A TSR, a planilha de plano patrimonial e atualização da TNRP


Você já deve ter ouvido sobre a TSR, ou taxa segura de retirada, mas aposto que não ouviu falar de TNRP… Ela é a taxa necessária para remunerar seu portfólio e é a melhor forma de gerenciar sua independência financeira.
Veja minhas TNRPs históricas até 2020. Aproveite e faça o download da minha Planilha de Plano Patrimonial e aprimore seu planejamento futuro. Inclusive disponibilizando mais dinheiro para gastar!


O termo “TSR”, Taxa Segura de Retirada sobre o patrimônio, já foi abordado algumas vezes entre colegas da Finansfera. O significado desse termo compreende o quanto uma pessoa poderia “sacar” periodicamente de seu patrimônio sem diminuição de seu valor real. Ou seja, para qual valor de despesas mensais o patrimônio seria eterno, possibilitando assim, a declaração da independência financeira?

Existe uma categoria de estudos que buscam averiguar qual a taxa segura de retirada para diversas situações. Um dos mais famosos é a série de estudos Trinity, onde a maioria dos resultados para diversos portfólios costumam convergir a TSRs próximas de 4% anuais. Condições sui generis em determinados mercados, como altos históricos de remunerações na taxa real de juros e/ou rendas variáveis, bem como outras alocações, podem trazer TSRs muito diferentes.

TSR - a taxa segura de remuneração do portfólio tem sentido?

O blog do Investidor Inglês trouxe há um tempo excelentes informações sobre um estudo ampliado para outros países mostrando a variação da taxa conforme a realidade de cada mercado. Nosso país mostrou-se um lugar seguro com uma TSR de 5%, sendo influenciada, sem dúvida, pela (até então) alta taxa de juros.

Os conceitos sobre a TSR já foram debatidos há algum tempo no blog do Viver de Renda, e no Aposente-se aos 40. Diante das referências, vou eximir-me de entrar muito em detalhes teóricos e vou ater-me à minha opinião sobre o assunto.

Confesso que, apesar de perceber o conceito como educativo no intuito de evitar grandes bobagens (como ignorar o efeito da inflação no tempo), eu nunca usei-o como uma indicação para meus gastos futuros. Sempre fiz o inverso, ou seja, estabeleci uma previsão de gastos futuros e calculei qual deve ser o rendimento do meu patrimônio para atingir meus objetivos.

Atenção: esse post é extenso. Ele está dividido em 5 partes: use o índice abaixo se desejar pular direto na seção que deseja. Na primeira parte, explico porque não gosto da TSR. Em seguida, apresento a TNRP e mostro meu histórico atualizado. A terceira parte, mais breve, mostra como você pode gastar mais dinheiro (sim, gastar mais dinheiro) usando esses conceitos. E, enfim, a mais longa seção mostra como fazer o download e preencher a planilha de plano patrimonial. Finalizo posteriormente com minhas conclusões.

1) A TSR é insuficiente para planejamentos de longo prazo

Aos colegas que usam e gostam da TSR, não me entendam mal: eu dou importância à utilidade do conceito como um guia para as pessoas que buscam – ou já possuem, a independência financeira.

Mas vejo alguns pontos falhos que prejudicam nossos planejamentos futuros. A taxa não é flexível para absorver mudanças durante nossa jornada até a independência financeira ou na manutenção posterior do patrimônio. Exatamente em função disso, nunca a usei para alcançar meus objetivos. Explico melhor nos itens abaixo.

a) Os gastos anuais variam com o tempo

A TSR, uma vez que indica um valor monetário máximo para as retiradas periódicas de seu patrimônio, acaba engessando um plano de longo prazo. Como o blog do Frugal Simple já escreveu em um texto, as despesas são determinantes para definir a duração das reservas financeiras. E seu planejamento de longo prazo não pode ser baseado em um limite máximo de retiradas considerando apenas a realidade atual.

É possível que, se usarmos uma taxa de 4 ou 5%, poderemos chegar a uma conclusão precipitada de que somos independentemente financeiramente, considerando nossas despesas no momento. Mas como será seu futuro? Será que seus gastos aumentarão? Existem expectativas em ter mais filhos, possuir mais bens de consumo ou fazer um MBA de ponta no exterior?

Ou seja, cada decisão que tomamos hoje aumenta ou diminui o prazo para alcançar a independência financeira, como eu comentei nos comentários do texto do Aportador Financeiro, que possui uma opinião diferente da minha. Assim, entendo que, como estamos sujeitos a mudanças de planos em nossa vida, não podemos tirar conclusões baseadas no valor de TSR.

b) O ambiente está sempre em mudança: como fica a situação com as novas taxas de juros no Brasil?

Parágrafos atrás, comentei o estudo que colocava o Brasil como um país confortável para aceitar uma taxa segura de retirada de 5%, sob uma carteira de investimentos baseada sob títulos de renda fixa. Porém, o Brasil é um país de ciclos econômicos sui generis, concordam?

Para o ano de 2020, está estimada uma remuneração líquida máxima via Selic de 3,6% e o boletim Focus estima uma inflação de… 3,6%! Com esses dados, pergunto aos leitores: agora que nossa taxa de juros reais caminha para zero, podendo ser até negativas no futuro, será que aquele estudo continua valendo?

