Teste comparativo das gestoras digitais e seus robôs: qual é a melhor?

Você conhece as gestoras digitais de carteiras de investimentos operadas, ao menos parcialmente, através de robôs digitais?

Acompanhe meu processo de abertura de conta, o relacionamento com os analistas, depósito e a comparação de rendimento das minhas carteiras em cada uma delas.


No início de 2018 publiquei um artigo com comentários sobre gerentes de banco, casas de análise e gestoras digitais. Lá comentei um desejo de testar essa nova forma oferecida para investir no Brasil: a montagem de uma carteira de ativos através da ajuda de robôs de investimentos.

Nesse artigo explico o que as corretoras digitais oferecem, como foi essa prática de alocação das carteiras de investimentos e sua estruturação. Atualizo-o sempre que houver mudanças nos produtos disponibilizados pelas corretoras ou alterações de alocação.

Há outro artigo atualizado mensalmente com os rendimentos das carteiras digitais. Se está mais interessado nesse tópico, ele é o mais indicado para analisar como cada uma delas estão se saindo no ranking da rentabilidade.

A ideia, premissas e alguns comentários

O objetivo da simulação é, além de conhecer melhor como funcionam as gestoras, avaliar se entregam uma alternativa interessante para o pequeno investidor que não deseja ficar imerso no controle de sua carteira de investimentos.

Robôs de investimentos e suas carteiras digitais

Comentei sobre o assunto quando ajudei minha filha a montar uma carteira de investimentos, citando que seu perfil assemelha-se à pessoas que “desejam criar um bom portfólio, mas não querem perder muito tempo com isso“. Acredito que seja para esse público que a gestão digital das carteiras pode ser interessante. A conferir, com o tempo.

Para os investidores ativos, que conhecem mais profundamente o mercado financeiro e possuem tempo e interesse em cuidar de sua carteira de investimentos, confio na estratégia que tenho seguido durante os últimos 15 anos: a alocação de ativos e o constante rebalanceamento. Dá mais trabalho, mas você não pagará taxas de administração adicionais. Ou seja, a escolha acaba baseando-se em seu perfil, interesse e tempo.

Essa estratégia mais ativa de investimentos está sendo posta à prova desde 2019, quando comecei a fazer uma comparação das rentabilidades de minha carteria ativa com minha carteira passiva (onde estão inseridos os fundos com os robôs de investimentos). Se você gosta de rankings, é mais um que pode acompanhar. 🙂

O perfil das carteiras de investimentos

Para efeito de comparação de rentabilidades, as carteiras de investimentos deveriam possuir o mesmo percentual de renda variável. No cadastramento pelas plataformas, o cliente responde algumas perguntas e define seu objetivo de investimento. Com essas respostas, o robô de cada casa sugere uma carteira com base em seu perfil financeiro.

A liberdade de alocação dos ativos de sua carteira de investimento, entretanto, só existe em 3 gestoras digitais: Magnetis, Monetus e Warren. Na Vérios ela é negada caso você não possua R$ 25mil para aportar na plataforma. Segundo eles, as taxas de corretagem em renda variável não seriam competitivas, colocando-nos à disposição apenas carteiras de renda fixa.

Assim, a comparação da rentabilidade da carteira da Vérios com as demais ficará prejudicada. Resolvi mantê-la no teste para avaliar seu operacional, plataforma, atendimento e sua performance com base nos indicadores utilizados: CDI e IPCA+5%.

O percentual de renda variável

A alocação em renda variável nas demais carteiras foi estabelecido em 1/3 da alocação. A escolha desse percentual deve-se ao equilíbrio de dois fatores. O primeiro é não exagerar na agressividade do portfólio, de forma que seja palatável para um grupo maior de interessados. O segundo é checar minha tese de que investir e pagar taxas de administração através de gestoras digitais só compensa ser estivermos minimamente alocados em renda variável.

Uma vez que receber mais do que o CDI em renda fixa é relativamente fácil (há muitos títulos privados que remuneram acima desse valor), não parece lógico pagar para que uma gestora faça isso para você. É verdade que, com uma gestão ativa com títulos de longo prazo, a rentabilidade pode ser melhor (ou menor), mas são poucos os fundos de renda fixa com histórico de rentabilidades líquidas muito acima do CDI. A Vérios, alocada somente em renda fixa, será a cobaia nessa checagem.

