Carteira de investimentos ativa ou passiva? Qual é mais rentável? (jan/20)


Há diferenças de rentabilidades entre os investimentos de uma carteira ativa ou passiva?

Veja como ambas estão rendendo dentro do meu portfólio e as últimas movimentações mensais dos ativos.

Será que vale a pena buscar mais liberdade de tempo entregando-se passivamente aos fundos de investimentos?


O debate entre abraçar uma carteira ativa ou passiva para os seus investimentos rende assunto na finansfera, como mostraram artigos dos blogs do e do Frugal. O ponto crucial do debate é se vale a pena perseguir uma melhor rentabilidade em uma carteira ativa, mesmo que isso demande mais tempo da rotina, ou aceitar um rendimento menor de uma carteira passiva, e, como consequência, ter mais liberdade em nossa vida.

Eu sempre fui do time dos que acreditam que é necessário balancear adequadamente a rentabilidade do portfólio e seu tempo livre. Com a idade passando e com o patrimônio consolidando, a cada ano, a independência financeira, tenho procurado deixar a balança pender mais para o tempo livre, preferindo dedicá-lo mais à estrada do que com a mala.

Pensando nesse novo equilíbrio e com o objetivo de melhorar a otimização das horas dedicadas à gestão financeira, comecei esse ano a transferir parte da minha carteira pessoal de ativos para fundos de investimentos, e com isso, diminuir meu tempo utilizado para o trabalho de performar cada vez melhor no mercado de capitais. Talvez seja a segunda etapa na viagem lenta à plena liberdade financeira.

Carteiras de Investimentos Ativas ou Passivas? Qual é a melhor?

O objetivo na comparação das rentabilidades

Esse texto é um acompanhamento da rentabilidade das duas carteiras: a primeira sob minha própria gestão (realizada através do método de Alocação de Ativos) e a segunda, composta de um mix de fundos de investimentos.

Inicialmente, mostro a situação da alocação percentual de cada carteira através das classes dos ativos. Isso é importante na comparação: procuro manter uma alocação semelhante em ambas, mesmo com algumas dificuldades comentadas abaixo.

Posteriormente, divulgo a rentabilidade, atualizada mensalmente, de cada uma delas. Se, ao longo do tempo, a segunda mostrar uma rentabilidade consistente, acima daquela que preciso (medida pela TNRP) para manter meu portfólio em um nível confortável, aumentarei seus aportes gradualmente.

A alocação de ativos em cada carteira de investimentos

Manter uma alocação de ativos semelhante entre as duas carteiras de investimentos não é tão fácil em função de estar escolhendo preferencialmente fundos multimercados. Como não se sabe previamente a alocação de cada um deles, o valor será sempre uma estimativa. Sugestões para parametrização serão bem-vindas por quem os estuda com afinco.

Como é uma estratégia recente, ainda tenho muito a aprender com ela, e é natural que vá aparando algumas arestas com o tempo. Veremos as alocações atuais das carteiras ativas e passivas na sequência.

A alocação da carteira própria de investimentos (carteira ativa)

Renda fixa

Antes, é importante frisar que fundos de investimentos pós-fixados e CDBs/LCIs da bancos estão contidos nesse pilar, uma vez que eles não possuem propriamente “gestão” e os devidos rebalanceamentos são de minha total responsabilidade. Assim, apesar de estarem sob as asas de bancos e gestoras de investimentos, eles fazem parte da carteira ativa.

Em dezembro de 2019, em virtude da valorização extrema dos ativos de renda variável (ações e FIIs), a parcela exposta na renda fixa caiu quase dois pontos percentuais, a 39,77%. Alguns títulos privados que venceram foram transferidos para a carteira passiva, o que potencializou a queda. Nesse pilar, a maior parte está em títulos de longo prazo e crédito privado, embora eu tenha feito alguma movimentação esse ano para investimentos pós-fixados aproveitando a queda dos juros longos.

O ano de 2020 começa em tom de desafio sobre o que fazer com a renda fixa. Meu limite mínimo de atribuição havia sido estabelecido em 40% do portfólio, mas as expectativas para essa modalidade desencorajam novos investimentos. Estou estabelecendo por ora um limite mínimo de 35% para essa modalidade de investimentos na minha carteira ativa para realizar novas movimentações. Ao mesmo tempo, vamos refletindo para onde o mercado está caminhando.

