Rebalanceamento da carteira de investimentos – 2ºS/2019


Rebalancear os ativos da carteira de investimentos é fundamental em seu sucesso financeiro a longo prazo e faz parte do método de Alocação de Ativos.

Como manter uma alta rentabilidade com a diversificação dos papéis? Inspire-se com algumas premissas e veja as mudanças recentes em meu portfólio.


Você faz o rebalanceamento de suas ações e investimentos que compõem sua carteira de investimentos? Com que frequência? Quais princípios utiliza?

O objetivo desse texto é responder a essas perguntas utilizando casos reais de ativos no gerenciamento de meu portfólio a cada semestre. Sem adentrar em detalhes sobre sua teoria básica, mostro na prática as razões para rebalancear minha carteira de investimento em variações bruscas de alguns ativos do mercado financeiro.

Caso você ainda não conhece o método que utilizo, veja detalhadamente como ele funciona em “O que é Alocação de Ativos – um guia para iniciar sua carteira de investimentos“. É um texto bem mais detalhado que fornece muitos detalhes da estratégia e possui uma sugestão para iniciar a montagem de seu próprio portfólio.

Rebalanceamento da carteira de investimentos

Premissas no rebalanceamento de uma carteira de investimentos

O praticante do método de alocação de ativos constrói sua carteira de investimentos alocando um determinado percentual de diversos ativos em seu portfólio, dentre eles ações, títulos de renda fixa, fundos imobiliários e ativos de câmbio, como ouro e dólar.

Com a movimentação do mercado financeiro, após um tempo é natural que esses percentuais sejam modificados, uma vez que alguns ativos sobem, e outros desvalorizam-se. É aqui que entre o rebalanceamento de carteira: o investidor deve rever novamente seus ativos e trazê-los ao percentual original.

As movimentações semestrais expostas abaixo estão fundamentadas nessa teoria. Mas antes de continuar, é importante consolidar três observações.

1) Os percentuais de alocação não são imutáveis

A atribuição do valor percentual de um papel na alocação de ativos não é algo eterno. Ela pode ser modificada com o tempo em função de sua percepção do mercado, de sua idade e mesmo de seus objetivos e prazos no uso do dinheiro.

Desde o começo de 2017, eu tenho alterado meu viés de manter a maior parte do meu patrimônio em renda fixa, aproveitando-se, até então, da alta taxa de juros no país. Comecei a reduzir essa participação de um teto de 65% para 40% atualmente, principalmente em investimentos atrelados à Selic de curto prazo (aproveitar-se de momentos potencialmente críticos com nossas eleições) e títulos longos com vencimento em 2035 e 2050, em detrimento aos pré-fixados.

Essa diminuição de 25% na renda fixa foi alocada em ações de empresas e principalmente, fundos imobiliários. Antes, eu possuía em carteira uma participação de menos de 10% de fundos imobiliários e hoje estou chegando a 20%, cerca de 2/3 do valor de ações. Com a manutenção da Selic a pisos históricos, é possível que esses valores sejam novamente revisados no decorrer de 2020.

O que levar dessas observações? A alocação de ativos, para ser mais efetiva, exige que repensemos continuamente o valor percentual que atribuímos às nossas alocações. É verdade que uma das virtudes do método é evitar ações emocionais e vieses súbitos na operação dos ativos. Mas também é verdade que podemos aprimorá-lo muito se estivermos sempre avaliando a situação macro no mercado.

Uma outra variável que pode influenciar mudanças na atribuição desses percentuais é a idade do investidor. Uma pessoa que vai chegando à casa dos 50 anos, como eu, deve repensar uma alta exposição em ações de empresas, uma vez que em crises graves, pode demorar um pouco para recuperar as perdas.

Jeremy Siegel, em seu excelente “Investindo em Ações no Longo Prazo“, mostra estudos onde é mais vantajoso aumentar a exposição em renda variável quando o horizonte de investimento é maior. Assim, quando nosso “horizonte” vai diminuindo, é hora de repensarmos esses percentuais.

