Teste comparativo: rendimentos dos robôs de investimentos – 2020


Quais os melhores robôs de investimentos?
Acompanhe a rentabilidade das gestoras digitais que operam com essa modalidade nos últimos 20 meses, até março de 2020.
E avalie se vale a pena incluí-los no portfólio de sua carteira de investimentos!


No mês de Julho de 2018, iniciei um experimento com as fintechs que usam, ao menos parcialmente, robôs de investimentos para gerenciar a alocação dos ativos nas carteiras digitais de seus clientes.

O processo inicial de criação das carteiras, comentários sobre as plataformas de operação e algumas reflexões sobre essa modalidade de investimento, estão no artigo “Teste comparativo de gestores digitais e seus robôs: qual é o melhor?“. Avalie se vale a pena para você.

Teste comparativo dos rendimentos dos robôs de investimentos. Qual o melhor? Vale a pena?
Qual o melhor robô de investimentos?

Já nesse presente texto, além da rentabilidade atualizada de cada portfólio gerido pelos robôs de investimentos, comento sobre o histórico e a experiência do investidor em seu acompanhamento. Se você já é um leitor habitual, vá direto na seção dos últimos comentários e rentabilidades através do índice abaixo.

Alocação dos ativos e acompanhamentos das carteiras de investimentos

O quadro abaixo resume a alocação percentual em renda fixa e renda variável em cada gestora digital no período. Esses percentuais vem se mantendo constantes, uma vez que definimos nossa carteira de investimentos com base no percentual que definimos à renda variável na carteira de investimentos.

Alocação dos ativos de renda fixa e renda variável para cada robô investidor

Nesse período, ocorreram pequenas variações de alocação, inseridas dentro da estratégia de rebalanceamento pelos robôs de investimentos, que envolvem a análise do percentual de variação e custos de movimentações. As gestoras têm cumprido relativamente bem esse papel, embora haja alguma variação mensal nos percentuais:

  • Na Magnetis, o percentual em renda variável mantém-se em torno de 33 a 34%, com a ressalva de que eles possuem um fundo de fundos multimercados (com nomes como Polo, Gávea e Exploritas) com alocações desconhecidas. Esse FoF representa cerca de 14 a 15% do total da carteira de investimento. Outros pilares de sua carteira variável são dois fundos que investem basicamente em ETFs de ações brasileiras (SMAL11 e BRAX11) e norte-americanas (VGT e SP&500), cuja proporção varia em torno de 50/50.

  • Na Monetus a variação da renda variável está entre 32% a 35%, consolidada através de um fundo de ações que investe em ações brasileiras e americanas, cujo percentual varia bastante através de uma gestão bem ativa. A renda fixa é distribuída em dois fundos: um fundo de fundos de renda fixa (com nomes como Af Invest, Butiá e BTG Pactual) e um fundo de fundos de debêntures incentivadas (CA Indosuez e RB Capital) e são mais fortes em crédito privado (veja a composição do FoF de renda fixa aqui).

  • Warren mantém um percentual alocado em renda variável entre 32% e 34%, semelhante à Monetus. Historicamente, o fundo é mais exposto em ações americanas que ações brasileiras: é uma forma alternativa de colocar um pezinho no exterior. Em março de 2020, a maior exposição do fundo está na Microsoft, embora o percentual alocado seja adequado. O rendimento vinculado às condições da economia norte-americana é o maior entre todos robôs investidores. O fundo de renda fixa investe em títulos do Tesouro Direto e entrega uma rentabilidade próxima a 100% do CDI.

  • Já a Vérios, voltada apenas para renda fixa (veja o porquê no texto inicial da montagem das carteiras), apresenta um equilíbrio entre os títulos do Tesouro Direto pós (que atribuí na tabela o rótulo de curto prazo) e pré-fixados (que aqui inclui também as mistas NTNBs). Ambas correspondem aproximadamente com 50% do portfólio, sendo que na porção de pré-fixados, sua maior exposição em março de 2020 está em LFT 2023.

As carteiras são rebalanceadas regularmente pelos robôs de investimentos das gestoras digitais, mantendo esses percentuais de alocação relativamente constantes.

Antes de mostrar a evolução dos rendimentos mensais, seguem alguns comentários sobre a experiência no acompanhamento do portfólio, que são atualizados conforme as gestoras implementem novidades em suas plataformas.

Magnetis

A plataforma da Magnetis, repaginada em outubro/18, entrega as informações de rendimento da carteira em valores brutos (reais) e em termos percentuais do portfólio desde o início de sua confecção. O retorno é oferecido também de forma segmentada nos três pilares que compõem a carteira: renda fixa, renda variável e multimercados.