Renda variável: ações

Atualmente a renda variável representa 29,21% da carteira de investimentos, subindo pouco mais de 1% a alocação da carteira do mês passado. Esse aumento ocorreu apesar de várias vendas parciais de ativos, como SQIA3, GRDN3, SAPR11, TUPY3 e BBSE3, que se juntaram às vendas de novembro de QUAL3.

A última compra de ações foi em novembro, com CVC3. Se o mercado continuar subindo em janeiro, outras empresas que estão próximas ao meu limite superior de carregamento são a VIVT4, TIET11 e TAEE11.

A alocação atual por setores é maior em combustíveis e mineração (resquícios do tempo onde mantinha um valor razoável de PETR4 e VALE5 para maximizar meus ganhos em vendas cobertas de opções – agora estou esperando um bom momento para vender parte da posição) e elétricas. Em seguida temos varejo, tecnologia e seguros.

No percentual de renda variável de minha carteira ativa, há somente ações individuais. Um pequeno percentual de fundos ETFs que eu possuía estão considerados agora na carteira passiva, que comentarei mais abaixo.

Renda variável: fundos imobiliários

Os fundos imobiliários entraram para valer na minha carteira de investimentos um pouco mais tarde, há menos de dez anos. De um ano para cá retornei mais atenção a eles em virtude da queda dos juros. É uma forma de receber mais dividendos com alguma previsibilidade, embora a valorização em dezembro tem corroborado meu pensamento que muitos deles estão com os preços meio esticados.

Hoje seu percentual está em 17,92%, uma subida significativa em relação a novembro. Esse percentual foi alcançado mesmo com vendas parciais de MXRF11, RCRB11 e FCFL11 em dezembro. Ainda planejo alcançar o limite de 20% com esses ativos, mas continuarei realizando vendas parciais caso algum ativo ultrapasse o limite individual de exposição.

Veja abaixo os gráficos de alocação entre os ativos de renda variável.

Alocação de ativos, por setores, na parcela de renda variável da carteira de investimentos ativa
Alocação de ativos, por setores, na parcela de renda variável da carteira de investimentos ativa

Câmbio

A participação histórica do câmbio na minha carteira sempre foi em torno de 10%. Com a valorização das moedas e, principalmente dos metais preciosos nos últimos meses, os fundos tiveram rentabilidades altas e elevaram o percentual a 13,10%, um pouco abaixo de novembro, principalmente em função da queda do ouro em dezembro.

Teoricamente, utilizando o método de alocação de ativos eu já deveria ter vendido uma parte para restabelecer o percentual de 10%. Porém, já comentei por aqui que muitas vezes faço uso de alguns vieses, atropelando um pouco a teoria.

Acredito que o mundo está meio estranho, com essa profusão de juros negativos. A China volta a crescer como antes? E quem garante a veracidade de seus números? Ela, como a Rússia e demais países estão comprando ouro demais. Enfim, por receio de não estar entendendo muito bem o que acontece, deixei esse percentual subir um pouquinho. Hoje estou considerando um percentual máximo de 15%. Até lá, sem movimentações no câmbio.

Segue, enfim, o resumo da alocação da minha carteira ativa de investimentos:

Alocação dos ativos na carteira de investimentos ativa

A alocação nos fundos de investimentos (carteira passiva)

Como comentei anteriormente, a escolha de priorizar os fundos multimercados tem uma razão específica. Primeiro, se estou migrando parte de meu patrimônio para uma gestão de terceiros, é porque eu preciso confiar na capacidade técnica dos gestores. E um fundo multimercado é o produto onde eles podem exercitar mais seus conhecimentos, dada a flexibilidade que possuem.

Para manter uma alocação diversificada, também escolhi gestores puros de ações e de crédito privado. Lembro que os únicos fundos que não estão nessa carteira são os fundos pós-fixados, que uso para uma reserva de emergência e para aproveitar oportunidades pontuais. Ou seja, estão em minha gestão própria.

Vamos dividir essa gestão passiva em duas classes: os fundos de investimentos tradicionais e os fundos de previdência privada. Cada um possui particularidades diferentes.