Já pessoas mais jovens, como minha filha, podem arriscar mais em renda variável, uma vez que ela tem um tempo maior para reaver o que, eventualmente, perder. Falando nela, eu também publico nesse blog o processo de formação de sua carteira de investimentos e as mudanças que ela está fazendo ao longo do tempo em seus ativos. Disponibilizo também a planilha que utilizamos para esse controle financeiro. É uma boa forma de entender mais sobre o rebalanceamento de carteiras de investimentos sob a perspectiva de uma pessoa mais jovem.

2) A qualidade dos ativos importa

Atribuídos os percentuais de cada ativo em sua carteira de investimentos, chega a hora de escolher seus papéis. O método de alocação de ativos não é algo mágico que fornecerá altas rentabilidades se você apenas seguir apenas o seu mecanismo operacional. Os papéis escolhidos devem sempre ser avaliados pela sua qualidade e possuir retorno e risco compatíveis.

Se uma ação que possuímos na carteira sofrer algum abalo grave e suas cotações desabarem, devemos pensar se, de fato, é viável dobrarmos a aposta para repor esses percentuais. Da mesma forma, se uma ação subir demais em um curto período de tempo, devemos avaliar se há exageros, para vendermos uma parcela das cotas, ou se existe alguma perspectiva mais otimista que fará com que subam ainda mais, mantendo-as por um período maior.

É verdade que essas decisões envolvem o estudo de cada ativo. Porém, a técnica de rebalanceamento de carteiras não envolve necessariamente esse conhecimento técnico. É possível realizá-la de forma passiva, através dos ETFs. Para ações de empresas, minha filha tem utilizado essa técnica.

A utilização desses ativos pode ser uma boa opção para quem não tem muito tempo ou não quer se aprofundar na análise de empresas da bolsa de valores. Para aprofundamento desses conceitos, bem como entender suas vantagens e desvantagens, leia o texto “ETFs x ações individuais: o que é melhor?“.

Ou seja, alocar/rebalancear e escolher bons ativos não são coisas mutualmente excludentes e, na minha opinião, ambos fazem parte do método. De qualquer forma, já expliquei também porque acredito que, entre usar seu tempo para estudar indicadores fundamentalistas ou realizar o rebalanceamento de ativos, a vantagem sempre estará na segunda opção.

3) Carteira de investimentos passiva ou ativa – o gerenciamento de riscos

É importante frisar que, mesmo com uma carteira de investimentos totalmente passiva, composta por fundos de investimentos, por exemplo, o rebalanceamento da carteira sempre deverá ser realizado.

Mesmo que não saibamos com detalhes em que tipos de ativos os fundos multimercados estão investindo, realocar ativos envolvem algo maior do que simplesmente otimizar a rentabilidade do portfólio: implica em gerenciar corretamente seus riscos.

Nesse blog há um texto atualizado mensalmente que compara as rentabilidades de minha carteira de investimentos ativa e passiva. Em outro momento, explico a diferença da independência financeira passiva e ativa. Clique nos links, se desejar se aprofundar.

Quando atribuímos um percentual máximo de um ativo em nossa carteira de investimentos, seja uma ação individual ou um fundo de investimento de terceiros, estamos alocando uma parte do risco nesse componente. E se houver uma valorização expressiva, devemos buscar realizar um parte do lucro para que não fiquemos muito expostos.

Pode ser que nossa decisão não seja a melhor no curto prazo. Imagine a dor de vender um ativo que se valorizou muito e ele continuar valorizando ainda mais? Porém, já faz um bom tempo que descobri como o curto prazo não nos leva ao sucesso como investidores e, consequentemente, a uma boa vida, com qualidade e tempo disponível para ser utilizado como bem quiser.

O que nos levará à conquista de objetivos edificantes é o uso do curto prazo para construir o longo prazo. É tomar pequenas atitudes no dia a dia que tornarão nosso futuro mais previsível, de acordo com nossos propósitos. Assim, apesar de podermos ter flexibilidade na realocação de percentuais de ativos e podermos avaliar a qualidade de cada um deles antes de decidir uma compra e venda, pense sempre em gerenciamento de riscos. Você não se arrependerá disso no futuro.

