Inteligência Cultural – políticos, viagens, investimentos e coronavírus…


A inteligência cultural pode ser útil desde na atuação em cargos de liderança e em viagens pelo mundo até na correta compreensão da política e sociedade.
E pasmem: ela ajuda, inclusive, a entender porque a condenação de políticos, ao menos por enquanto, nada mudou no Brasil e como isso pode afetar nossos investimentos no futuro.
E, infelizmente, com a crise do novo coronavírus, tudo isso ficou mais evidente…


Os leitores provavelmente sabem que, para atingirmos o sucesso (sob todas suas formas) em nossa vida, devemos transcender a lógica matemática disseminada em testes de QIs.

Não me entendam mal: eu, como a maioria dos engenheiros, acho importantíssimo possuirmos uma compressão lógica e racional do mundo que nos cerca. Mas é claro que apenas isso não é suficiente.

Inteligência Cultural - liderança, viagens, Lula e investimentos...

É notório que outras formas de inteligência são importantes para compreendermos o mundo, nos expressarmos corretamente e termos sucesso nos negócios e relacionamentos pessoais.

A ideia desse texto é fazer uma breve introdução sob essas classes de inteligências e apresentar o conceito de Inteligência Cultural, bem como ele pode ser usado para melhorar nossos relacionamentos e viagens. E, por que não, também relacioná-la à condenações e solturas de políticos corruptos, como o Lula, com a falta de um debate mais profundo a respeito da crise do coronavírus e como isso afeta o futuro do país e nossos investimentos.

Inteligências múltiplas e inteligência emocional

A teoria da existência de vários tipos de inteligência não é nova. Assimilei alguns conceitos tardiamente, através de uma bibliografia de alguma aula do curso de Educação Física. Howard Gardner discorre bem sobre o assunto em seu livro “Inteligências Múltiplas”. Ele relaciona ao menos 8 tipos de inteligência humana, cada uma representando diferentes formas de processamento de informações:

  1. Inteligência espacial-visual: interpretar corretamente imagens e profundidade espacial;
  2. Inteligência lógico-matemática: resolver cálculos e problemas lógicos;
  3. Inteligência verbo-linguística: análise, retenção e expressão de informações;
  4. Inteligência musical: interpretar e produzir informações com os sons;
  5. Inteligência corporal-cinestésica: coordenar e utilizar seu corpo para resolver problemas;
  6. Inteligência naturalista: compreensão e análise da vida e da natureza;
  7. Inteligência intrapessoal: conhecer a si mesmo e seu papel no mundo;
  8. Inteligência interpessoal: exercer empatia, reconhecer sentimentos e emoções de outras pessoas.

Gardner explica todos os conceitos e como bem usá-los através de diversos livros de sua autoria. Você pode acessar o mais conhecido acima ou ver a lista do autor.

Daniel Goleman, por sua vez, alcançou sucesso com uma nova roupagem no conceito de inteligência: a Inteligência Emocional, baseada na importância do controle emocional no desenvolvimento da inteligência global de um indivíduo.

Segundo o autor, mesmo que expressemos várias formas de inteligência, se nossas emoções não estiverem equilibradas e direcionadas para um objetivo comum entre nós e nossos interlocutores, relacionamentos pessoais e profissionais podem ser prejudicados.

O autor obteve muita repercussão sobre o tema e usou-o posteriormente na literatura de negócios e liderança, oferecendo-o como essencial para o sucesso na formação de times vencedores.

Goleman também é um adepto à mindfulness, ou seja, à prática de atenção plena e meditação como atividade essencial para o controle das emoções e também escreveu livros sobre o assunto.

Nesse texto, entretanto, vou ater-me a um conceito, que embora pareça uma repaginação de algumas ideias anteriores, vem aparecendo mais nos debates do dia a dia: a inteligência cultural.

A inteligência cultural

O relativismo cultural

Antes de continuar, acho relevante comentar que as ideias que exponho aqui não possuem nenhuma similaridade com relativismo cultural, cuja discussão passa mais por valores morais do que hábitos e condutas de outros povos. Esses últimos, quando não ofensivos aos direitos naturais do indivíduo, podem e devem ser tolerados e entendidos, para proveito mútuo. Quando envolvem afrontas e agressões ao ser humano, entretanto, devem ser desprezados, e não aceitos.

