Qual a rentabilidade de uma carteira de ETFs e fundos de índice?


Acompanhe a rentabilidade mensal de minha carteira de ETFs e fundos de índice até setembro de 2020.
Será que é uma boa alternativa para gerir adequadamente o patrimônio demandando menos tempo de sua vida?


Já comentei por aqui que, após 26 anos, serei pai novamente. Ser responsável por plantar sementes que possibilitam o crescimento de uma nova vida, sempre é algo fascinante. Nos deparamos com novos recomeços e modificamos todas nossas prioridades. Uma passagem do livro “Cultivando Rendimentos“, de Jean Toseto, expõe bem o sentimento que me envolve nesses tempos:

“… educar uma criança, lhe imputando condutas éticas e uma gama de conhecimentos, é a maneira mais segura que existe para prorrogar a nossa passagem por este planeta. Nossos filhos, no futuro, vão refletir parte do que ensinamos para eles. Eis um belo investimento cujo retorno é difícil mensurar. A criação de um filho é um empreendimento constante.”

Já estou imerso nesse empreendimento. Para isso, preciso reavaliar meu tempo livre. O acompanhamento mais profundo do mercado, das empresas e até os cuidados com o blog estão sendo repensados.

Rentabilidade de uma carteira de ETFs e fundos de índice

Por outro lado, tenho uma meta anual de TNRP (taxa necessária para remuneração do portfólio) a alcançar. Quando soube da notícia, fiz uma pequena revisão considerando gastos adicionais de quase R$ 400.000,00 nos próximos 21 anos: a TNRP aumentou de 2,6% para pouco mais de 2,9%. Ou seja, preciso remunerar meu patrimônio a quase 3% reais anuais, para que meus planos de independência financeira e aposentadoria antecipada mantenham-se intactos.

Embora o número nem seja assim tão desafiador, visto o histórico de rentabilidade de minha carteira de investimentos, o desafio é conciliar a nova taxa com o menor tempo de dedicação ao estudo dos ativos e das condições macroeconômicas. A provocação é buscar uma TNRP confortavelmente suficiente com o menor tempo demandado possível.

Iniciei em 2019 esses movimentos com a introdução de uma carteira passiva com fundos de investimentos, cuja rentabilidade está ainda aquém da carteira ativa, embora acima da TNRP. A nova alternativa é algo intermediário: uma carteira de ETFs, que me livre do tempo de análises de mercado e estudos de balanços de empresas, mas com simples rebalanceamentos. Nos fundos de investimentos tal operação é complicada, pois muitos possuem prazos de resgates muito longos e não sabemos a real alocação de cada um em determinado momento.

No intuito de pesquisar formas de se obter uma melhor rentabilidade com um tempo de trabalho menor, inicio o acompanhamento de rentabilidade de uma carteira de ETFs. Veremos como ela se comportará perante as demais. Para facilitar a visualização, criei uma nova página fixa no blog, que resumirá todas as rentabilidades acompanhadas, inclusive com os robôs de investimentos e com um fundo de fundos, que seria a forma mais simples de delegar o tempo e usá-lo para a criação do ser que vem aí. Acesse-a para acompanhar os resultados.

O que são ETFs?

ETF é uma sigla para Exchange-Trade Fund. Basicamente, é um fundo onde o gestor busca seguir um índice do mercado. Não há gestão ativa: o gestor apenas compra e vende papéis acompanhando a composição de um índice específico.

Por exemplo, um ETF do índice Ibovespa tem, em seu portfólio, as mesmas ações do índice, nas mesmas proporções. O papel do gestor é simplesmente fazer essa manutenção e alterá-la quando a composição do índice mudar. Um papel que poderia ser feito por um adolescente que entenda bem de matemática, ou mesmo um robô mais esperto. Não há análise financeira.