O saldo apresentado já é descontado dos custos da gestora, porém não considera abatimentos de impostos. Assim, para conhecer o saldo líquido é necessário consultar a gestora por e-mail ou chat ou então, fazer essa checagem na plataforma de sua corretora parceira Easynvest. Os depósitos são feitos através da transferência de valores pela mesma corretora e efetivado através da plataforma da Magnetis após seu saldo estiver disponível na conta da Easynvest.

O gráfico interativo oferece uma ferramenta útil: a comparação com dois benchmarks – rendimentos da poupança e Ibovespa, embora não seja permitido colocar ambos simultaneamente na tela, junto ao rendimento da carteira digital.

Até então, faltava a comparação com o CDI, índice mais desafiador para quem busca um rendimento maior, porém, em fevereiro de 2019, esse recurso foi implementado. A janela temporal do gráfico ainda permite escolher a visualização tanto do rendimento acumulado quanto o rendimento do ano em vigor.

Monetus

A Monetus possui um acompanhamento semelhante à Magnetis, com rendimentos percentuais e brutos, em reais, da carteira de investimentos. Também separa-os nos pilares de renda fixa e variável. Porém possui uma praticidade maior ao mostrar diretamente o saldo líquido de seu investimento, já descontado dos custos e impostos, com apenas um click no link “valores”.

O gráfico oferece comparação com a poupança e CDI, ou seja, expõe o mesmo desafio de rentabilidade que existe na Magnetis, exceto pela comparação com o índice Ibovespa, que não existe nem no gráfico de rentabilidade do pilar de renda variável do portfólio.

Na Monetus é necessário a transferência para uma corretora de valores própria (Amaryl Franklin) em uma conta que não está sob sua titularidade. Entretanto, já fiz 4 depósitos até então e nunca tive problemas. Os investimentos são feitos no mesmo dia se o TED for realizado pela manhã.

Em Setembro de 2019 a Monetus implantou uma excelente novidade na plataforma: disponibilizou mais dois fundos de fundos (multimercado e debêntures incentivadas) e permitiu que os clientes alterassem automaticamente a composição de sua carteira de investimentos. Aloquei 20% do total no fundo de debêntures incentivadas. Assim, a partir dessa data a composição da carteira ficou como abaixo, preservando o pilar de renda variável de 33%.

Carteira de investimentos da Monetus - alocação dos percentuais
Carteira operada pelo robô de investimentos da Monetus

Warren

Na plataforma de acompanhamento, podemos avaliar o rendimento da carteira de investimentos da Warren, no mês em vigor, nos últimos 30 dias ou por todo o período de investimento. Da mesma forma que a Monetus, é possível consultar o saldo bruto e o líquido. Os rendimentos também são entregues separadamente no pilar de renda fixa e renda variável, e nesse, divididos em ações no Brasil e nos EUA.

Assim como a Magnetis, existe a possibilidade de adicionar índices como IPCA e rendimentos da poupança no gráfico comparativo da Warren, porém, não é possível compará-los com índices mais arrojados, como CDI e IBOV. Ser melhor do que a poupança e inflação não faz, necessariamente, uma carteira de investimentos possuir um bom rendimento.

Os depósitos na carteira de investimento digital são realizados da mesma forma que na Monetus: através de um depósito em uma conta da corretora de valores Pilla, sob outra titularidade. Da mesma forma que na Monetus, já fiz 4 depósitos sem quaisquer problemas, cujos investimentos foram efetivados no mesmo dia, caso a TED seja feita pela manhã.

Vérios

Como comentei no artigo anterior (com um bom debate adicional nos comentários abaixo), a Vérios é a única gestora digital que não permitiu o investimento em renda variável para carteiras com valores abaixo de R$ 50mil no momento que iniciei o investimento.

Em agosto de 2019, eles diminuíram essa necessidade para um valor mínimo de 25mil: a partir desse patamar agora é possível investir em renda variável. Nessa comparação ela continuará com a mesma alocação, seja para mantermos a mesma base inicial ou para inferir conclusões sobre um portfólio baseado apenas na renda fixa e outro com renda variável.

O acompanhamento dos títulos comprados no Tesouro Direto é, por outro lado, muito bem vindo e transparente. Além da fácil checagem de rentabilidade através de sua plataforma, é possível a conferência de seus títulos públicos através do próprio site do Tesouro Direto, o que lhe dá uma segurança adicional de portabilidade.