Essa ideia não pode ser confundida com etnocentrismo, onde julgamos per se que, nossa cultura é superior às outras. Escapar desse relativismo, muito em voga hoje em dia, é realizar uma crítica isenta das ações de um povo perante os direitos individuais básicos.

Se eu desprezo parte da cultura árabe-islâmica pelo fato de que eles não permitem liberdade religiosa, consideram crime o homossexualismo ou atribuem direitos inferiores às mulheres, isso não é etnocentrismo. Isso é repulsa a uma cultura que não respeita o direito de escolha dos indivíduos e vê frequentemente como solução o atentado à sua vida.

É óbvio que, como consequência desses atentados aos direitos naturais, podemos sim considerar uma cultura superior à outra. Mesmo com a ausência dessas violações, podemos considerar uma cultura mais avançada, justa, dinâmica e mais livre.

Precisamos parar com essa hipocrisia de falso respeito e pensar de forma mais crítica perante a povos que insistem em manter algumas tradições gerando imensas injustiças para as pessoas. Esse modus operandi globalista está gerando um multiculturalismo forçado que pode ser muito nefasto para o futuro da humanidade.

Escrevi mais sobre o relativismo cultural há alguns anos, quando passei rapidamente pela Arábia Saudita: “O relativismo cultural como sanção para incoerentes tolerâncias sociais“.

Feita esta importante observação, vamos ao livro que originou esse artigo!

Inteligência Cultural e relacionamentos

Pare por um momento e olhe à sua volta. Como a cultura está moldando tudo aquilo que existe? De que modo ela está dando forma a tudo o que você vê? Pois ela está — isso eu posso garantir. E a capacidade de enxergar esse fato e conseguir se adaptar de maneira adequada será absolutamente fundamental para sua vida.

Esse pensamento do autor David Livermore resume a essência e o objetivo do livro “Inteligência Cultural”. Segundo ele, a inteligência cultural nos fornece um subsídio para nos relacionarmos com pessoas de outras culturas, onde apenas as inteligências anteriormente abordadas não são suficientes. Nossa capacidade de adaptação, entendimento e ações de escolha, dependem de quanto entendemos as nuances de um relacionamento inseridos em uma cultura diferente da nossa.

Amparados por pesquisas “científicas”, o autor sugere 4 passos para nos tornarmos mais inteligentes do ponto de vista cultural, envolvendo a motivação, o conhecimento, o planejamento e o comportamento que, praticados, geram sucesso nos relacionamentos. 

O livro possui uma ênfase maior na liderança de equipes, principalmente para pessoas e empresas que atuam globalmente que precisem adaptar suas atividades e discursos conforme a cultura de cada local de atuação. Melhorar o networking com pessoas de outras culturas, entretanto, não possui utilidade apenas para executivos com equipes multiculturais, mas também interessa a um viajante em tornar sua viagem ao redor do mundo mais prazerosa ou qualquer pessoa interessada em conhecer mais sobre a infinidades de costumes que a expansão da raça humana causou em nosso planeta.

Os relacionamentos são essenciais para encontrar os melhores lugares para visitar, melhores preços e as supremas oportunidades de conhecer a cultura local. Uma viagem, inclusive, é uma grande oportunidade para interagir com outras culturas e aprimorar sua inteligência cultural. Então…

Viaje, viaje, viaje…

O livro contém algumas seções que funcionam como um “manual” para desenvolver sua inteligência cultural. Sou um pouco cético com instruções que teorizam como fazer isso ou aquilo, principalmente se a prática está envolvida em alto grau com os resultados. É interessante conhecer os conceitos, mas nós só aprenderemos fazendo.

Sugiro muito sua leitura, pois, em meio à teoria, há muitos casos interessantes e curiosos sobre a cultura de diversos povos em momentos reais, vividos pelo próprio autor. Talvez esse aspecto seja o mais interessante do livro e é possível aprender muita coisa com tais exemplos.

A prática mais interessante para possuir inteligência cultural é, sem dúvida, viajar. Mas não de qualquer jeito. Existem alguns nuances que nos permitem explorar muito a cultura dos países que visitamos para assimilarmos mais conhecimento.

Conhecer hábitos, estilos e singularidades de um povo pode ajudar inclusive a compreender a história da nação, essencial para desenvolver a inteligência cultural. E não culpar-se por não alimentar a indústria do turismo de massa.