Exatamente por isso, a taxa de administração de um ETF, seja de renda fixa ou renda variável, é muito mais baixa do que fundos de investimentos geridos por renomeados gestores. É verdade que existem muitos fundos ativos que batem regularmente os índices de mercado, mas também é verdade que existem outros tantos que não alcançam a mesma rentabilidade de uma carteira de ETFs. O que então escolher? Fundos passivos de ETFs, fundos ativos de grandes gestores ou mesmo compor sua própria carteira de investimentos?

As vantagens dos ETFs

1) Diversificação

A principal vantagem do ETF é sua diversificação, ou ainda, a facilidade de criar uma carteira de investimentos bem alocada.

Os ETFs de renda variável que seguem o índice padrão da bolsa brasileira são os mais procurados, mas também existem aqueles que seguem índices de ações de empresas menores, de empresas que pagam dividendos ou de ações de empresas participantes do índice norte-americano S&P500.

Existem também os ETFs de renda fixa, com posições que seguem índices como o IMAB ou IRFM-P2, com títulos indexados à inflação ou pré-fixados, por exemplo. É extremamente simples criar uma carteira diversificada com apenas três ou quatro ETFs. Se escolhêssemos, por exemplo, um ETF como o BOVV11, o SMAL11 e o IVVB11, estaríamos diversificados em centenas de empresas! Acrescentando mais dois de renda fixa, poderíamos ajustar nossa alocação com base em nosso perfil de investimentos.

O rebalanceamento também se torna extremamente simples, como veremos adiante. Talvez sejam esses fatores – a diversificação e o rebalanceamento, os principais fatores que influenciarão a rentabilidade de uma carteira de ETFs.

2) Facilidade de se investir no exterior

A facilidade em investir no exterior, para brasileiros, é enorme. Seja porque podemos comprar alguns ETFs aqui mesmo, em nossas corretoras de valores (apesar da grande limitação), seja por nos poupar do tempo e recursos para estudos de empresas estrangeiras.

Mesmo que desejemos alguma sofisticação, como possuir uma melhor oferta de ETFs – incluindo os famosos ETFs de REITS, os fundos imobiliários norte-americanos e investindo em corretoras estrangeiras, podemos ficar livres de sermos totais outsiders das empresas globais. Para o brasileiro comum, é muito difícil acompanhar o dia a dia, os balanços, e tudo que influencia a saúde das empresas lá fora. Os ETFs nos proporcionam uma economia tamanha de tempo.

3) Taxas menores

Como comentado na introdução do capítulo, os ETFs possuem taxas muito baixas, chegando a valores em torno de 0,05% anuais no exterior. Aqui no Brasil, a indústria ainda está se desenvolvendo e as taxas devem cair com o tempo. Mas, mesmo assim, já temos ETFs com 0,06% de taxa, embora a média esteja em torno de 0,25% anuais.

Esses valores mais baixos contribuem muito com a rentabilidade de longo prazo de uma carteira de ETFs, uma vez que são muito menores do que fundos de gestão ativa, que apresentam taxas em torno de 2,0% mais 20% de performance.

4) Rebalanceamento facilitado

O maior diferencial dos fundos de índices é que ele possibilita uma gestão ativa e eficiente de poucos papéis, possivelmente o maior fato para gerar uma boa rentabilidade de uma carteira de ETFs. Vamos entender melhor: os fundos possuem uma gestão PASSIVA, seguindo um índice específico.

Porém, se soubermos combiná-los de forma que tenhamos vários ETFs com ativos não correlacionados, poderemos facilitar muito a gestão ATIVA de nossa carteira de investimentos, promovendo rebalanceamentos constantes e aproveitando as altas e baixas do mercado financeiro.

Como já comentei em outros textos, o rebalanceamento de ativos é fator imprescindível para a boa rentabilidade de uma carteira de investimentos. Além disso, os conceitos de alocação de ativos mostram que ele é fundamental para que nossos vieses emocionais não interfiram no gerenciamento financeiro de nosso portfólio, proporcionando ganhos superiores em um espaço maior de tempo.