Evitando os impostos nas vendas das ações

Muitos educadores financeiros mais conservadores sugerem não “girar” demais a carteira de investimentos, para evitar o pagamento de impostos. A premissa é verdadeira, principalmente se compararmos com o giro constante que os analistas internos das corretoras de valores proporcionam em suas sugestões de investimentos. Afinal, quando mais corretagens, maior o lucro da corretora, certo?

Em relação à compra e venda de ações individuais, a legislação permite uma alternativa: a venda de volumes abaixo de R$ 20mil são isentas de imposto de renda. Isso vale para cada CPF (e não para cada corretora) e para todas as operações que envolvem os papéis. Analise bem a legislação para não cometer erros.

Porém, há um macete para não pagar imposto de renda mesmo vendendo montantes acima de R$ 20mil, caso você possua outros papéis com prejuízo: realizar a venda do montante necessário para zerar o lucro das ações com valorização e recomprar novamente os papéis no dia útil seguinte. Essa operação ajuda muito o planejamento tributário.

É possível perder alguns décimos de percentual nessa operação caso as ações iniciem o pregão em alta, mas tenho certeza que, globalmente, é compensatório. Se toda sua carteira de investimentos estiver no positivo, infelizmente isso não será o possível. Uma das estratégias que uso para tornar a operação possível é possuir um grande número de ações, que expliquei no passo 5 do texto “Quantas ações ter em sua carteira de investimentos?“.

Os rebalanceamentos da carteira de investimentos

Rebalanceamentos principais do ano de 2018

No mês de Abril/18 duas ações de minha carteira valorizaram expressivamente. A Suzano (SUZB3) já vinha com uma valorização no mês anterior quando a empresa comprou a Fibria. Já a valorização da Eletropaulo (ELPL3), com a briga pelo seu controle acionário por outras gigantes, ocorreu majoritariamente nesse mês.

No mês, a valorização de SUZB3 chegou a mais de 23% e, no ano, até então, a incríveis 119%! Já a ELPL3 marcou estupendos 91% no mês e 109% ao ano.

Uma vez que, na minha gestão do pilar de renda variável busco manter um percentual de cada papel individual entre 1 a 1,5% da minha carteira total de investimentos, vendas de parte dessas ações seriam inevitáveis…

A Suzano, é verdade, já tinha ultrapassado o percentual de alocação no mês passado, mas eu deixei ela esticar até o percentual de quase até 2% antes da venda, pois eu sempre gostei muito da empresa. Como ela se valorizou ainda mais esse mês, parece que foi uma decisão acertada, mas eu, por outro lado, não esperava que ELPL3 também iria explodir no mesmo período.

Infelizmente, entretanto, a venda de parte dessas ações ultrapassaram os R$ 20mil, que é o limite de isenção para pagamento do IR. Uma vez que a valorização foi grande, teoricamente eu deveria pagar um valor considerável de imposto de renda mensal.

Porém, eu tinha uma carta na manga que estava esperando até esse último pregão para fazer: usei a estratégia explicada anteriormente e vender ações da Multiplus e AES Tietê, que estavam no prejuízo para compensar o lucro de Suzano e diminuir ao máximo possível esse IR.

Transferência de parte do lucro para fundos imobiliários

Outras empresas do meu portfólio valorizaram-se razoavelmente, o que contribuiu para que, mesmo com as vendas de SUZB3 e ELPL3, o percentual do pilar de ações ficasse ligeiramente acima dos 25%. Como eu tinha objetivo de aumentar minha fatia percentual em Fundos Imobiliários, usei o excedente para comprar BCRI11, um fundo de recebíveis que possui a expectativa de entregar 9% de dividendos (livres, sem impostos) aos seus cotistas nesse ano.