Conhecer um país é muito diferente do que conhecer sua cultura. Precisamos estar abertos e motivados para sair do roteiro turístico padrão e adentrar no dia a dia da população. Participar, por exemplo, de uma festa de aniversário em um mercado central no interior do Vietnã é uma forma de aproximar-se nesse contato mais íntimo. Assim como estar presente e atuar como voluntário no interior da ilha de Bali em um orfanato na zona rural.

Outro livro que li recentemente, “O que Drucker faria agora?”, de Rick Wartzman, diretor do Drucker Institute, corrobora essa ideia. Peter Drucker foi um dos meus ídolos em administração desde o tempo da universidade. Apliquei muito de seu conhecimento como líder de equipes. Foi um dos melhores livros de administração que li na última década, pois Wartzman consegue sintetizar, através de visões diversas, os principais pontos de sua teoria. E um trecho anotado possui tudo a ver com o melhor usufruto de uma viagem.

As ideias de Peter Drucker cruzaram várias vezes com as ideias de Charles Handy, um especialista em organização comportamental. E, em certo momento do livro, Wartzman nos conta que:

“… Handy e sua esposa (…) seguem uma porção de regras quando viajam. Uma delas é usar transporte público sempre que possível; isso serve como uma ótima janela para a cultura cotidiana. Outra é que eles sempre organizam um encontro com um grupo de meia dúzia, ou trinta e poucas pessoas, para que possam ter sua visão do cenário local e (…) ouvir seus sonhos”

Seja utilizando o transporte público (do povão, de preferência), seja fazendo as refeições junto com eles, seja correndo uma semi-maratona local, o importante é “viver” a cultura e o país, o que não ocorre se ficarmos sempre presos a agências de viagens e seus pacotes turísticos. Hoje, através da internet, temos muitas opções para sairmos do senso comum, como o Couchsurfing ou o Airbnb. Já utilizei ambos e valem a pena, desde que tenha cuidado em escolher bons anfitriões.

Inteligência cultural e investimentos no Brasil

As condenações de políticos como o Lula e nossas decisões de investimentos

Em 2018, Lula foi condenado e preso. Em 2019, solto e posteriormente condenado novamente, continuando a gastar dinheiro público do contribuinte. É apenas um exemplo dentre tantos, dentre todas as falcatruas expostas nos últimos anos, por políticos de várias matizes ideológicas.

Muitas pessoas, por incrível que pareça, ainda apoiam os condenados. Também não é um traço da inteligência cultural da população? Ou, em outra palavras, será que uma ou duas prisões, vistas isoladamente, pode trazer esperanças para o país? Ou há a necessidade do processo ser mais consistente?

No mercado financeiro, muitos investidores comemoraram, na época, a prisão do ex-presidente, muitas casas de análise apostaram no oba-oba dizendo que o Brasil seria o país da vez. Embora eu acredite que as coisas poderiam mesmo melhorar, nunca acreditei de forma que tivesse plena certeza: sempre mantive minha alocação em renda variável, mas também em câmbio. Estava apenas levemente otimista no curto prazo, mas neutro no médio e longo prazo. E ciente também que um baque nos mercados mundiais pode ocorrer a qualquer momento e influenciar nosso mercado interno.

Meu ceticismo em relação ao Brasil provém pelo fato de que a força motriz que impele uma nação ao progresso não se origina de um ato relacionado a uma ou outra pessoa, mas sim das ideias permeadas na cultura da população, e a ideologia influencia demais nossos eleitores. Precisamos, enfim, possuir inteligência cultural para entendermos de que a cultura brasileira não permite, até o momento, um grande progresso econômico em terras tupiniquins.

Por que, culturalmente, somos mais uma Venezuela do que uma Suíça?

Se ainda há nos leitores essa dúvida, convido-os a pensar em uma pesquisa realizada sobre privatizações. Apesar de ocorrer manipulações mentais nas perguntas apresentadas, é surpreendente que o resultado demonstre que 70% das pessoas sejam contra privatizar empresas públicas.