Já no investimento em renda variável, o investidor vai demandar mais de seu tempo, mesmo que escolha investir somente em ETFs. Será importante o momentum de proceder rebalanceamentos, com a compra e venda de ativos, algo que alguns gestores de investimentos digitais podem alertá-lo oportunamente. Ou seja, nesse caso, vejo algum sentido em pagar uma taxa para manter uma boa gestão do patrimônio, considerando aquele público que não deseja imergir ativamente em seu portfólio.

Custos para manter as carteiras de investimentos

As restrições da Vérios ocorrem em função de eles operarem na plataforma da corretora Rico com ETFs, para as carteiras com renda variável. Isso faz com que montantes menores não sejam muito bem remunerados em função dos custos relativos envolvidos em cada movimentação.

As demais gestoras possuem uma maior flexibilidade de operação porque trabalham com fundos de investimentos, onde, com cotas reduzidas, o investidor pode aplicar valores iniciais menores, que são diluídos no patrimônio do fundo. Vale lembrar que suas taxas, entretanto, podem ser impactadas por cobranças indireta de taxas de administração específicas de cada fundo.


Dentre elas, a Magnetis informa que seus fundos de investimentos possuem uma taxa de administração de 0,3 a 0,5% ao ano. Embora eles usem contratos de reversão, onde parte dessa taxa retorna para o patrimônio do fundo, a taxa líquida de administração da gestora situa-se acima do valor de sua comissão própria, de 0,4% ao ano.

Perceba que o investidor pagaria de qualquer forma essas taxas caso sua escolha recaísse em aportar  individualmente em cada fundo. O que a Magnetis e as demais casas oferecem, através de sua comissão, é a construção da carteira através de seu perfil e as possíveis alocações automáticas no patrimônio, que, como já comentei em outras ocasiões no blog, é imprescindível para que a alocação de ativos seja de fato, efetiva.

A Monetus e Warren informaram que suas taxas de administrações dependem da composição entre fundos de renda fixa e renda variável. Todas as gestoras baseadas em fundos de investimentos têm a obrigação de cobrar o come-cotas semestralmente (antecipação do imposto de renda). O que valerá, entretanto, será o rendimento líquido ao final. Afinal, é isso que mais queremos, correto? Vamos conhecer na sequência a operacionalização das gestoras digitais.

As gestoras digitais e suas características

O processo de abertura da conta de todas as gestoras digitais foi muito tranquilo, e o atendimento exemplar. Você conhece o estilo Nubank? Pois é! Exceto na Monetus, em todas elas recebi no mesmo dia, sem solicitar, um e-mail de uma pessoa disposta a ajudar.

Durante o processo inicial, troquei vários e-mails para tirar algumas dúvidas e o atendimento (inclusive na Monetus após o segundo dia) sempre se mostrou efetivo, talvez com alguma dificuldade na Warren. Achei meu interlocutor muito afoito em responder rapidamente não lendo corretamente minhas dúvidas, sendo assim, meio confuso nas respostas.

As plataformas são atrativas e possuem uma extensa área de apoio, com explicações sobre a empresa, suas carteiras de investimentos e como funciona todo o operacional. Recomendo fortemente que o futuro investidor leia todo o material, pois é impossível nesse texto abranger todos seus aspectos. A ideia nessa breve apresentação, é citar pontos relevantes sobre a gestora, segurança e a composição da carteira que decidi realizar o investimento.

Deixo claro que, em nenhum momento desse texto estou sugerindo que invistam em qualquer uma das casas. Se houver interesse, entretanto, simule seu perfil, avalie o portfólio sugerido, conheça muito bem sobre cada uma delas e, principalmente, sinta-se confortável antes de transferir seu dinheiro, combinado?

1) Magnetis

A Magnetis opera em conjunto com a plataforma da corretora de valores Easynvest. No artigo onde listei minhas experiências e os custos das corretoras de valores, comento que esta é a corretora na qual sou cliente há mais tempo, embora hoje eu divida meu patrimônio entre outras cinco, em virtude de custos de operação e gerenciamento de riscos.