Os fundos de previdência privada

Os fundos de previdência privada estão contidos nos cálculos de rendimentos dos fundos da minha gestão passiva, mas não os considero para o estabelecimento da alocação ideal da carteira. Como assim?

Eu adquiri esses fundos (são três com gestões diversificadas) na época em que ainda era empregado. A empresa contribuía com uma parte dos aportes, e eu usava o abatimento de 12% na minha declaração anual de imposto de renda.

Desses três fundos, mantive dois sem movimentação até hoje (embora tenha alterado a gestão duas vezes). Essa estratégia foi posta em prática em função do fato de que esses fundos estavam sob a tributação regressiva. No ano que vem, quando completo 10 anos do pedido de demissão da empresa, os últimos aportes estarão incluídos na alíquota mínima de 10% de imposto de renda.


O outro fundo estava sob tributação progressiva, e foi abordado através de uma estratégia diferente. Todos esses anos, como eu não tinha renda tributada na fonte (salário), fiz o máximo de saques anuais (uma média de R$ 28.000,00) de forma que eu recebesse de volta o imposto de renda retido na fonte de 15%, na declaração anual simplificada. Ele ainda possui um saldo razoável e acredito que precisarei de mais uns dez anos para zerá-lo.

Voltando à questão colocada no início dessa seção: esses fundos possuem uma estratégia própria. Para os dois primeiros, tendo a mantê-los como planos sucessórios, devido à facilidade de transferência aos familiares. O terceiro, eu planejo zerá-lo com o tempo. Ou seja, os três estão fora da estratégia de incrementar as rentabilidades de minha carteira passiva.

Eles estarão fora dos objetivos da alocação, mas farão parte do ranking de rentabilidade, uma vez que são fundos arrojados:

  • O dois primeiros são fundos de fundos (FoF) e possui uma alocação média de 40% em fundos multimercados e 23% em renda variável;
  • O terceiro é um fundo de crédito privado que vem obtendo boas rentabilidades históricas.

Ou seja, os três são aptos a participar da rentabilidade dos fundos de investimentos de terceiros. Sua alocação atual é atualmente de 54,50% dentro da carteira passiva.

Fundos de previdência privada na alocação da carteira de investimentos passiva

Os fundos de investimentos

O percentual restante da carteira passiva, 45,50%, é composto por 15 fundos de investimentos, sendo que “um” deles considero como a união das 4 carteiras digitais operadas com robôs de investimentos, cuja rentabilidade eu comparo mensalmente.

Como comentei acima na seção dos PGBLs, não vou considerá-los na alocação a ser perseguida, uma vez que os objetivos são diferentes. Nessa carteira de fundos de investimentos, o objetivo é a renda passiva, e vou gerenciar a alocação de fundos multimercados, ações e crédito privado separadamente.

Para ver a lista dos fundos de investimentos, clique na seta

  • Fundos Multimercados
    • Fundos dos robôs digitais;
    • Adam Macro Strategy II D60 FIC FIM;
    • Legacy Capital FIC FIM;
    • Kinea Chronos FI FIC;
    • Kapitalo Kappa D FIC FIM;
    • Vítreo FoF Melhores Fundos;
    • Vítreo Money Rider Hedge Fund
  • Fundos de Ações
    • Alaska Black FIC FIA II BDR Nivel I;
    • Brasil Capital 30 FIC FIA;
    • Fama FIC FIA;
    • Bogari Value D FIC FIA
  • Fundos de Crédito Privado e/ou Juros Longos
    • Capitalys Pan FIC FIM Cred Priv;
    • Brasil Plural FIC FIRF IMA-B;
    • Kinea Infra (KDIF-FID01B0);
    • Itau IMAB ID ETF;

Nesse mês de dezembro eu aloquei parte de vencimentos de instrumentos de crédito privado da carteira ativa para a compra de cotas de dois novos fundos de investimentos: um que investe em ações estrangeiras (Vítreo) e outro de ações globais (Bogari). A alocação atual dos fundos de investimentos, excluindo os 3 PGBLs, fechou 2019 dessa forma:

Alocação dos fundos de investimentos de terceiros na carteira passiva

Individualmente entre os fundos, a carteira está bem diversificada, sendo que nenhum deles alcança o percentual de 15% do total e estão distribuídos em 5 corretoras diferentes. Para conhecer cada um mais a fundo, vale incorporar em sua rotina a leitura das cartas de seus gestores, as quais mantenho atualizadas em um drive virtual público para os leitores do blog.