5) Boas taxas para aluguel

Os ETFs, em geral, possuem boas taxas anuais para serem disponibilizados para aluguel, caso a estratégia de maior parte da carteira de investimentos seja de longo prazo e você não pensa em operá-los visando ganhos imediatos.

No momento que escrevo, na corretora Socopa, as taxas anuais para o aluguel de SPXI11 e SMAL11 estão em torno de 8% ao ano, um ganho bem considerável. É uma boa alternativa de rentabilizar passivamente a carteira de investimentos.

As desvantagens dos ETFs

1) Desvantagens fiscais

As desvantagens fiscais dos ETFs são evidentes sob dois aspectos:

  • Ausência de benefício fiscal de venda: se possuímos ações de empresas individuais, possuímos um benefício fiscal de vendas mensais até R$ 20.000,00 com isenção de imposto de renda. Nos ETFs, essa regra não existe. O investidor paga imposto de renda de 15% para toda venda que realizar.
  • Uma vez que os dividendos das ações de empresas do índice são incorporados nas cotas do fundo, pagamos imposto de renda também sobre os dividendos, o que não ocorre quando os recebemos pela posse de ações individuais. Caso o governo resolva taxá-los, com as conversas adiantadas no final de 2020, essa desvantagem deixa de existir.

2) Qualidade da diversificação

Os críticos dos ETFs apontam que em um ETF existem ativos bons e ativos ruins. É verdade: você sempre ficará na “média” do mercado, sem obter rendimentos excelentes, mas também sem correr o risco de ter grandes prejuízos. Mas é um argumento questionável, pois ele pressupõe que temos plenas condições de escolher o que são as “boas” ou as “más” ações.

Porém, o histórico mostra que a maioria dos fundos ativos NÃO batem os índices. Ou seja, precisamos estar acima da média dos gestores financeiros para termos ganhos reais operando ações individuais. Você está? E se colocarmos a variável “nosso tempo disponível” nessa equação? Será que ainda podemos bater o mercado com análises “expressas”?

A alocação da carteira de ETFs e regras de gerenciamento

Veja adiante uma sugestão de operacionalizar isso na prática. Antes, porém, gostaria de enfatizar como o blog se estruturou para realizar todos os acompanhamentos de rentabilidades:

Páginas para detalhar as alocações e rentabilidades das carteiras no blog

Rentabilidade das carteiras ativa e passiva (fundos de investimentos)
Rentabilidade das carteiras dos robôs de investimentos
Rentabilidade de uma carteira de ETFs e fundos de índice (esse post)
Página com todas as rentabilidades consolidadas

O último link resumirá todas as rentabilidades, inclusive de um fundo de fundos no qual tenho algumas cotas. Será que pode ser uma alternativa para a aposentadoria antecipada e independência financeira? Sem dúvidas, seria uma boa escolha em função do baixo tempo requerido para acompanhamento, caso entregue uma boa rentabilidade.

Alocação da carteira de ETFs

Abaixo está a alocação da carteira real, mais complexa, que criei para ETFs e outros fundos baseados em índices. Seguem alguns comentários na sequência.

GestorÍndicePapel / FundoTaxa de administraçãoAlocação
VítreoSelicSelic Simples0,00%10%
ItaúIMABIMAB110,25%14%
VítreoIPCA longoInflação Longa0,05%10%
ItaúIRFM P2IRFM110,20%6%
Renda Fixa40%
Black RockSMLLSMAL110,50%6%
ItaúIRBX-50PIIB110,06%6%
ItaúIDIVDIVO110,50%6%
ItaúS&P500SPXI110,21%12%
Renda Variável30%
Banco InterIFIEIFIE110,30%7,5%
KineaFoFsKFOF110,92%4%
RBR AssetFoFsRBRF111,00%3,5%
Fundos Imobiliários15%
VítreoOuro não hedgeadoVítreo Ouro0,14%7%
VítreoDólarVítreo Dólar0,05%5%
VítreoCriptomoedasCryptomoedas0,35%3%
Seguros/Câmbio15%