A taxa de gestão cobrada pela Magnetis é de 0,40% ao ano para carteiras com montantes menores que R$ 500mil. Isoladamente, é a menor taxa dentre todas as gestoras digitais, alcançando 0,2% para investimentos superiores a R$ 2 milhões. Além desses valores, cobra de 0,30 a 0,50% de taxa de administração de seus fundos. Veja aqui uma tabela mais detalhada dos custos totais, por alocação.

A casa oferece 5 perfis de risco diferentes de carteiras para o investidor, desde carteiras com investimentos apenas em renda fixa, bem como carteiras mais arrojadas vinculadas, em sua maior parte, à renda variável. A carteira escolhida opera apenas com fundos de investimentos, em uma proporção que varia em torno de 33% a 34% de renda variável, e varia conforme as valorizações e realocações:

Carteiras de investimentos geridas por robôs digitais? Veja as premissas do teste de rentabilidade das fintechs: Magnetis, Monetus, Vérios e Warren.

Os fundos multimercados que compõem o fundo da Magnetis são fundos de gestão ativa bem expostos à renda variável, como o AZ Quest Total Return FIC FIM e Gávea Macro Plus II FIC FIM, embora esse percentual seja variável. Para conhecer os fundos de renda fixa e multimercado alocados na carteira da Magnetis, bem como os ETFs que compõem sua carteira de ações, clique aqui.

Para investimentos maiores do que R$ 10mil, há a possibilidade de investir em CDBs de bancos médios com percentuais atraentes sobre o CDI. Assim, uma carteira mais volumosa pode performar melhor, inclusive com a diminuição das taxas de administração secundárias dos fundos participantes da carteira. É claro que os riscos, também existem, embora que, para os CDBs, há a “garantia” do FGC.

Todas as cotas do investidor são registradas sob seu CPF nos fundos onde a carteira de investimento é alocada. O rebalanceamento dos 3 pilares dessa carteira inicialmente não é automático, mas atualmente, percebo que meu percentual sempre está sendo mantido constante, o que mostra a atuação do robô da Magnetis no portfólio.

O processo de aplicação do investimento na Magnetis é o que possui a melhor experiência: a partir de seu saldo na Easynvest, o investidor pode, na plataforma da Magnetis, escolher o valor que deseja investir e confirmar  o procedimento. Logo em seguida, a Easynvest envia um e-mail confirmando todos os investimentos. Claro e rápido.

2) Monetus

A Monetus opera de forma similar à Magnetis, e é associada à corretora Amaril Franklin. Atualmente são uma plataforma ampla de investimentos, com fundos próprios e de terceiros, possuindo uma taxa combinada que depende da proporção de cada um na sua carteira de investimentos. Nessa simulação, estou atualmente com três de seus fundos próprios na carteira (que podem ter em sua composição fundos de terceiros): de renda fixa, de debêntures e ações, essa última com 33% da alocação, similarmente à Magnetis e Warren.

Carteiras de investimentos geridas por robôs digitais? Veja as premissas do teste de rentabilidade das fintechs: Magnetis, Monetus, Vérios e Warren.

O fundo de renda fixa cobra 0,30% de taxa de administração anual, enquanto o de ações, debêntures e multimercados, 0,60%, sendo que esse possui uma taxa de performance de 10% sobre o que exceder o CDI. Veja aqui a informação completa.

Os fundos de multimercados e debêntures incentivadas foram criados recentemente, em agosto de 2019. No primeiro há nomes como Absolute e Exploritas e no segundo, CA Indosuez e RB Capital.

Você compõe o percentual de renda variável de sua carteira da forma que desejar: sua plataforma possui um botão deslizante onde você mesmo define o percentual que deseja aportar em renda variável e em multimercados. O restante, é investido em um fundo de investimento de renda fixa.

A Monetus procura atuar ativamente em vários mercados, como títulos privados como debêntures, ações no Brasil e exterior (possui uma alocação considerável) e mantém uma gestão dinâmica mesmo no mercado de renda fixa brasileiro. A maior rentabilidade que proporciona, entretanto, vem acoplada com um risco maior (veja no artigo sobre as rentabilidades).