De maneira nenhuma! Uma TSR de 5%, atualmente, é uma taxa totalmente inviável sem a assunção de riscos! Para persegui-la, a alocação em renda variável deve ser altíssima, e, com isso, um gerenciamento de riscos muito eficaz deve ser utilizado para manter uma rentabilidade positiva em todos os anos à frente.

Assim sendo, qual é a relevância de um estudo cujas bases não são minimamente sustentáveis no tempo? Por que gastamos tanto tempo pensando em TSR, se as condições mudam de momento a momento?

c) A alocação do portfólio é determinante para definir uma TSR

Como entramos no assunto de alocação de ativos, vale citar que os estudos americanos são realizados com base em determinadas distribuições da carteira de investimentos.

O estudo Trinity, por exemplo, usou 50% em renda fixa e 50% em renda variável. Estudos mais modernos usaram alocações diferentes. Para o Brasil, usou-se 100% em renda fixa no estudo apontado pelo blog do Investidor Inglês.

Ou seja, as variáveis nas alocações são enormes! E elas não se encerram apenas no percentual de cada classe de ativos no portfólio, mas também em que momento do mercado você realizou cada compra, venda e cada rebalanceamento de ativos. Os ciclos de mercado proporcionam variações imensas em uma possível TSR. Enfim, é um samba do crioulo doido!

Espelhar de forma fiel sua carteira de investimentos com a carteira desses estudos, almejando uma correlação minimamente segura para a expectativa de duração de seu portfólio é algo praticamente impossível. E, consequentemente, seria um risco muito grande você pautar sua liberdade financeira utilizando esse indicador.

d) Quanto de seu patrimônio você deseja deixar aos herdeiros ou a entidades assistenciais?

A Taxa Segura de Retirada ignora essa decisão. Oferecendo apenas um número frio, ela não considera o destino que desejamos dar ao nosso patrimônio no final da vida. Se nós já estamos descendo a ladeira da idade e não vemos necessidade de deixar a totalidade de nossa carteira de investimentos aos herdeiros, podemos gastar muito mais do que a TSR nos aponta.

Imagine que você chegou à sua independência financeira utilizando o conceito de TSR. Atribuindo uma taxa de 5%, digamos que você poderá gastar até R$100 mil por ano. Mesmo se desconsiderássemos os 3 itens acima comentados, esse número só seria verdadeiro se desejássemos manter nosso patrimônio intacto.

E esse planejamento pode não ser a ideia dominantes que temos em vida. Podemos, por exemplo, desejar gastar além desse valor para ajudar entidades assistenciais. Veja a seção 3 desse texto.

Todos esses conceitos foram expostos em um artigo de 2014 do blog Pensamentos Financeiros, onde eu também fiz um comentário sobre o método que utilizo para o cálculo da manutenção da liberdade financeira: a TNRP, que explico na sequência.

2) O que é TNRP e meu histórico

a) A TNRP – taxa necessária de remuneração do portfólio

Enquanto a TSR é definida, sob certas condições, em fornecer um limite máximo de retirada, a TNRP é feita do futuro para o presente. Ou seja, você define primeiro seus objetivos anuais e somente depois, verifica qual seria a taxa necessária de remuneração de seu patrimônio para alcançar sua liberdade financeira.

O leitor pode estranhar que, em alguns momentos, utilizo o termo “independência financeira” e em outros, “liberdade financeira”. Embora ambos sejam grandes conquistas individuais, veja em “Como saber se você chegou em sua independência financeira. Matematicamente” como eu defino cada conceito e suas diferenças.

Essa forma “inversa” de cálculo prevê flexibilidade em seus gastos anuais conforme seus projetos e necessidades, evitando o primeiro item que apontava para a ineficiência da TSR, de que os gastos variam com o tempo. Não é muito útil saber quanto posso gastar “hoje” da minha carteira de investimentos sem possuir um planejamento futuro de despesas. Ou seja, essa taxa engloba uma ampla flexibilidade que poderá ser atualizada ano a ano.

Essa atualização periódica é essencial para considerar também mudanças do ambiente citados no segundo item. As taxas sempre devem estar coerentes com a realidade da economia. Assim, ela sempre estará coerente com suas expectativas. Dividir taxas para diferentes ativos também é uma atitude que facilita a gestão, sendo possível posteriormente definir uma taxa média, que é o número cujo histórico apresentarei aos leitores na sequência.

Em resumo, a TNRP é a taxa que seu patrimônio precisa ser remunerado para fazer frente à todo seu planejamento de despesas para seus próximos anos. Com a planilha disponibilizada, é possível flexibilizar muitas variáveis e ver como se comportam as demais. Várias simulações são possíveis e algumas são exemplificadas no item “d” da seção 4.

b) Quase vinte anos de planilha de plano patrimonial

Comecei a usar a planilha de Plano Patrimonial no começo da década, quando um certo professor me fez uma pergunta instigante em uma aula do MBA.

Histórico das planilhas de planos patrimoniais

A primeira planilha compreendia um planejamento para os dez anos seguintes, cenário ampliado para 20 anos em 2006 e, a partir de 2008, para 40 anos.