Observações:

  1. Tentei incluir os ETFs do Bradesco na carteira, com taxas de administração um pouco mais baixas, mas a liquidez é pífia;
  2. O ETF de títulos pré-fixados do Itaú (IFRM11) também possui baixa liquidez, mas mantive para consolidar a ideia. Talvez melhore com o tempo;
  3. Escolhi os fundos de índice da Vítreo em virtudes das baixas taxas de administração, que compensam o come-cotas. E, no ambiente interno da plataforma, é fácil fazer rebalanceamentos entre renda fixa e câmbio (dólar e ouro);
  4. A sugestão para os fundos imobiliários, no início, foram três FoFs com alocações variadas. Essa situação não é a ideal, pois os gestores dos FoFs, além de não possuírem um histórico previsível, não seguem índices. Em setembro, comecei a acrescentar o novo fundo de fundos do Banco Inter, o IFIE11. Aguardando o IFID11;
  5. Em relação à minha carteira ativa, as principais modificações foram a adição de uma fatia mais significativa de ações no exterior (SPXI11) e uma parcela em criptomoedas. O percentual de ações e renda fixa subiram levemente às custas da alocação de fundos imobiliários e câmbio.

A taxa de administração final e ponderada dessa carteira, ainda com dois FoFs está abaixo de 0,31%. Quando eu substituí-los totalmente pelos fundos de índice imobiliários, ficará em 0,18%. Veja como eles, sem dúvida, distorcem o conceito de fundos de índices. Reforço também que esses números só serão atingidos na prática, se escolhermos uma corretora de valores com taxa zero de negociação e custódia. Veja aqui quais são as corretoras que oferecem essa isenção.

Carteira de ETFs alternativa

Como curiosidade, criei uma carteira “virtual” com apenas 5 ETFs e fundos de índice. A ideia é checar se, no longo prazo, conseguimos rentabilidade semelhante com muito menos ativos e, claro, tempo dispendido. Essa carteira foi composta com a seguinte alocação:

GestorÍndicePapel / FundoTaxa de administraçãoAlocação
VítreoSelicVítreo Selic Simples0,00%10%
ItaúIMABIMAB110,25%30%
ItaúIRBX-50PIIB110,06%30%
ItaúS&P500SPXI110,21%15%
VítreoOuro não hedgeadoVítreo Ouro0,14%15%

Essa carteira de ETFs procurou manter os percentuais nas grandes classes de ativos da carteira real, mas com uma gestão muito mais simples. Possui uma taxa de administração composta de apenas 0,13%, uma vez que não possui os fundos imobiliários. Está mais exposta, porém, às ações internacionais e ao ouro, ambos dolarizados. Da mesma forma que a anterior, é passível de receber a inclusão de um ETFs de fundos imobiliários, se surgir algo misto com ativos de tijolos e de recebíveis.

Critérios de rebalanceamento

Regularmente, através de alertas chamativos na planilha de controle, será checada a alteração dos percentuais originais e o rebalanceamento será feito se o desvio atingir 10%. Por exemplo, para a carteira completa de ETFs, o rebalanceamento do ETF SPXI11 será feito se seu percentual cair abaixo de 10,8% ou subir além dos 13,2% (variação de 10% sobre a alocação-alvo de 12%).

Apesar de rebalancear a carteira ativa original, que me guiou em todos esses anos, sempre usei uma análise secundária. Aqui a ideia, é pensar matematicamente, sem quaisquer vieses. Eles serão realizados independentemente do cenário econômico e notícias do mercado financeiro. Esse é o objetivo, de forma que meu filho, com 10 anos, já seja capaz de fazer sozinho os rebalanceamentos.

Rentabilidade da carteira de ETFs

As rentabilidades de ambas carteiras de ETFs começam a ser computadas a partir do segundo semestre de 2020. Porém, para possibilitarmos o embate a partir de 2020, fiz um backtest para o primeiro semestre, possibilitando a comparação anual.