Uso inclusive o saldo do TD para preencher a tabela de rentabilidade, uma vez que o saldo líquido apresentado pela Vérios também não considera o desconto do imposto de renda. No site do Tesouro Direto, podemos obter esse dado diretamente.

Como as demais, entretanto, faltou uma comparação do rendimento de sua carteira com um benchmark adequado. Para uma carteira com 100% em renda fixa, plotar o gráfico da variação do CDI ou da remuneração da poupança poderia ajudar a visualizar melhor o desempenho da carteira. O único benchmark que existe nos gráficos é a taxa de inflação, que, como já comentamos, está muito longe de uma meta a ser superada.

Os investimentos são feitos através de uma conta sob sua titularidade na corretora Rico, semelhante à Magnetis. Diferentemente dessa última, entretanto, que dá ao usuário a responsabilidade de entrar na sua plataforma e efetivar o investimento mediante o saldo disponível, na Vérios o investimento é feito automaticamente, assim que seu depósito for reconhecido na corretora Rico.

Um novo benchmark: o IPCA + 5%

A inclusão desse indicador partiu de alguns debates que li e conversas que troquei com algumas pessoas da finansfera, como o Guilherme, do blog Valores Reais. No patamar que está o CDI, não tem muito mais sentido usá-lo como um fator de comparação. Ao menos como um desafio aos fundos.

Dependendo da faixa de imposto de renda em que se situa seu investimento, a taxa de juros reais da economia já se encontra equivalente à inflação, e tende a cair mais com a previsão de mais cortes da Selic no futuro. Logo, precisamos de um indicador mais robusto a ser batido.

Escolhi, ao menos por ora, o IPCA com um acréscimo de 5% ao ano de juros. Por que 5%? Foi arbitrário, não há em nenhum manual o que seria mais adequado. Como comentei no texto anterior, se é mais importante poupar ou investir bem, 5% é uma taxa de juros razoável para pensarmos em crescimento de uma carteira de longo prazo. É uma taxa média, que não exige muita expertize de pessoas que vivem o mercado financeiro. Em outras palavras, pode-se tranquilamente exigir tal meta a um gestor de investimentos.

Vale a observação de que, nos primeiros dias da atualização das rentabilidades (primeira semana mês), o indicador usado no mês anterior é o IPCA-15, visto que o IPCA sai ao final desta primeira semana. Na próxima atualização, corrijo o dado do último mês, de forma que apenas o indicador do último mês terá uma pequena variação. Acumulativamente, entretanto, a diferença é irrisória.

Comentários das rentabilidades dos robôs de investimentos em cada período

As carteiras de investimentos digitais nos últimos cinco meses de 2018

O acompanhamento da carteira digital começou em agosto de 2018. Até o mês de dezembro do mesmo ano, tivemos uma valorização de quase 11% no Ibovespa e uma queda de quase 12% do S&P 500. Isso certamente beneficiou as carteiras com renda variável, notadamente as com maior parcela de ações brasileiras.

Os rendimentos da Warren, mais exposta ao exterior, sofreram fortemente, deixando-a na lanterna ao final do ano. A Monetus largou na frente nesses cinco meses, poucos metros na frente da Vérios. Como dito anteriormente, a Vérios não possui alocação em renda variável. Então, o que a beneficiou?

Ela surfou na onda da queda das taxas de juros futuros, o que fez com que papéis em renda fixa de longo prazo valorizassem muito. Como exemplo, os juros futuros com vencimento em 2025 tiveram queda de mais de 20%, com a perspectiva de melhoria na economia do país em meio à animação do mercado com as eleições presidenciais.

Apenas os rendimentos de duas gestoras conseguiram ficar acima do CDI nesse período: Monetus e Vérios, enquanto Magnetis e Warren ficaram devendo. No final do texto há um gráfico e tabelas interativas para acompanhar a rentabilidade de cada carteira de investimento e dos índices para comparação.

As carteiras de investimentos digitais no ano de 2019

O ano de 2019 foi um ano em que praticamente todos os indicadores subiu. Veja na tabela abaixo alguns deles.

IndicadorRentabilidade 2019
CDI5,67%
Ibovespa31,60%
S&P50029,97%
IMA Geral8,59%

Assim, com essa “ajudinha” do mercado financeiro, as gestoras digitais não tiveram muito trabalho para manter a rentabilidade das carteiras no positivo. Todas, inclusive, bateram o benchmark IPCA + 5%, que fechou o ano em 9,76%.