Em cada ano, foi necessário definir uma taxa, inicialmente a 10%, para a remuneração do crescente portfólio. Apesar de otimista, na época eu estava muito longe da independência financeira, e a planilha era apenas um exercício futurológico que ajudava a me educar no processo de acumulação de patrimônio.

A partir do ano de 2006, arrisquei baixar a TNRP para 9% e o resultado, aparentemente, manteve-se coerente com meus objetivos. Nos anos seguintes, entre ajustes da taxa e perdas em 2008 no mercado acionário, esse valor ficou mais ou menos constante, vindo a cair para 8% em 2010 e 7% no ano seguinte.

Pedi demissão do meu emprego em 2010, ou seja, estimava, com base no meu histórico de rentabilidade até então, que conseguiria manter rendimentos acima de 7% anuais para consolidar minha independência financeira.

Ainda não tinha clara noção em que estágio eu estava entre a independência e liberdade financeira, tanto que nas planilhas seguintes eu ainda considerei um retorno ao mercado de trabalho (com uma remuneração 4-5 vezes menor do que eu possuía) em uma atividade onde eu possuiria maior domínio de meu tempo, na área onde retornei à universidade. Mas os planos foram alterados.

c) A queda contínua da TNRP

A partir de 2014, notei que as remunerações do portfólio estavam consolidando-se cada vez mais. A “mágica” dos juros compostos se revelava mais intensamente, ano a ano.

Mesmo sem aportes, meu patrimônio subia e fazia com que eu não necessitasse mais de uma TNRP alta, o que culminou com uma taxa real de 2,6% no início de 2020.

Esse número foi alcançado estimando uma redução de metade de meu patrimônio daqui a 40 anos e com um aumento médio de gastos mensais da ordem de 1% ao ano de minhas despesas atuais. Inclui viagens ao exterior a cada três anos e anuais pelo Brasil. E valores significativos para eventuais problemas de saúde que não pretendo adquirir. Ou seja, ainda há gordura para cortar.

Pela experiência desses últimos anos, acredito que só um evento muito catastrófico me faria voltar a ter um emprego “tradicional” com o intuito de renda. Usando o método de alocação de ativos e com a experiência que adquiri, é uma hipótese muito, mas muito remota. Apenas no caso de um crash histórico, pior do que 1929 ou do final da última década, ou ainda um sequestro financeiro governamental, tal fato poderia ocorrer.

Veja abaixo o histórico de minha TNRP e, na próxima seção, o que antevejo para os próximos anos nessa nova condição.

Histórico TNRP - patrimônio

3) Como gastar mais dinheiro e usufruir sua independência financeira?

Muitos textos nesse blog enfatizam dois pontos principais em relação à nossa liberdade. O primeiro é que o investimento é fundamental para conquistar sua independência financeira. O segundo: você nunca será livre se considerar a poupança como um objetivo de vida. Será livre em relação ao mundo, mas preso em uma obsessão. É o terno equilíbrio entre ser excessivamente frugal e demasiadamente perdulário.

TSR ou TNRP: o que é mais importante para sua independência financeira e manutenção do patrimônio?

Suas economias precisam possuir uma finalidade. Seja material ou simplesmente, relacionada à obtenção (e posteriormente, à manutenção) de sua liberdade. Se obtiver sucesso, haverá um ponto em que tal segurança financeira estará bem consolidada. Será que haveria a necessidade de agarrar-se ainda a essa garantia ou poderíamos afrouxar o cinto e viver mais a vida que nos resta?

a) A poupança como meio, e não como objetivo

Mesmo que alguém não tenha grandes ambições para si próprio, há várias maneiras de beneficiar o mundo em que vivemos. Podemos decidir, por exemplo, quais os montantes necessários para a herança aos descendentes. Nem sempre o “máximo possível” é a resposta certa: as pessoas precisam adquirir responsabilidades e produzir de forma própria. Criar filhos dependentes nunca será uma boa ideia, nem para eles ou para o mundo.

Ainda que a pessoa não tenha descendentes, ela não se livra da possibilidade de oferecer auxílio a outras pessoas. Ou a cães e gatos, se preferir. Ou à natureza. Há várias maneiras de utilizar nosso patrimônio de forma positiva. Os bilionários do mundo que o digam. Há, ainda, sempre a possibilidade adicional de investir em si mesmo e obter maior crescimento pessoal.

Evidentemente, todas essas decisões passam por um dilema: quando parar de guardar dinheiro e começar a usá-lo de uma forma mais intensa? Quando parar de buscar cifras cada vez maiores de seu patrimônio e permitir um gradual e planejado decréscimo dessa segurança financeira, aproveitando melhor o nosso presente? A Planilha de Plano Patrimonial ajudará muito nesse planejamento.

b) A oportunidade de realizações com a diminuição da TNRP

Como vimos anteriormente, minha TNRP está em queda contínua. Nessa situação, é possível aumentar os gastos anuais, dentre todas as possibilidade que a vida lhe oferece, como nos exemplos que citei acima. Assim, você poderia dar a você mesmo, ou aos outros, uma vida mais abastada sem prejudicar sua liberdade financeira.