Se houver interesse em como os percentuais evoluíram com o tempo, vejam abaixo o gráfico responsivo, onde é possível ver a evolução mensal. Caso contrário, passe para o próximo tópico para checarmos a rentabilidade no ano de 2019 das carteiras ativas e passivas de investimentos.

Comparação da rentabilidade da carteira ativa e passiva

A carteira de fundos de investimentos começou a ser estruturada no final do ano passado, com movimentações relevantes até agosto de 2019.

Mesmo em seu início, nunca fugi muito do percentual da alocação de ativos demonstrada no gráfico anterior. Mantive até dezembro o percentual de multimercados em 2/3, sendo o terço restante dividido entre os fundos de ações e de crédito privado e juros longos. No último mês de 2019, entretanto, aloquei mais em ações, incluindo uma alocação exclusiva em ações do exterior. Com essa movimentação, o percentual de fundos multimercados caiu a 61% e, se as ações continuarem subindo, a tendência de queda será mantida.

De qualquer forma, a comparação foi realizada desde o começo do ano de 2019, levando-se sempre em conta que os rendimentos a partir de agosto serão mais significantes na projeção do perfil da carteira de investimentos.

Vamos à comparação, então?

Rentabilidades mensais x IPCA 5%

Para efeito de bechmark, ou índice de referência, escolhi o IPCA + 5% ao invés do CDI. Entendo que a queda da taxa de juros colocou o CDI como um alvo muito fácil de bater. No texto das rentabilidades das carteiras com os robôs de investimentos, eu já fiz a transição do CDI para o novo indicador, e lá faço mais considerações sobre essa decisão e sobre sua fórmula de cálculo.

No decorrer desse ano, o quadro é o seguinte:

Rentabilidade das carteiras de investimentos ativa e passiva

A carteira ativa foi constantemente melhor do que a carteira passiva até o mês de agosto, embora em setembro, outubro e dezembro a última deu o troco, apesar do tropeço de novembro. Nesses últimos meses, a carteira de investimentos ativa tem se aproveitado da grande alta dos fundos imobiliários, que não são objeto de alocação dos fundos de investimentos da carteira passiva. Além disso, ações específicas como GOAU4 , QUAL3, FLRY3, GRDN3, ENBR3 e, em dezembro, TIET11, colaboraram para os ganhos da carteira ativa.

Ainda estou esperando uma subida das PETR4 e VALE3 que ainda tenho em proporção elevada no portfólio. Aí a carteira ativa vai voar bem.

Embora a carteira passiva tenha decepcionado em novembro, principalmente pelas rentabilidades negativas de vários fundos como o Alaska e Legacy, e pelo aumento de juros que prejudicaram os fundos de crédito privado, dezembro foi um mês de recuperação (Alaska subiu mais de 14%), ambas vem batendo constantemente o IPCA+5%, como mostra o gráfico do acumulado do ano:

Rentabilidade acumulada das carteiras de investimentos passiva e ativa

Para efeito de comparação, nesse período onde o IPCA+5% subiu 9,40%, o rendimento do CDI ficou em 5,64%, mostrando que é um indicador realmente mais desafiador, além de oferecer uma visão mais acurada da eficiência das rentabilidades no longo prazo.

É mais fácil pensar, para seu planejamento futuro, em uma rentabilidade real, acima da inflação, do que uma taxa de juros desalinhada dos princípios básicos da economia, como vem ocorrendo mundialmente.

A carteira ativa, gerenciada já há mais de 15 anos pela estratégia de alocação de ativos, está rendendo 267% do benchmark em 2019, enquanto a carteira passiva, com os fundos de investimentos gerados pelas gestoras, sobe 174% do indicador.

Pensamentos finais

Lembro que passamos por um mercado altista em 2019, inclusive para a renda fixa, com a redução dos juros longos e aumentos dos preços unitários dos títulos. Assim, as rentabilidades de ambas carteiras foram plenamente beneficiadas pelo momento. Só podemos confirmar o sucesso da estratégia com o tempo.

Meu objetivo nessas observações, que vão durar alguns anos, é certificar-me de que é possível migrar a maior parte da minha alocação da carteira ativa para a passiva, e como expliquei no texto “independência financeira passiva ou ativa“, ter mais tempo, paz e tranquilidade. Afinal, quem não os desejam, né?