Os números vêm surpreendendo positivamente, mas devemos refletir mais antes de pensar que a carteira de ETFs é a solução para todos nossos problemas.

Há uma explicação racional para tal performance: as alocações em SPXI11 são maiores nessas carteiras. A carteira simplificada, adicionalmente, possui a maior alocação em ouro, isoladamente, de todas as demais. Ambos índices não possuem hedge, ou seja, são dolarizados.

Se você acompanha o mercado financeiro, sabe como o SPXI11 e o ouro, vinculados ao dólar, vem superando todos os demais investimentos nesse ano. Ou seja, não foi mágica: foi um acaso das circunstâncias da desvalorização de nossa moeda.

Resta-nos agora ver os próximos capítulos da novela. Se o real voltar a se valorizar perante o dólar, elas devem devolver boa parte dessa rentabilidade daqui para a frente

Considerações sobre o uso do benchmark IPCA+5% podem ser acessadas aqui.

Rentabilidade das carteiras de ETFs em 2020

De janeiro a setembro, ambas as carteiras de ETFs performaram muitíssimo bem. Porém, como comentado, precisamos avaliar os resultados com atenção, em virtude da alta rentabilidade do ouro, do dólar e do bitcoin no período. Enquanto as criptomoedas estão presentas apenas na carteira real de ETFs, o ouro e dólar possuem uma parcela maior, também em função da alocação em SPXI11, na carteira alternativa.

Para compararmos melhor os números, o bitcoin subiu 107% no ano, enquanto o dólar subiu mais de 40% e o ouro dolarizado, 74%. Já o S&P500 alcançou uma rentabilidade de 4,09%.

Assim, as carteiras baseadas em fundos de índice estão performando bem acima das demais carteiras de investimentos, como pode ser visto na página com a rentabilidade de todas as alocações, atualizada até o terceiro dia útil do mês, aguardando as cotas do último dia útil dos fundos de investimentos.

Com as quedas de -2,31% para a carteira real e -2,46% para a carteira simplificada em setembro, o acumulado de 2020 ficou dessa forma:

Carteira de investimentosRentabilidade anual
1º) Carteira de ETFs simples9,38%
2º) Carteira de ETFs completa5,30%
IPCA + 5%5,01%
CDI2,14%

Fazendo uma comparação entre ambas as carteiras de ETFs, a carteira mais simples não possui fundos imobiliários como na carteira completa, não sendo prejudicada pelo índice IFIX que cai no ano mais de 13%. Não possuindo esses ativos em sua carteira, há mais espaços para alocações em ouro (mais do que o dobro da carteira completa) e SPXI11, ambos dolarizados, beneficiando sua rentabilidade.

É possível e provável que, caso o real valorize-se frente ao dólar, parte dessa vantagem seja revertida nos próximos meses. A conferir!

No fundo, investir em ETFs é uma questão de perfil

Cada pessoa tem um perfil e uma realidade. Você precisa definir onde se encontra nesse momento de sua vida.

Se você tem tempo e interesse, pode valer a pena dedicar-se ao estudo das empresas. Se for uma pessoa inteligente, possuir bom senso, capacidade analítica, entender o mercado onde ela está inserida, estudar também seus concorrentes e ter uma boa visão de políticas econômicas, nacionais ou globais, você pode performar acima da média. Mas não é tão fácil, percebe? Aí talvez valha a pena investir em ativos individuais e deixar os ETFs para casos específicos.

Se você tem tempo, mas não tem interesse, foque em investir na formação de uma boa carteira de investimentos com os ETFs como alguns de seus pilares. Ela não exigirá tanto estudo, mas demandará um tempo para pedir alguns rebalanceamentos e uma boa gestão de risco. Seria uma solução intermediária.