Mas há ainda outra possibilidade: pensando em tempo livre, a redução da taxa necessária de rentabilização do seu patrimônio permite ainda que você, caso use muito de sua rotina diária para gerenciar seus investimentos, pense na alternativa de possuir uma independência financeira mais passiva.

Para isso, você pode se interessar em construir uma carteira através de fundos de investimentos. Estou fazendo esse teste. O objetivo é que, a cada ano, eu passe a ter mais tempo livre para outras atividades, ao invés de estar no computador administrando minha carteira de investimentos e alocando ativos. Não que eu gaste muito tempo nisso, mas… quanto menos tempo gasto, melhor, não?

Já dividi meu portfólio em dois: a carteira de investimentos ativa, sob minha gestão e a carteira de investimentos passiva, sob a gestão de terceiros. Estou publicando os resultados de suas rentabilidades mensalmente nesse texto, sempre observando anualmente minha TNRP e o rendimento da carteira passiva. Se sua rentabilidade se mantiver consistentemente acima da taxa necessária para eu remunerar meu portfólio, a ideia é eu diminuir cada vez mais minhas atividades no mercado financeiro.

No fundo, tudo se resume a maximizar o maior ativo que temos: o tempo. É através dele e da segurança financeira que estamos aptos a realizar todas as metas e sonhos que aspiramos. Se existisse um único conselho a ser dado, eu diria: use bem seu tempo, o bem mais valioso que temos. Principalmente para os mais jovens, que precisam de um esforço bem menor para alcançar a liberdade.

Vamos agora ver como funciona a Planilha de Plano Patrimonial e como preenchê-la? É importante que você mantenha ela aberta em uma das abas do navegador para ir seguindo o passo a passo. Adiante!

4) A PPP – Planilha de Plano Patrimonial

Com a PPP, você será capaz de realizar um planejamento até o final de sua vida. Pode parecer meio tétrico falar nesses termos, mas a morte é uma das maiores certezas de nossa existência. E precisamos conviver com ela, gostemos ou não.

Diferentemente da calculadora que determina o ponto exato para alcançar a independência financeira, essa planilha possibilita um planejamento atual muito mais preciso, e não a valores constantes, como também prega o conceito de TSR.

Clique abaixo para acessar a planilha. No processo, você se tornará um assinante do blog e receberá semanalmente uma newsletter, além do acesso à página do assinante com todas as planilhas disponibilizadas e ao drive virtual das cartas dos gestores de investimentos aos acionistas.

A planilha gera uma previsão de gastos totalmente customizável para suas próximas décadas de uma forma muito simples. O usuário pode definir, para cada ano, seus projetos e condições particulares de despesas. Pode parecer algo demorado e enfadonho, mas acredite: não é.

Uma vez definidos seus projetos principais, resta definir o percentual de aumento ou diminuição anual de cada categoria de despesas, que pode ser copiado para as células seguintes.

Antes do leitor pensar que é impossível planejar algo para longuíssimo prazo, vale o alerta que um planejamento não é algo estático, que uma vez feito, é imutável. Tenho atualizado a Planilha de Plano Patrimonial anualmente, já há quase 20 anos. A cada renovação, acrescento elementos novos, atualizando automaticamente todas as informações que alimentam os resultados.

O importante é que, a cada ano, a ferramenta nos forneça um farol para os próximos anos.  Se a PPP atual mostra, por exemplo, que nossos objetivos ficaram mais difíceis de serem atingidos comparados com a PPP anterior, é possível que tenhamos cometidos algum deslize nesse ano que passou. E agora possuímos uma chance de corrigir a rota.

O objetivo é sempre manter a TNRP o mais baixa possível, uma vez que ela mostra quanto de rentabilidade devemos ter em nossos investimentos dado nosso planejamento anual. Mantendo-a baixa, ficaremos muito mais tranquilos com a consolidação de nossos objetivos.

a) Alguns parâmetros financeiros

Para qualquer planejamento, devemos ter um ponto de partida que reflete nossa situação financeira atual. Utilizo sempre a virada do ano. A coluna “B” deve ser preenchida com nossa situação financeira ao final do ano anterior. Esses valores serão a base para todos os cálculos futuros.

Preencha também a célula C1 com o ano em que nasceu. Essa informação será útil para conhecer sua idade (linha 2) para cada ano fiscal (linha 3). Veja que nesse exemplo, para um usuário fictício que nasceu em 1982, ele estará, ao final do planejamento de 50 anos, com 87 anos de idade em 2069.

As linhas verdes correspondem às receitas. Suas categorias podem ser alteradas conforme a realidade de cada um, assim como as categorias de despesas, em laranja. Considerem porém, que a soma das receitas e despesas devem estar corretas nas linhas 22 e 23, que serão necessárias para a apuração do lucro anual (linha 24, em amarelo).

Seus investimentos consolidados (renda fixa e variável) ao final do ano devem ser preenchidos nas células B26 e B27. Na sequência, deixei espaço para preenchimento dos “ativos” fixos (veículos, outros ativos e imóveis). Uma vez que as células da coluna B devem ser preenchidas conforme sua situação real no período, supõe-se que você já esteja avançado no sentido de possuir o controle sobre sua vida financeira, especialmente de suas despesas, através de uma planilha de orçamento.