Minha carteira inicial de fundos imobiliários começou apenas com fundos de tijolos, ou seja, lastreados em ativos reais. Mas com a diminuição dos juros no país, eu comecei, desde o ano passado, a trocar parte da renda fixa por FIIs de recebíveis, lastreados em CRIs. Os riscos são maiores, mas os rendimentos que podemos auferir dos rendimentos de seus títulos e suas cotas, compensou, para mim, essas realocações.

Rebalanceamentos principais no primeiro semestre de 2019

Em outubro de 2018, antes das eleições do segundo turno para presidência, comentei que os dois primeiros anos do governo Bolsonaro seriam melhores que os anteriores, pero no mucho. Achei que ele sofreria muita pressão para realizar as mudanças necessárias. Não imaginei, entretanto, que ele mesmo faria tantos “gols contra” no processo. O fato é que a economia no primeiro semestre continuou patinando.

Eu dizia nessa época que aumentaria minha alocação de renda variável de 25% até os 30% até o Ibovespa chegar a 100 mil pontos nos primeiros meses do governo. Isso ocorreu um pouco mais tarde, em junho. Se a subida se mantivesse, começaria a vender o excesso de forma a manter a alocação abaixo dos 30%.

Da mesma forma, iria realizar vendas de títulos de renda fixa de juros longos e manter esse dinheiro em curto prazo, para aproveitar oportunidades futuras, uma vez que acreditava que o mercado iria exagerar na precificação dos ativos de risco e devolver um parte dos ganhos proporcionando aberturas para novas compras. Isso começou a ocorrer no segundo semestre de 2019.

O que não se cumpriu ainda é o aumento dos juros longos da curva, o que parece distante de ocorrer com o processo generalizado de corte de juros e possível recessão mundial. Na mesma análise, acrescentei que os fundos imobiliários poderiam ser uma opção de alocação, em que pese as fofocas de tributação de seus rendimentos.

Algumas operações do primeiro semestre de 2019

  • Ações

    As vendas de parte das ações e FIIs concentraram-se em ativos que se valorizaram muito nesses seis meses. Como exemplo, temos a ENBR3, QUAL3, CSAN3, BRFS3 (essa eu zerei), SQIA3, TRPL4, BBSE3 e SUZB3.

    Essas vendas ocorreram muito menos por feeling e muito mais por ajustes de portfólio. Minha intenção em exemplificar a ideia é tornar mais próximo aos leitores o funcionamento de um rebalanceamento de carteira de investimentos pelo método de alocação de ativos.

    No caso da Suzano, por exemplo, vendi no primeiro trimestre quando atingiu valores próximos a 50,00, não porque eu tinha “certeza” que seu valor estava alto, mas sim porque a alocação que eu reservo a ela no meu portfólio ultrapassou o teto. Assim, por gerenciamento de riscos, vendi uma parte dos papéis.

    Em junho a ação despencou a preços próximos a R$ 30,00. O que ocorreu? Sua alocação ficou em um nível abaixo do que defino para a carteira e comprei mais alguns lotes. Assim mantenho sempre a faixa de percentual estabelecida.

  • Fundos Imobiliários

    No caso dos FIIs, participei de várias subscrições, como RBRR11, XPML11, HGLG11, BCRI11 e GGRC11. Com esses aportes e a valorização, a carteira de fundos imobiliários poderia ter chegado um percentual muito alto, o que foi contrabalanceado com a venda de alguns papéis que ultrapassaram meu limite de risco. Vendi FLRP11, FFCI11, FCFL11 e FIIB11.

    Para pagar menos imposto de renda, vendi no mesmo mês alguns fundos com prejuízo nominal, como RNGO11 e BRCR11 (que distribuiu rendimentos extras de vendas de imóveis e teve sua cota ajustada para baixo).

  • Renda fixa

    Durante o semestre diminuí bem a alocação de títulos do Tesouro Direto de prazos longos. Antes eles compreendiam a maior parte do pilar em renda fixa. Hoje compreendem menos de 20% (ainda acreditando que as taxas possam cair um pouco).

    A maior parte da alocação de renda fixa atualmente está em títulos curtos (45%) e CDI pós-fixado (25%), disponíveis para oportunidades do mercado.