A esticada do mercado de renda variável beneficiou mais as gestoras que operam com esses ativos, como a Monetus, Warren e Magnetis. A Vérios, limitando o acesso à renda variável somente aos investidores com mais de R$ 25mil investidos em sua plataforma, ficou na lanterna.

No ano de 2019, a melhor rentabilidade das carteiras operadas com os robôs digitais, comparadas ao benchmark IPCA + 5% estão na tabela abaixo:

ColocaçãoGestora digitalRentabilidade
Monetus17,17%
Warren13,99%
Magnetis11,46%
Vérios9,99%
BenchmarkIPCA + 5%9,76%

Enfim, em 2019, as carteiras digitais operadas pelos robôs de investimentos tiveram o desafio de superar um novo indicador: o IPCA+5%. A régua cresceu, e os gestores devem começar a aceitar que, com o CDI cada vez mais baixo, precisam medir seu sucesso através de metas mais arrojadas.

A campeã inconteste do ano foi a Monetus, com 17,17%. A Warren, que vinha há alguns meses atrás frequentando a lanterna dos rendimentos, se recuperou bem e fechou 2019 na segunda colocação, com uma rentabilidade de 13,99%, seguida da Magnetis com 11,46%. O trio se beneficiou da alta da renda variável no período.

Apesar de todas as carteiras digitais operadas pelos robôs de investimentos superarem o benchmark de 9,76%, a Vérios passou raspando: fechou o ano com rentabilidade de 9,99%.

Para 2020, com os juros já baixos, o desafio será grande para a Vérios, uma vez que ela perdeu a rentabilidade que proveio da queda dos juros longos, que valorizava parte da carteira exposta aos títulos pré-fixados ou vinculados à inflação. Talvez seu robô de investimentos deva repensar o percentual de 50% alocados na Selic, que tende a remunerar cada vez menos o investidor e fazer uma gestão mais ativa dos títulos públicos.

As carteiras de investimentos digitais no ano de 2020

Nesses três meses de 2020, o cenário para a renda variável foi catastrófico, especialmente no mês de março. E, escrevendo nesse primeiro de abril, não parece que há muitas luzes no horizonte. Mercados futuros caindo, péssimos dados econômicos divulgados, enfim… Gostaria de estar mais otimista. No trimestre, o índice Ibovespa caiu quase 37% e o S&P 500, 20%. Nem o IMA-Geral ficou no campo positivo: com a queda de quase 2% em março, acumulou uma queda de 0,98% no trimestre.

Com esse desastre, seria óbvio que as carteiras com renda variável caíssem bastante. A Monetus, que vinha até então apresentando a melhor rentabilidade, foi a que mais caiu em 2020: 10,74%. Magnetis e Warren tiveram quedas muito parecidas: 7,73% e 7,75%, sendo que a Warren, em março, foi a menos pior das três (-5,77%), provavelmente em virtude de sua maior alocação em bolsa americana, que caiu menos que o mercado interno.

Sem renda variável na carteira, a Vérios nadou de braçada, mesmo com um rendimento negativo de 1,77% em março. Ela também sofreu com a queda enorme nos juros longos e não conseguiu nem mesmo acompanhar o IMA-Geral. Essa rentabilidade negativa em março prejudicou sua performance no trimestre também, que fechou negativo em 0,63%. Ou seja, esse ano, TODOS os nossos robôs de investimentos estão no campo negativo. Veremos se os rebalanceamentos feitos por eles serão efetivos para nos prepararmos melhor para o futuro. Essa é a ideia principal do investimento nas carteiras digitais.

Não é preciso dizer que a comparação das rentabilidades das carteiras com nosso benchmark IPCA+5% e mesmo ao CDI sofreu muito, inclusive no acumulado de 20 meses. Veja abaixo a comparação trimestral e, na seção seguinte, os números acumulados.

ColocaçãoGestora digitalRentabilidade
Vérios-0,63%
Magnetis-7,73%
Warren-7,75%
Monetus-10,74%
BenchmarkIPCA + 5%1,83%

Rentabilidade acumulada das carteiras e seus robôs de investimentos

A comparação entre as carteiras é apresentada no gráfico abaixo com base inicial 100. Além disso, são considerados dois benchmarkings para confrontação: o CDI e o IPCA + 5%. Os valores são líquidos, ou seja, já estão computados as taxas de administração cobradas e os impostos devidos.