Porém, se você não tem tempo e nem interesse, talvez nem os ETFs lhe ajudarão muito, pois acredito neles dentro de uma estratégia mínima de rebalanceamento. Sugestão? Delegue totalmente: gaste uma energia inicial escolhendo bons gestores de fundos multimercados, reserve um fundo de emergência líquido e sem risco para despesas inesperadas e seja feliz. Não sinta culpa por alguém ficar falando que você precisa ficar escolhendo boas ações.

Explore mais o blog pelo menu no topo superior!…
Para me conhecer mais, você ainda pode… ler sobre minha história aqui, ouvir uma entrevista em podcast ou ainda, assistir uma live no Instagram.

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Edson
Edson
14 dias atrás

Oi, André. Muito bom seu estudo, obrigado por compartilhar! Algumas dúvidas: 1) Há fundos de ações que consistentemente batem o ibovespa ou IBrX-50 (pelo menos nos últimos anos, mesmo considerando a taxa de administração). Eles têm a desvantagem de carência maior no resgate, mas para o longo prazo não faz tanta diferença. Você não consideraria vantajoso trocar os ETFs de ações por fundos? 2) Me parece que a carteira está exposta ao exterior apenas em ETFs de ações. Não pensa em incluir outras classes? Não considera o fundo da Vitreo Global uma boa opção? 3) Hoje é meio que consenso… Leia mais »

Investidor Inglês
1 mês atrás

Fala André! Acabei perdendo este post sobre sua carteira. Ficou muito massa! Eu comecei o movimento de adesão a essa gestão mais passiva adquirindo DIVO11 e FIXA11 (não gostou deste ETF de renda fixa?) Contudo, farei diferente. Pelo menos por agora. A ideia será concentrar em DIVO11 e talvez BOVA ou PIBB (bova tem opções hehe). Já SMAL, eu talvez não inclua e continue meu garimpo. O bom que com o suporte dos ETFs, ficará mais tranquilo isso aqui. Sem contar a fórmula mágica. Esse ano ela está batendo o ETF SMAL, então talvez isso seja mais um indicio de… Leia mais »

Investidor Inglês
Reply to  André
1 mês atrás

Boa sua definição do FIXA11 hehehe

É, essa de não acompanhar o índice estou de olho. Se continuar assim, coloco em Selic e IMAB11, vamos ver.

No mais, no aguardo desse produto do Inter. Quanto a Vitreo, realmente eles estão atirando para todos os lados haha

Bom final de semana!

LUCAS
LUCAS
2 meses atrás

Os 15% de IR nos ETFs são sobre o montante total da venda ou sobre os ganhos de capital?

Vagabundo
2 meses atrás

Outro ponto, sobre FIIs – acho que deve entrar de alguma forma, mesmo na carteira mais simples. Comecei um experimento de simplificação usando o RBFF11 e tenho o BCFF11 no radar. O que acha desses FOFs ? Qual sua atual alocacao em FIIs ? Infelizmente o IFIX é um indice já muito poluído, por isso começam a pipocar índices alternativos como os da XP e do Banco Inter.

Vagabundo
Reply to  André
2 meses atrás

se nao me engano a vitreo oferece um serviço de gestao de carteira para FIIs, nao sei se ja viu, so’ queria te comentar. No geral vai demorar anos pra gente migrar da gestao ativa pra passiva né ? Mas enfim um dia tem que começar. abs

Vagabundo
2 meses atrás

Excelente post, um dos melhores sobre ETF que eu já vi ! Obrigado por compartilhar, foi um belo resumo do que temos por aí. Eu nao aguento mais ficar mexendo com planilhas e olhando indicadores de FIIs, ações, juros… se eu soubesse tinha começado com ETF desde o meu primeiro aporte. Agora o desafio é transicionar uma carteira cheia de ações e FIIs diversos, um monte de títulos de diferentes taxas e validades para algo assim mais simples de controlar. Tem alguma dica ? É tanta coisa acumulada que nao sei nem por onde começar. Caso a carteira ETF e… Leia mais »

Bilionário do Zero
2 meses atrás

Muito bom isso esse estudo, eu comecei um blog novo uns dias atrás, pra fazer um estudo bem parecido, simular 2 carteiras de investimento, uma passiva com ETF e outra ativa, da minha carteira atual (2 meses atrás), a ideia é comparar pra ver se eu ganho do mercado ou não….