Reparem que nas células B34 e B35 devem ser colocadas duas considerações muito importantes. Elas são as estimativas para a taxa de remuneração de seu patrimônio que você pretende receber durante os anos, seja os juros pelos seus investimentos em renda fixa ou o percentual de lucros estimados para a renda variável. É, portanto, uma estimativa média anual.

Esses valores são as TNRPs e, como a PPP não considera inflação, as taxas devem ser líquidas, ou seja, reais. Como exemplo, coloquei o juro real em renda fixa a 3,0%, factível atualmente se pensarmos em títulos de longo prazo do Tesouro Direto. Porém, se daqui a um ano essas taxas diminuírem ainda mais, devemos nos próximos planos patrimoniais fazer os ajustes necessários.

É possível pensar em apenas uma TNRP, englobando a remuneração geral do portfólio, se preferir (hoje, na verdade, uso uma taxa consolidada). Se preferir fazer o mesmo, elimine a linha 35 e 9, para que os lucros (ou juros) considerem o total de seus investimentos (renda fixa e renda variável) aplicando a taxa única definida na célula B34. Dúvidas, deixem nos comentários que responderei com prazer.

b) Simulando as receitas anuais

Preenchida a coluna B com os valores reais ao final de 2019, iniciamos a consideração dos critérios para simulação de valores futuros. A simulação depende dos objetivos de cada pessoa e cada usuário deve corrigir as premissas que coloquei moldando a planilha conforme sua necessidade.

O bom funcionamento dessas estimativas anuais está diretamente relacionado a situação do fechamento real do ano em vigor. A planilha baseia-se que suas receitas e despesas não foram impactadas por eventos extraordinários, e que elas representem bem o seu fluxo de caixa padrão. Se houver algo discrepante, temos de ter o bom senso de reconsiderar a situação.

A partir da coluna “C”, então, iniciamos as estimativas para o futuro. No caso da “receita de salários” e “restituição de IR”, por exemplo, mantive o mesmo padrão (sem aumentos reais) até a idade de 55 anos do usuário (veja coluna “T”). Após isso, a ideia é que o usuário pretenda parar de trabalhar e viva da renda de seus investimentos. Vamos utilizar essa consideração como um dos objetivos do usuário e verificar como ficará sua situação no futuro.

Na linha de vendas, veja que considerei que seu carro, que valia R$ 50mil em 2019 (e foi-se desvalorizando nos anos seguintes com um desconto de 5% anual), foi vendido em 2024, ano em que foi comprado outro carro de R$ 50mil. Mantive essa troca de veículo de 5 a 5 anos até quando o usuário atingisse a faixa dos 70 anos. Talvez ele prefira utilizar um Uber sem motorista no futuro

As linhas dos juros e lucros de investimentos buscam as taxas que foram colocadas anteriormente nas células B34 e B35. Os valores são aproximados, pois não consideramos os juros compostos capitalizados dia a dia nas aplicações, e sim apenas anualmente. Lembro que estamos fazendo um planejamento para 50 anos e se começarmos a detalhar as coisas nessa magnitude, a PPP perde sua usabilidade.

Adicionalmente, essa condição pode funcionar até como uma segurança para o excesso de expectativas, uma vez que as pessoas costumam a pensar que ganharão muito mais do que vão de fato. Esse ponto equilibra o balanço para um viés negativo, o que é saudável. Considerem como uma margem de segurança forçada.

c) Simulando as despesas anuais

Para as despesas de moradia (aluguéis, prestações de financiamentos, condomínios, etc) considerei um aumento anual real de 1%, como se o usuário desejasse aumentar seu padrão de vida com o tempo. Se não houver essa expectativa, poderíamos deixar sem variação modificando as fórmulas das células.

Eventos extraordinários devem ser considerados nesses gastos. Vejam, por exemplo, uma queda brusca de despesas de moradia no ano de 2033. Se examinarem o ano anterior (2031), simulei a compra à vista de um imóvel (célula O19), o que fez as despesas de moradia caírem abruptamente por causa da eliminação do aluguel ou a conversão para uma prestação menor.

Nas contas de consumo, considerei um aumento real de 1%, mas até o usuário completar os seus 55 anos. Posteriormente, modifiquei a fórmula para manter essa despesa constante (célula T12). Talvez após certa idade não consumiremos tantos insumos comparativamente à juventude. Todas as mudanças de fórmulas nas células estão evidenciadas com um fundo um pouco mais escuro.

É relevante falarmos dos impostos. Observe na fórmula que fiz uma estimativa de despesas considerando 20% do salário do usuário, 4% do valor de seu veículo e 15% do valor de seus investimentos. Para os investimentos, é uma estimativa pessimista e pode ser alterada. Normalmente ela é válida apenas para as pessoas que mantém os valores em fundos ou títulos do Tesouro Direto.

Para quem mexe ativamente com ações, por exemplo, é possível pagar bem menos do que 15% fazendo vendas parciais mensais abaixo do valor de R$ 20mil e compensando o imposto com demais prejuízos. Cada usuário deve modificar a fórmula para refletir sua condição.