Na proposta inicial da comparação, o bechmarking de comparação escolhido foi o CDI. Porém, com a queda atual das taxas de juros, entendo que ele está obsoleto. Vou manter ambos, pois o CDI ainda é importante no sentido de que títulos privados, como CDBs e LCIs são ofertados com esse indicador e podem servir de base de comparação com os fundos dos robôs de investimentos.

Enfim, como renderam as carteiras digitais operadas por robôs de investimentos?

Nesses vinte meses, o índice Bovespa acumula uma desvalorização de -7,83% e o S&P500, de -8,23%. O CDI rentabiliza 9,44%, enquanto o novo bechmark, o IPCA + 5%, variou 15,39%.

Bem, e como se saíram as gestoras digitais no acumulado de vinte meses? A Vérios passou a liderar, com folga após o desastre na renda variável de 2020, com uma rentabilidade acumulada de 14,15%, performando 92% do IPCA+5% e 150% do CDI.

A Monetus, mesmo com a pior performance de 2020, assegurou a segunda colocação com um rendimento acumulado de 9,38%, um valor que fica bem atrás do benchmark (61%), e próximo ao CDI (99,4%).

Como comentei anteriormente, a Monetus possui uma gestão mais ousada, concentrando sua carteira de renda variável em poucas empresas e colhendo os frutos dessas escolha. No final de março, mais de 71% de seu portfólio estava alocado em 7 ações, dentre elas Hering e CVC, que caíram bem mais que Ibovespa. As maiores participações continuam sendo Banco Inter, Natura e Eztec, com 45%.

A Warren assumiu a terceira colocação no ranking geral, com uma rentabilidade de 4,08%, bem abaixo dos indicadores e a Magnetis, foi para a lanterna geral com sua carteira rendendo apenas 3,63% nos últimos vinte meses. Menos de 1/4 do benchmark principal.

Segue o gráfico atualizado com investimento inicial com base 100 e as tabelas interativas em seguida, onde é possível checar a rentabilidade mensal de cada gestora (ou índice), seja por comparação entre elas, como pelo histórico mensal.

Gráfico do rendimento das carteiras digitais frente aos benchmarks

Rendimentos das carteiras digitais x benchmarks
Rendimentos das carteiras digitais x benchmarks

Tabelas interativas do desempenho das carteiras digitais e seus robôs de investimentos

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Bilionário do Zero
Visitante

Março foi terrível para ações brasileiras.

Estou pensando que provavelmente a renda fixa vai se sair vencedora em um horizonte de 2 a 3 anos.

Vejo muita gente, inclusive eu, empolgado com os novos preços das ações, comprando mais… mas pode ser que o mais interessante seja um título IPCA+ ou até prefixados, 8% ao ano? O que você acha?

André
Admin

Olha, Bilionário, eu não consigo cravar uma opinião agora… Talvez o potencial disruptivo que tudo isso causará serja maior que pensamos. E, nesse caso, vai valer muito escolher os papéis vencedores. Mas eu não apostaria na renda fixa pq os juros, após a estabilização, devem continuar baixos. A renda variável deveria ficar lá pelo zero para perder da RF. Mas, vamos ver o que acontece. Se chegar a 8%, olha… dá vontade de fazer um all-in e largar tudo pensando apenas no rendimento (eu preciso de ao menos 2,6% até o final da vida), mas aí falha o gerenciamento de… Read more »

Donizete
Visitante
Donizete

Começo de ano muito complicado, e infelizmente os “robos” estão patinando feio…. a Monetus na qual estou, esta deixando muito a desejar, apesar de mudar um pouco seu portfólio deste quando entrei ainda esta muito engessada, muito muito na expectativa de longo prazo… e de Robo não tem nada pq entrei com uma ideia de investimento que as ações da carteira mudariam constantemente em variações do mercado mais não é isto que estou vendo… para mim não é o que pensei que fosse que realmente algorítimos (rodos) trabalhassem para mudar a composição da carteira com a variações do mercado… Mais… Read more »

André
Admin

Olá Donizete! Pois é, essa queda veio a calhar para vermos como os robôs se comportarão em um mercado em baixa. Agora veremos quem estava nadando pelado. Quanto à composição que você citou, entendo que a ideia das carteiras é manter sempre a alocação de renda variável (ou outros fundos) sempre constante, apesar da variação de determinados pilares. Por exemplo, a minha alocação mantém-se sempre em 33%, em média, independentemente de mudanças na renda variável. Isso ocorre devido aos rebalanceamentos. Se você investe apenas em renda variável, não está usando essa função das carteiras com os robôs, percebe? Você apenas… Read more »

Stifler Pobre
Visitante

Seria interessante colocar as taxas que cada uma cobra, mesmo que no texto está claro que os percentuais sejam liquidos (descontados taxas + impostos).