    O restante está em debêntures, sendo que para esses ativos, fiz uma migração em maio para a carteira de fundos terceirizados como o FDC KINEAINF F01.

  • Ativos de câmbio – ouro e dólar

    O dólar mudou pouco até junho. Assim, não houve mudanças nos ativos. O ouro iniciou um processo de valorização em junho, mas no semestre também não fiz movimentações.

    Comecei a fazer movimentações tímidas agora no segundo semestre, cujos comentários ficarão para um próximo artigo onde abordarei o segundo semestre de forma integral. Adianto, entretanto, que estou deixando o percentual de alocação subir um pouco mais, pois talvez tenha muita coisa para ocorrer a nível mundial.

    O alarme para fazer mudanças maiores na alocação será acionado quando a soma de ambos – ouro e dólar – no portfólio atingir 15%, o que está quase ocorrendo esse mês (no final do segundo semestre ficou pouco abaixo de 12%).

Rebalanceamentos principais no segundo semestre de 2019

O segundo semestre continuou sendo muito favorável para as ações e fundos imobiliários. Realizei mais vendas de forma que o percentual em ações não alcançasse os 30%, embora no final do ano ele se aproximou bem desse valor.

No texto que comparo as rentabilidades de minhas carteiras ativas e passivas eu mostro com mais detalhes a evolução percentual da alocação de cada ativo. Clique se desejar saber mais.

Em relação aos fundos imobiliários eu tenho uma resistência um pouco maior a vendê-los, tanto pelo motivo de que eles ainda não atingiram o valor máximo de 20% (o teto que atribuí), como pelo fato do pagamento de imposto de renda. Durante o semestre, não havia nenhum FII com prejuízo, de forma que pudesse compensar o lucro de algumas vendas. Mesmo assim, em virtude de altas valorizações de alguns papéis, realizei algumas vendas em dezembro.

Transferi parte de um caixa que estava em um fundo Selic de taxa zero para minha carteira passiva, comprando cotas de fundos de investimentos no exterior e multimercados, como o Bogari. Seguem as operações mais significativas do semestre de minha carteira ativa.

Algumas operações do segundo semestre de 2019

  • Ações

    Em agosto vendi parte de minhas ações da HGTX3 a R$ 35,00 e B3SA3 a R$ 45,00. Já em Setembro, foi o mês em que passei e me desfazer de parte das ações da SQIA3. Foram várias vendas parciais pequenas, com dó, por acreditar no crescimento da empresa, mas necessárias para gerenciamento de riscos. Comecei vendendo a R$ 20,00 em setembro e esperei elas chegarem a R$ 21,00 em dezembro para vender mais dois lotes, a R$23,00 e a R$ 25,00. Outra venda parcial foi de QUAL3, em novembro, a R$ 36,00.

    Em dezembro vendi vários lotes de ENBR3, GRDN3, BBSE3, TUPY3 e SAPR11. Em todas elas foram apenas ajustes de percentuais e continuo como cotista. A carteira fechou dezembro com 29,21% de alocação em ações.

  • Fundos Imobiliários

    Nos FIIs, as vendas ocorreram todas em dezembro, e foram vendidas parte de minhas cotas em MXRF11, RCRB11 e FCFL11. participei de várias subscrições, como RBRR11, XPML11, HGLG11, BCRI11 e GGRC11. O pilar de fundos imobiliários fechou 2019 com 17,92% de participação na carteira ativa de investimentos.

  • Renda fixa

    No final do semestre diminuí bem a alocação em fundos pós-fixados e distribuí essas vendas (somadas à venda em renda variável) em poucos títulos do Tesouro Direto de prazos longos (quando as taxas deram uma subidinha) e em fundos passivos de debêntures e fundos de terceiros, aumentando minha participação na carteira passiva.

    O pilar de renda fixa, que já participou com mais de 65% de meu portfólio na época dos juros gordos, fechou 2019 com 39,77%.