É possível prever gastos alternados a cada ano. No item “viagens e lazer”, por exemplo, considerei valores que oscilam entre R$ 5mil e R$ 10mil a cada ano, simulando possivelmente uma alternância entre viagens nacionais e internacionais. Se bem que, muitas vezes, fica mais caro viajar pelo Brasil mesmo. Novamente, cada usuário terá aqui, sua realidade.

Na categoria “automóvel” estipulei um aumento de 2% ao ano até o ano em que o usuário deixará de trabalhar (quando a despesa será reduzida 1% ao ano). Afinal, ele deixará de ir de carro no trabalho e economizará combustível. Já a categoria “saúde” é sensível, e tende a aumentar conforme a idade. Considerei um aumento de 5% real ao ano.

Para os investimentos, considerei que, a cada ano, metade dos lucros vão para a renda fixa e metade para os investimentos em renda variável (linhas 26 e 27). Talvez com o tempo e com o envelhecimento do usuário, esse percentual deva ser modificado para que a renda fixa ocupe uma posição de maior destaque, diminuindo riscos.

Percebam assim os leitores que tudo pode ser adaptado de forma a atender realidades específicas. Adicionem mais categorias, modifiquem valores e deixem a planilha com uma fiel representatividade de suas vidas futuras.

d) Avaliação do planejamento e simulações

Vamos agora avaliar os resultados de nosso Plano Patrimonial. 

Lembre que nosso objetivo era checar se o usuário, parando de trabalhar aos 55 anos, conseguiria chegar aos 87 anos de vida com dinheiro no bolso. Parece que não: observe que aos seus 78 anos, sua conta de investimentos começa a ficar negativa (linhas 26 e 27). Então, algo deve ser mudado. Aqui reside, assim, a parte mais interessante de nossa PPP: quais as simulações necessárias para que a meta seja alcançada? Vejamos algumas possibilidades.

d.1) Reduzir as despesas

O senso comum sempre nos impele à saída mais óbvia: reduzir as despesas do dia a dia. O usuário pode reduzir as viagens, por exemplo, para uma frequência de 3 em 3 anos. Ou ainda, trocar de carro em um espaço maior de tempo. Pode ainda reduzir o aumento de despesas de moradia e contas de consumo.

Enfim, são muitas simulações possíveis. Se mantivermos, por exemplo, as despesas dessas duas categorias como fixas e viajarmos somente a cada 3 anos, o usuário conseguiria prolongar sua sobrevivência financeira até seus 85 anos.

d.2) Prolongar o trabalho assalariado

Mas talvez ele não queira alterar a faixa de suas despesas. Ele ainda tem a opção de trabalhar um pouco mais. Simule sua aposentadoria aos 60 anos agora (e não mais aos 55 anos): arraste o valor de seu salário até o ano de 2042 e da restituição de IR até o ano de 2043. Ele completará os seus 87 anos com mais de R$ 500mil em caixa. Resolveria seus problemas como também deixaria uma pequena herança aos seus descendentes.

Caso, entretanto, ele deseje deixar de ser assalariado mesmo aos 55 anos e não queira diminuir suas despesas, ainda há outras alternativas.

d.3) Investir melhor

Uma possibilidade é dedicar-se mais aos investimentos e buscar uma taxa real de remuneração maior. Isso pode fazer toda a diferença. Se alterarmos os valores de 3,0% de renda fixa para 4,0% (talvez arriscando em boas debêntures ou títulos de bancos menores) e de 6,00% para 7,00% em renda variável (opções e mercados futuros), vemos que, novamente, o usuário consegue completar seus 87 anos com um bom caixa líquido de quase R$ 460mil.

Em ambas situações acima ele teria um patrimônio imobiliário de pouco mais de R$ 500mil. Mas… e se ele não tivesse comprado o imóvel?

d.4) Não comprar um imóvel

Ele também poderia continuar se aposentando aos 55 anos de idade, manter suas despesas intactas e ainda chegar aos 87 anos com mais de R$ 230 mil em caixa se ele não tivesse comprado o imóvel aos seus 50 anos. Suprima o valor de R$ 500mil da célula O19 e arraste as despesas de moradia na célula O11 até a coluna AZ e veja o resultado.

A valorização de seu imóvel foi estimada pelo padrão histórico das últimas décadas, que mostrei no artigo “Alugar ou comprar um imóvel: minha experiência e bobagens diversas“.

5) Finalizando…

Enfim, vocês perceberam que há muitas possibilidades que brincam com a ideia de gastar mais dinheiro e usufruir mais sua liberdade financeira?

Se a planilha apontar um valor de mais de um milhão, por exemplo, quando você estiver com seus 80 anos, será que não é hora de planejar algo diferente? Viajar mais, viver com mais conforto ou começar a realizar doações frequentes para organizações confiáveis? Iniciar uma nova faculdade? Ter outro filho? Outros projetos? Ou ter mais tempo colocando sua carteira de investimentos para ser gerida por fundos de investimentos?

O importante é conhecer nossa situação atual e nossas possibilidades futuras. Somente assim poderemos agir com base em nossas aspirações, mas com ao menos, um dos pés no chão.