André
Admin

Olá Stifler!

Esse post é mais um acompanhamento das mudanças das plataformas e rentabildades. Sobre as gestoras e suas taxas, eu escrevi no texto inicial, onde apresentei o teste que seria feito.

Já pensei um unificar ambos, mas ficaria um texto enorme. De qualquer forma, não estou muito satisfeito com essa divisão e verei se no futuro penso em algo.

Obrigado pela sugestão!

Donizete
Visitante
Donizete

Olá André, Eu ainda continuo na Monetus e ate estou gostando pode se disser assim, apesar das muitas reclamações que fiz em insistirem em banco inter cvc com a desculpa de longo prazo rsrsr a cvc e a MDIA3 por exemplo -28% e -18% respectivamente em 1 ano … Mais está realmente mudando um pouco rebalanceando sua carteira, como foi bem colocado por você… Acho que deveria deixar de se apegar em uns papeis, que não saem por nada da carteira, mais em time que esta ganhando não se mexe (se isso pudesse ser aplicado no mundo de ações) O… Read more »

André
Admin

Olá Donizete! Pois é, concordo contigo, eles estão muito alavancados em poucas ações. Nessas duas últimas atualizações o rendimento já caiu, percebeu?

A entrada das debêntures ajuda a melhorar a alocação de RF. Mas, na simulação, não posso fazer como você pois, para manter a base de comparação com as demais, o % de ações tem de se manter em 1/3.

Que bom que está gostando! Mas nunca se esqueça da diversificação! 🙂

Abraço!

Bilionário do Zero
Visitante

Olá, muito legal essa comparação entre as plataformas de investimento automatizadas, quero ver o resultado quando o mercado estiver em baixa.

Eu já pensei em utilizar o Warren um tempo atrás, porque conheço um dos sócios, mas como estou recomeçando do zero, e já tive uma boa experiência no mercado, preferi fazer minha própria gestão, até pra relembrar muitas coisas que eu já estava esquecendo.

Mas a ideia de terceirizar a gestão de uma parte da carteira acho que faz sentido, principalmente pra poder viajar e ficar alguns meses sem nem olhar pras contas, isso seria muito bom.

Abraço

André
Admin

Exatamente, Bilionário!

Eu defendo que a escolha em utilizá-las ou não depende muito do perfil de cada um e, bem como você lembrou, de alguns momentos de nossa vida. Seja para uma viagem ou mesmo para priorizar outras coisas mais importantes!

Vamos acompanhando e ver como se sairão no mercado em baixa.

Abraço!

Leo
Visitante
Leo

Olá, André! Muito bom o novo layout! Bem mais limpo e fácil de navegar. Parabéns!!

Passados esses mais de 15 meses avaliando as plataformas, vc acredita que elas já estejam suficientemente maduras para alocar uma parte relevante do patrimônio?

Tenho considerado recomendar para pessoas que me pedem ajuda, mas possuem pouca afinidade com investimentos.

A Monetus além de ter dado um ótimo resultado até agora, me parece já estar bem sofisticada de acordo com o seu relato.

Obrigado!

André
Admin

Obrigado Leo! Eu acredito que o risco de serem somente aventureiras passou: consolidaram bem seus objetivos de serem estruturas sólidas e ganharam a confiança no mercado. Veja que todas estão procurando expandir sua área d atuação, com maior destaque da Monetus e Warren, vindo a seguir a Magnetis. A Vérios que me parece mais parada, sem muitas novidades. De qualquer forma, na minha gestão de risco, considero que o valor investido em cada uma delas deve possuir o mesmo teto que aplico em uma ação (máximo de 1% do meu portfólio). É algo bem conservador, pois ainda a maior parte… Read more »

Joelson Reis
Visitante
Joelson Reis

De fato fiz uma boa em trocar de Warren por Monetus.

André
Admin

Por enquanto está bem, Joelson! Vamos torcer para que eles continuem acertando a mão.

Abraço!

André
Admin

Olá pessoal!

Na migração dos arquivos do Blogger para o WordPress, não consegui, ao menos por ora, migrar os comentários do Disqus. Caso desejem ver a discussão anterior, o link é: https://disqus.com/home/discussion/viagem-lenta/acompanhamento_rendimento_das_carteiras_digitais_e_seus_robos_de_investimentos/

Obrigado!

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