Estou publicando em https://carteirasimples.blogspot.com/

Abraços

Bilionário do Zero
Reply to  André
22 dias atrás

Olá André, obrigado pelas sugestões, sim, eu logo percebi que não conseguiria fazer uma carteira com ETFs que fosse se igualar a carteira com gestão ativa em ações brasileiras e fundos imobiliários, eu tenho a intenção de no futuro adicionar ações estrangeiras na simulação, e por isso acabei colocando o IVVB11, o que no começo deu um resultado muito melhor para a gestão passiva, mas agora no mês 5, eu estou vendo que o ETF SMAL11 é o que tem se destacado mais. Por enquanto a passiva está com 17% e a ativa com 11%, não sei se o estudo… Leia mais »

Felipe Damiani
Felipe Damiani
2 meses atrás

Olá André, excelente post, bem didático como sempre. Porém queria saber os motivos que te levaram a escolher o SPXI ao invés do IVVB. Abraço

Felipe Damiani
Felipe Damiani
Reply to  André
2 meses atrás

Valeu André!

Fábio
Fábio
2 meses atrás

Parabéns, André! Excelente texto. Muito boa a sua diligência com as carteiras. A simplicidade, até o momento, se mostrou eficiente. Veremos como será mais adiante. E mais uma vez, esteja com o “curso intensivo de trocas de fraldas de bebês” em dia! Rs…Parabéns e que essa criança venha com muita saúde! Abraço!

Danilo
2 meses atrás

Olá! André. Como sempre mais um excelente texto, meus parabéns e obrigado, mais uma vez, por compartilhar conosco. Apesar que já me convenci, em virtude do meu perfil e objetivos, que irei investir apenas por meio dos ETFs, por enquanto, pra montar minha futura carteira, estou curioso pra ver como será os futuros comparativos das suas carteiras. André, não sei o que têm acontecido pois quase todos os meus comentários tem desaparecidos, provavelmente estam indo pra caixa de spam, assim como o outro que me disse que estava lá de outro post. Tem algo que eu posso fazer pra evitar… Leia mais »

Bilionário do Zero
Reply to  Danilo
22 dias atrás

Olá, eu voltei hoje aqui pra ver uma resposta, e percebi que no chrome meu comentário anterior está visível, e no firefox ele não está aparecendo, é meio estranho mesmo. Tente acessar com outro navegador para ver, talvez com modo privado. Abs

Gustavo
Gustavo
2 meses atrás

Andre. Você já pensou em montar ou já montou uma carteira diversificada com etfs americanos (etfs país desenvolvido e etf sp500, como itot e outros). E comprar também.

Gustavo
Gustavo
2 meses atrás

Andre, algumas pessoas me falaram que a vítreo é uma corretora pequena. No caso tem algum risco de aplicar ou resalva?

Guilherme
2 meses atrás

Sensacional estudo, André!!!

Eu também gosto muito dos ETFs, e, pelo menos para o meu perfil, é o que mais se compatiliza.

Fiquei arrepiado quando li que vc vai voltar a ser pai depois de 26 anos. Deve ser uma emoção e tanto!!! Desejo muito sucesso nessa nova e emocionante missão!!!

Abração!!!

Investidor Internacional
2 meses atrás

Olá VL,

Quando fiz este estudo aqui foi um pouco na linha do que você está pretendendo.

https://www.investidorinternacional.com/carteira-balanceada-estudo-retrospectivo-de-10-anos/

Agora é que muita coisa nova e voltada a classe de ativos, como ETF tem aparecido, mas ainda, como você falou, a liquidez é ruim.

Abçcs!

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