No início desse texto comentei sobre a TNRP. Essa é outra métrica que irei utilizar para as tomadas de decisões no futuro. TNRP significa “taxa necessária de remuneração do portfólio”, e ela fechou para mim no ano de 2018 em 3,3%. Esse número significa que eu preciso de uma remuneração anual REAL de 3,3% de meu patrimônio para poder viver bem com meu planejamento financeiro até eu passar para o lado de lá.

Se a remuneração anual estiver acima desse valor, a TNRP tende a cair a cada ano, facilitando minha decisão de continuar minha migração para o gerenciamento passivo do portfólio. A adoção do benchmark em inflação+5% fornece uma margem de segurança adicional nesse objetivo. Anualmente estou atualizando seu número e na semana que vem, vou republicar o texto com o número atualizado. Clique abaixo para fazer parte da lista de assinantes do blog e receber semanalmente as atualizações.

Vamos acompanhar os próximos capítulos? O que você acha dessa estratégia? Seu comentário é muito bem-vindo!

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AndréBansirRobertoLEOBINO BARROSO DE ARAUJOSimplicidade e Harmonia Recent comment authors
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Bansir
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Bansir

Esse ano ainda não deu para a carteira passiva… Vai ter que ficar na ativa mais tempo hehe

Abração!

André
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André

Não sei se rio de orgulho ou choro da maior demora rsrs

Abração!

Roberto
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Roberto

hahaha sacanagem comprar ativo com passivo só em 2019 quando só sobe essa porra de bolsa. faz um em 2016 pra ver ai sim fica interessante

André
Admin
André

Roberto, você quis dizer “comparar” ao invés de “comprar”, né?

Acho que você fez confusão. Pelo que entendi, você achou que a comparação é de renda variável com renda fixa, ou algo do tipo, uma vez que relacionou com a alta atual da bolsa.

A comparação é com minha carteira “ativa” com uma carteira “passiva” de fundos de investimentos. A proporção em ambas de renda variável e renda fixa são similares. Não existem esses vieses que você comentou.

LEOBINO BARROSO DE ARAUJO
Visitante
LEOBINO BARROSO DE ARAUJO

Oi André,

Parabens pelo novo blog, O visual ficou bastante friendly e clean.

Qnto à estratégia de gestão passiva x tempo, sempre fiquei pensando se nao valeria a pena ter uma carteira de fundos com base na minha alocação de ativos 30% CDI, 30%renda fixa, 20%multimercado, 10%açoes BR, 10% açoes estrangeiras…O duro sao as taxas e a confiança no gestor, mas talvez compense nao ocupar o tempo.

André
Admin
André

Opa, obrigado, Leobino!

Pois é, talvez esse acompanhamento seja útil para você ter uma ideia se vale a pena.

Mas repare que é difícil alocar corretamente essa carteira de fundos de investimentos, a não ser que você escolha fundos puros e evite os fundos multimercados. Mas aí você perde justamente a flexibilidade das melhores cabeças do mercado.

Abraço!

Simplicidade e Harmonia
Visitante

André,

Interessante a divisão da sua carteira. Como eu comecei com FIIs (e não com ações), minha exposição acabou ficando maior nesse ativo, devido a valorização das cotas durante esse ano – preciso fazer o rebalanceamento da carteira…

Boa semana!

André
Admin
André

Olá Rosana!

Pois é, começamos invertidos rsrs

Mas não vejo problema nenhum em ter mais FIIs do que ações: depende do perfil e objetivos de cada um. Agora, se ele desgarrou de sua meta percentual devido à diversificação, aí sim: o rebalanceamento é necessário.

Boa semana também! Abraços!

Guilherme
Visitante

Excelente artigo, André!

Gostei particularmente do novo benchmark, IPCA + 5%. Acho uma métrica mais desafiadora do que simplesmente usar o CDI, até porque a tendência daqui pra frente parece ser o enxugamento cada vez maior dos juros reais.

Abraços!

André
Admin
André

Legal, Guilherme!

Com ela a gente pode ter uma ideia melhor da eficiência nas rentabilidades, facilitando o pensamento em superar o “juro real”.

Abraços e obrigado!