  • Ativos de câmbio – ouro e dólar

    O aumento de dólar durante o semestre não foi suficiente para vender meus ativos em câmbio. Apesar do escândalo da imprensa, ele fechou o ano com uma valorização pequena, que não intereferiu no percentual de alocação desse pilar.

    Já o ouro, foi responsável pelo seu crescimento, mas como já comentei em outros textos, estou deixando o percentual de alocação subir um pouco mais, pois talvez tenha muita coisa para ocorrer a nível mundial. O número fechou com 13,10% em 2019.

Enfim, o que é mais importante no rebalanceamento de carteiras de investimentos?

Novamente, a ideia desse texto é mostrar a importância de fazer o rebalanceamento de carteira, pelo método de alocação de ativos.

Reforçar que não opero, primordialmente, avaliando preços, mas sim, avaliando os percentuais de alocação entre os ativos do meu portfólio. É verdade que, para quem tem alguma experiência no mercado, há a influência de alguns vieses. Seria falsidade dizer que opero apenas pelos percentuais. Mas esses vieses possuem limites bem restritos, embora às vezes eu deveria evitá-los. Veja uma lista deles aqui.

Se, por exemplo, atribuo um percentual de 1% reservado para uma ação e acho que ela vai continuar subindo, posso deixar ela dar uma esticadinha para 1,1% ou 1,2% antes de vender o excesso. Mas não passa disso.

O gerenciamento de risco vem sempre em primeiro lugar. E uma coisa que aprendi no mercado financeiro é que é impossível adivinhar tendências. Como eu sempre comento, estando em um país em que a política interfere de forma demasiada na economia – e com um presidente que fala muito mais do que deveria, é melhor usar um método de escolhas racionais, deixando o emocional de lado.

Assim, quem pensa em seguir o método de alocação de ativos, não deveria tentar adivinhar o que ocorrerá no futuro. O foco deveria ser em sua carteira de investimentos com bons ativos de forma global, e não em operações individuais. Sobre o tema, escrevi no ano passado “A importância do foco na montagem de uma carteira de investimentos“. Fica como sugestão de leitura adicional.

E vocês, leitores, usam a alocação de ativos? Quais os movimentos “macro” que estão vendo para o futuro?

Explore mais o blog pelo menu no topo superior!…
Ou leia um pouco de minha história aqui ou então, ouça a entrevista que fiz para o podcast do blog SRIF365.

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Vagabundo
5 meses atrás

Rapaz, nesse começo de ano vc veio com uma enxurrada de posts legais ! Uma pergunta – vi em algum post que vc tem uma carteira com 15 (!) fundos de investimento. Como vc definiu o percentual máximo de alocação pra cada fundo ? Pra cada ação vi que vc estipulou 1 a 1,5% do patrimônio. Feliz 2020 !

Maurício
Maurício
5 meses atrás

A legislação que trata da tributação sobre a alienação de ações e fundos imobiliários é absolutamente arcaica e injusta. A regra tributária nas duas situações chamam a atenção pela desproporcionalidade para os pequenos investidores. Por isso, existe uma ideia legislativa no Senado Federal para a criação da “Lei do Pequeno Investidor”, clique aqui: https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=131237&voto=favor Para entender melhor a ideia legislativa, há um pequeno texto a respeito, acesse aqui: http://antipoda.com.br/ideia-legislativa-lei-do-pequeno-investidor/ Peço a ajuda para que votem e divulguem essa ideia legislativa. A ideia precisa de 20 mil apoios, até 07/05/2020, para ser formalizada na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa. A discussão do tema… Leia mais »

Investidor Inglês
5 meses atrás

Fala André! Ficou legal essa nova caixa de comentários, como fez? Quanto as alterações do segundo semestre, fiz movimento parecido. Diminui a posição em SQIA3, EZTC3, GRND3, ITSA4. E nos FIIs vendi um pouco de FIIB11, pois este distanciou bem dos outros da carteira. E olha que praticamente todos meus fiis subiram.

Só minha alocação de renda fixa que ainda anda alta em pós, principalmente em tesouro selic. Mas acredito que por enquanto não mude isso.

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