Essas simulações são a chave para que o usuário saiba o que deve ser prioridade de médio e longo prazo em suas escolhas financeiras. Entendendo como os juros compostos funcionam de fato, fica fácil entender o que uma economia de meros R$ 5mil ao ano pode resultar no futuro. Assim como a decisão de viajar a cada ano ou a cada 3 anos. Ou ainda, o quanto impacta alguns anos a menos ou a mais de salário.

Cada um deve conhecer suas prioridades e trabalhar com as variáveis que estão na mesa. O importante é que sejamos coerentes com os esforços que podemos, de fato, oferecer para a conquista de nossa liberdade financeira.

A Planilha de Plano Patrimonial é uma ferramenta excelente para seus projetos futuros. Sua utilidade vai ficando mais relevante a cada utilização, ano a ano, comparando com as versões anteriores.

É sempre importante avaliar quais estimativas acertamos e quais erramos. Julgar se os erros não ocorreram nas estimativas, mas sim no nosso espírito consumista, que nos impediu de cumprir corretamente o nosso orçamento. Ou ainda, considerar se ocorreram eventos imprevistos, mas necessários, que resultaram no desvio de nossas metas.

O importante é sermos honestos nessas avaliações, e ponderarmos todas essas variáveis na confecção do próximo Plano Patrimonial.

E vocês, leitores? Como está a sua jornada particular para a liberdade financeira? Espero que essa técnica de monitoramento tenha sido útil para estimulá-lo a alcançá-la e usufruir todas as possibilidades que ela fornece!

Explore mais o blog pelo menu no topo superior!…
Para me conhecer mais, você ainda pode… ler sobre minha história aqui, ouvir uma entrevista em podcast ou ainda, assistir uma live no Instagram.

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Renato
Renato
3 dias atrás

Boa noite André, tudo bom? Inicialmente queria te agradecer por compartilhar sua experiência financeira e de FIRE para nós, pessoas que almejam alcançar a independência financeira. Vi seu podcast junto ao Mr. IR 365 e gostei muito das informações que você apresentou e outras disponíveis no seu blog! Queria pedir seu conselho em um assunto que apenas uma pessoa experiente e com tempo de FIRE poderia me responder: Aumento de gastos com o tempo no FIRE. Estou no caminho da IR já a algum tempo (desde os 26 – tenho 37 anos). Assim como você, tenho(no seu caso teve) um… Leia mais »

Renato
Renato
Reply to  André
2 dias atrás

Olá André, muito obrigado pelas informações! Sempre estudei IF por sites gringos e a regra dos 4% é quase uma religião por lá, o que acabou influenciando minha forma de estruturar meu caminho para o IF/FIRE…(até um ano atrás desconhecia blogs como o seu e o do Mr IF 365 pensando que era um conceito mais americano). Foi muito interessante conhecer o seu sistema de ajuste anual, bem diferente do que considerava. Concordo que é um sistema bem mais próximo da realidade e você é exemplo vivo de que o sistema funciona! Sobre os gastos de saúde e educação (filho)… Leia mais »

Renato
Renato
Reply to  André
2 dias atrás

Obrigado pelas explicações e sugestões André! Serão muito úteis! Já estou testando a planilha dentro da minha realidade! Algumas dúvidas: No caso do filho, você o lançou no ano previsto para o nascimento uma despesa não recorrente de R$400k? Outro ponto que achei estranho é o local para o lançamento do valor referente a imóveis. No caso deve-se lançar o apartamento próprio onde moramos ou ignorar a existência dele na planilha? Se lançarmos teria que ser o valor emulando o preço líquido de venda não é (tirar 15% de IR) e lançar um valor equivalente de aluguel no mesmo ano… Leia mais »

Mente Investidora
3 meses atrás

Olá, André! Tudo bem? Já estou na lista de assinantes do blog, mas não consigo baixar a planilha do plano patrimonial.
 
Se puder mandar para o e-mail [email protected], agradeço, desde já,
 
Sucesso!
 
Abraço.

Vagabundo
7 meses atrás

E ai André, ouvi hoje sua entrevista no podcast do sr if 365. Muito legal ! Vc comentou que o patrimonio caiu durante os anos da Dilma. Fiquei curioso pra ver o que aconteceu com a TNRP nessa época. Vejo aqui que se manteve estável e até caiu um pouco em 2014. Nao entendi. Se o portfolio fica menor vc precisa de um rendimento maior pra cobrir os gastos. Onde que eu estou errando ? Abs

Vagabundo
Reply to  André
7 meses atrás

Cara, acho que entendi. O problema em se manter um historico de TNRP é que a vida vai mudando e vc vai adaptando o orçamento e expectativas. A TNRP de um ano pra outro varia tambem por causa disso. Tem que analisar caso a caso o motivo dela ter baixado ou subido. Abs

Vagabundo
8 meses atrás

E ai Andre, também nao sou grande sou fan da regrinha dos 4%, pelos motivos que vc explicou. Já tinha comentado no outro post que eu acabei desenvolvendo uma planilha assim, baseada em despesas (se eu soubesse que vc ja tinha uma…). Eu ponho o orçamento ano a ano e ela me diz quanto tenho que ter pra cobrir tudo, levando em conta inflação e rendimentos. Vou deixar o link pra vc dar uma olhada se quiser, de repente vc pega alguma idéia pra melhorar a sua. Ela nao me dá uma taxa e sim um valor de patrimônio que… Leia mais »

Vagabundo
Reply to  André
8 meses atrás

Cara, essa é a idéia. Tenho um monte de SELIC só esperando o IPCA2050 bater em 5% pra começar a migração. E vamo que vamo.