O padrão de rebalanceamento é feito, após outubro/2019, através do próprio cliente, como pode ser visto na figura acima, definindo o percentual máximo de desvio do portfólio. A Monetus traz uma explicação bem detalhada como funciona esse processo, o mais claro dentre todas as gestores digitais, nessa página.

O processo de investimento inicial ou novos aportes é simples: apenas é necessária uma transferência para sua conta na corretora Amaril Franklin. Ela foi realizada por volta das 08:00hs da manhã e foi confirmada pouco antes das 11:00hs, através de um aviso por e-mail e pelo app, confirmando que o dinheiro já está sendo investido.

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3) Warren

Prosseguindo, chegamos na Warren, uma fintech nascida nos EUA que desembarcou no Brasil em 2016 e possui sua própria corretora de valores. Para transferir seus investimentos, eles disponibilizam contas correntes do Bradesco e Itaú. Para resgatá-los, caso a conta de recebimento não seja uma desses 3 bancos, será cobrado um TED de R$ 2,40.

A taxa de comissão da Warren é de 0,5% ao ano, para um patrimônio até R$100mil. Acima disso, a taxa cai para 0,4%. Assim como a Monetus, a Warren é uma plataforma aberta de investimentos desde abril/2019, com centenas de fundos à disposição. Originalmente, entretanto, a criação da carteira foi feita com três fundos próprios da Warren.

Para esses fundos, a Warren não cobra taxa de administração adicional, estando incluída na taxa geral de 0,5%. É a taxa mais barata dentre as gestoras digitais. Veremos se isso traduz-se em vantagem na rentabilidade líquida do montante investido. Para os fundos de terceiros, entretanto, a taxa fica combinada com as taxas dos fundos, embora a Warren ofereça o rebate das comissões recebidas pelos fundos.

Carteiras de investimentos geridas por robôs digitais? Veja as premissas do teste de rentabilidade das fintechs: Magnetis, Monetus, Vérios e Warren.

A forma de operação através do site da gestora é bem similar à Monetus, com a possibilidade de escolher milimetricamente o percentual que você deseja investir em renda variável. A composição dos fundos de renda variável são baseadas em ETFs. Para o fundo de ações americanas, o portfólio pode ser conferido aqui, e para ações brasileiras, aqui.

As transferências para aportes sempre foram rápidas, como na Monetus. No aporte inicial, sua confirmação levou apenas meia hora a mais, sendo realizada pouco antes das 11:30hs, prazo também completamente aceitável.

A Warren rivaliza com a Monetus no objetivo de tornar-se uma grande plataforma de investimentos, mas vem apresentando mais novidades nos últimos meses. No mês de setembro de 2019, revelou projetos a serem implantados ainda esse ano, como conta remunerada, Warren Pay, previdência e contas “Black” para grandes investidores. Veja as novidades aqui.

4) Vérios

A Vérios, dentre todas as gestoras, é a única que possui um diferencial (negativo) para o pequeno investidor: eles são impedidos de investir em renda variável se não aportarem ao menos R$ 25mil na plataforma. Ela também é a fintech que exigiu um valor inicial de investimento bem alto: R$12 mil. A partir de agosto/2019, entretanto, esse exigência caiu para R$ 2mil.

A restrição do investimento em renda variável está relacionada ao fato de que a Vérios não opera com fundos de investimentos: eles aplicam os valores em títulos públicos (Tesouro Direto) e, na renda variável, em ETFs (ações no Brasil e exterior), através da corretora Rico. Esses ativos podem ser agrupados em 5 carteiras, sendo que há limite para investimentos em renda variável: pouco mais de 20%, na carteira mais exposta, sem possibilidades de customização.

Veja que, mesmo com valores elevados, a comparação não seria perfeita com as demais, visto que a alocação escolhida em renda variável foi de 33%. Nesse sentido, a Vérios acaba eliminando pessoas com perfis mais arrojados dentre sua base de clientes. Repare que, na alocação permitida para minha carteira, eles classificam o risco como máximo, mesmo que não haja alocação em renda variável. Excesso de preciosismo? Ou simplesmente confundem volatilidade com riscos?

Carteiras de investimentos geridas por robôs digitais? Veja as premissas do teste de rentabilidade das fintechs: Magnetis, Monetus, Vérios e Warren.

