

  1. Pessoal, segue o link de parte dos comentários no Disqus, que não migraram para o WordPress mas continuam em sua plataforma. Muitos, nem por lá estão mais…

    https://disqus.com/home/discussion/viagem-lenta/o_nascimento_de_uma_carteira_de_investimentos_e_uma_planilha_para_download/

    Se desejarem ler mais sobre o assunto, ou comentar com sua conta Disqus, ou ainda, se tiverem conhecimento desse bug de migração e quiser ajudar, é só enviar um email para mim.

    Obrigado!

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