Vagabundo
Reply to  André
7 meses atrás

Fala André ! Tenho certeza que tinha respondido esse comentario mas vejo agora que nao saiu nada. Que legal que vc curtiu o conteúdo. Enfim, eu dei uma mexida na planilha pra me dar os juros reais, e daí qual a taxa de juros real que permitiria ao portfolio ir até o fim – a TNRP. Deu 3,42%. Daí joguei a sua segunda sugestao – rendimento menor nos últimos anos. Nos ultimos 20 anos coloquei 1% a menos, resultando entao numa TNRP de 3,08%, e um portfolio-alvo um pouco maior logicamente. Vim aqui agora pra te comentar a mexida que… Leia mais »

Vagabundo
Reply to  André
7 meses atrás

Vc vai ver que as despesas variam sim, ficando inflação e rendimento da carteira constantes. Lendo outro blog descobri que o cara também usa esse esquema, veja Retirement Cash Flow em https://www.theretirementmanifesto.com/resources/ Sobre o PT, pelo andar da carruagem não duvido que voltem e aí vou lavar a égua como vc disse haha Abs e bons e investimentos !

Renato
Renato
8 meses atrás

Tudo bem e muito bom mas sua TRNP pressupõe que se pode te controle da “remuneração da carteira”, o que é totalmente inverídico. O único controle que vc tem é sobre o nível de risco que quer assumir, agora retorno não há garantia alguma. Não gostei muito da TRNP não, a TSR tem suas falhas mas é simples e não pressupõe este controle sobre o que é incontrolável

Renato
Renato
Reply to  André
8 meses atrás

Dá uma pesquisada mais a fundo sobre a TSR. Ela não assume remuneração nenhuma da carteira. Inclusive muitos blogs ai falam isso erroneamente. Não é preciso obter 4% de juros reais nada. A TSR pressupõe que posso viver 30 anos com o capital+rendimentos sem nunca ficar sem dinheiro. Simples e prática e em nenhum momento ela pressupõe engessar seus retornos pq isso nao existe, retorno jamais vc poderá controlar. O que vc pode controlar sim são suas despesas e seus ganhos, então a TSR faz muito mais sentido que a TRNP. Mas cada um usa a que achar mais confortável,… Leia mais »

Viver Sem Pressa
9 meses atrás

Resolvi colocar em outro comentário pra não ficar tão longo rsrsrs. Uma dúvida, vi que você deixa separado os Juros e Lucros de Investimentos (acrescido anualmente de 4 a 6% de rendimento) com o Total dos investimentos em Renda Fixa e Variável (acrescido com o valor dos aportes). Por qual motivo seria? A pergunta pode soar bem básica, mas me perdoe, porque sou bem ruim de matemática, mas é que eu colocaria no Total, o valor do patrimônio + os juros recebidos (que atualmente está em Receitas) tudo junto. Isso interfere de alguma forma no cálculo? Acho que a pergunta… Leia mais »

Viver Sem Pressa
Reply to  André
9 meses atrás

Oi André, sim, você conseguiu responder a minha dúvida, fez sentido a resposta! Nesse caso, vou usar da forma que está, foi uma dúvida que surgiu enquanto estava preenchendo a planilha. Obrigadíssima!!!! Beijos. Yuka.

Viver Sem Pressa
9 meses atrás

Oi André, tudo bem? Baixei a sua planilha e preenchi até os meus 110 anos (sou mais otimista que você heim rsrsrs). Que planilha legal. Obrigada por ter disponibilizado. Acabei pensando em diversas coisas como a mudança para uma casa menor quando minhas filhas saírem de casa; quando elas tiverem uma idade razoável, passar a dar uma mesada para elas; quando eu sair do meu emprego terei aumento no gasto com alimentação, já que recebo um vale alimentação bem alto; daqui a alguns anos terei gastos com educação, inglês, instrumento musical etc; enfim, vários fatores que geralmente acabamos nem pensando… Leia mais »

Renato
Renato
Reply to  André
8 meses atrás

Deem uma lida ai para entenderem melhor. Estão bem por fora da TSR e os pressupostos dela
https://earlyretirementnow.com/safe-withdrawal-rate-series/

não precisa apagar minhas respostas não André, respeito sua opinião que não gosta da TSR mas peço que respeite a minha.

Leonardo Schneider
Leonardo Schneider
10 meses atrás

Bom dia, André. Parabéns pelo excelente trabalho. Por gentileza, estás satisfeito com a superprevidência FoF?

VL
Reply to  Leonardo Schneider
10 meses atrás

Oi Leonardo!

No momento sim, mas o tempo ainda é muito curto para avaliações. Mas desde que eu transferi para lá, está rendendo uns 130% e pouco do CDI. Espero que com uma melhor previsão de crescimento da renda variável agora, ele aumente esse percentual.

Abraço!

Leonardo Schneider
Leonardo Schneider
Reply to  VL
10 meses atrás

Perfeito, André, muito obrigado e um abraço.

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