Nessa simulação, a carteira na Vérios está composta com 51% em títulos públicos pós-fixados (LTNs), 29% em títulos pré-fixados (LFTs) e 20% em inflação (NTNBs). O prazo dos resgates são de até 5 dias úteis. Os rebalanceamentos são realizados automaticamente se a alocação afastar-se demais da proposta inicial, embora sejam baseados primariamente em aportes e retiradas.

Algo meio surreal na parceria entre a Vérios e a Rico: o investidor não consegue operar outros ativos da corretora de valores porque todo o saldo disponível na conta vai para a carteira Vérios. Não há opção alguma de mantê-lo para poder comprar outros títulos ou ações. Como consequência, os valores transferidos para a corretora são aplicados instantaneamente, já que não há uso algum a se fazer com o saldo na corretora.

Assim, se for usar a Vérios, não conte com a corretora Rico para outros investimentos. No caso da parceria da Magnetis e Easynvest, isso é possível, pois o investidor pode direcionar o saldo de sua conta livremente para os ativos que desejar.

A taxa total cobrada pela fintech é de 0,95% ao ano, considerando todos os gastos envolvidos, seja em corretagens de ETFs pela Rico e custódia do Tesouro Direto (0,3%). Considerando que minha carteira possuirá apenas títulos públicos, a administração efetiva da Vérios ficará em 0,65% ao ano, relativamente alta para uma carteira de renda fixa (existem fundos de investimentos com taxas menores).

Palavras finais

Essa forma de gestão de portfólio digital foi disponibilizada recentemente no Brasil e inspirada em startups americanas como a Betterment e Wealthfront. Acredito que esses serviços podem mostrar-se viáveis para pessoas com pouca experiência com investimentos, ou mesmo para aquelas que não desejam aprofundar seus conhecimentos na área, em virtude de outras prioridades.


Reitero, porém, que acredito que esse método só vale para gestão de carteiras digitais com um percentual significativo em renda variável. Veja que não estou incentivando a alocação total de seu patrimônio, e sim apenas ao percentual destinado à essas fintechs. Você pode possuir 90% investidos em Tesouro Direto ou títulos privados e disponibilizar 10% para a carteira de uma delas. Mas, nesses 10%, acredito que essas opções valham a pena somente se a alocação em renda variável for relevante.

A razão deve-se ao fato de que elas se utilizam das estratégias de alocação de ativos, que tanto eu já defendi nesse blog, tornando-me simpático à proposta. A variável principal a ser monitorada é, claro, o rendimento líquido dos investimentos, que acompanho mensalmente. As variáveis secundárias serão consequências da rentabilidade, como a gestão dos ativos, o rebalanceamento das alocações e a taxa de administração de cada uma. Outras situações como facilidade de interação na plataforma e atendimento ao cliente também podem ser relevantes para a maioria do público.

Reforço que recentemente, a Monetus e a Warren estão deixando menos o “automático” para tornarem-se gestoras globais, com pessoas reais auxiliando os novos investidores para todos os produtos oferecidos em suas plataformas de investimentos. O papel dos robôs talvez seja relevado somente ao rebalanceamento automático dos ativos.

Mas, uma vez que passarem a agir mais como consultores, terão sua responsabilidade ampliada e encararão o desafio em fazer com que essas pequenas taxas de administração sejam eficientes para cobrir o custo de equipes cada vez maiores.

Quer saber? Eu ainda prefiro escolher os fundos básicos e deixar com que o algoritmo faça o trabalho. Afinal, a ideia aqui é não perdermos muito tempo em ficar escolhendo os investimentos! O que acham?

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3 thoughts to “Teste comparativo das gestoras digitais e seus robôs: qual é a melhor?”

  1. Pessoal, segue o link de parte dos comentários no Disqus, que não migraram para o WordPress mas continuam em sua plataforma. Muitos, nem por lá estão mais…

    https://disqus.com/home/discussion/viagem-lenta/teste_comparativo_de_gestores_digitais_e_seus_robos_qual_e_o_melhor/

    Se desejarem ler mais sobre o assunto, ou comentar com sua conta Disqus, ou ainda, se tiverem conhecimento desse bug de migração e quiser ajudar, é só enviar um email para mim.

    Obrigado!

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