Todas as revelações que apareceram recentemente na Petrobrás, Eletrobrás, Correios e Banco do Brasil não foram suficientes para alterar esse viés cultural? O que mais é necessário? Ah, mas o petróleo é nosso!…

Valor Econômico já publicou uma pesquisa apontando que 69% das pessoas eram contra a reforma da previdência. Institutos mais “progressistas” apontam números ainda maiores.

Como fazê-las perceber que a diminuição de natalidade de um lado e a diminuição de mortalidade do outro gera uma situação onde temos cada vez menos pessoas sustentando um grupo cada vez maior? É tão difícil entender isso? Isso evidencia um aspecto cultural, agravado pela aprovação da nossa “constituição-cidadã”, que forneceu direitos a torto e a direito para a população em troca de pouquíssimos deveres.

Como explicar o ódio do brasileiro médio aos empresários, uma classe que arrisca seu capital, emprega pessoas, paga impostos e gera riqueza em nossa terra? Ok, os empresários daqui podem ser piores que lá, mas isso ocorre justamente porque existe um Estado que permite conchavos, possuindo a responsabilidade maior nesses acordos espúrios. Mas, contraditoriamente, o brasileiro ama o Estado, não?

A confusão mental das pessoas que dizem amar a liberdade e odiar os políticos, mas ao mesmo tempo, esperar tudo do Estado, é assunto do livro abaixo. Escrevi também alguns breves artigos que há algum tempo, como “Sua desilusão com os políticos provém da expectativa em relação ao Estado” e “Respeito à liberdade e amor ao Estado: arranjos incoerentes“.

Os exemplos são inúmeros. Pense no recente corporativismo dos taxistas contra o Uber. Reflita sobre a burocracia para abrir empresas. Analise o monopólio, dado pelo Estado, a empresas de transportes coletivos. Considere todos os privilégios que políticos, juristas, professores públicos universitários possuem em seus salários e aposentadorias. Essas classes estão levando nosso país a um déficit fiscal absurdo, de onde dificilmente conseguiremos sair nas próximas décadas.

O Lula é apenas uma das pessoas que simbolizam o desastre brasileiro, representando o segmento mais nocivo da sociedade. A cultura que permeia a sociedade brasileira é, infelizmente, prejudicial ao desenvolvimento do país. Mesmo com algum progresso nos últimos dois anos, enquanto tivermos um número considerável de pessoas que, como disse Gustavo Franco em um artigo “defendem Nicolas Maduro, acreditam na inocência de Lula, na competência de Dilma e na abdução por extraterrestres”, é difícil estar muito confiante com o Brasil.

E a situação parece que vai piorar pós-coronavírus…

A crise do coronavírus, que invadiu o país em março de 2020 é um daqueles momentos que chamamos de “cisne negro”. Apesar de não ter sido algo planejado, muitos políticos estão aproveitando sua existência para prejudicar os poucos avanços que obtemos no país referente à melhoria dos gastos fiscais.

Economistas, que se diziam liberais, promovem a ideia de que o governo precisa gastar tudo o que puder sem contrapartidas de governadores de estados, sugerem a emissão de papel-moeda e usam o calamidade para incentivar contratações e compras ilícitas, superfaturando equipamentos médicos. Feudos políticos tentam tirar o máximo possível de vantagem da situação.

Percebem que a prisão isolada de uma pessoa não é suficiente para que a população adquira os conceitos que poderiam tornar esse país melhor? Na primeira oportunidade, jogamos todo um bom trabalho que estava sendo feito no lixo. É verdade que precisamos de suporte do governo federal em uma crise como a atual (o liberalismo clássico abraça essa ideia), mas com responsabilidade. A Alemanha, por exemplo, disse não ao pedido de farra fiscal que a Itália solicitou.

Os exemplos atuais reforçam que a inteligência cultural, mais do que fatos isolados, é o diferencial para os novos tempos de globalização (ou agora, de desglobalização, sei lá o que virá pós-coronavírus…), seja para líderes e equipes com contatos pelos cantos do munto, assim como para os viajantes explorarem melhor suas aventuras.

A situação econômica de nosso país – e consequentemente os rendimentos futuros de nossas carteiras de investimentos, não pode ser analisada a partir desse ou daquele fato, mas, talvez, ser debatida pelo atraso cultural de nosso povo, ao menos na aplicação da política econômica e em sua tendência à corrupção. Um atraso que começava a diminuir e agora ganha força novamente, com a retração de medidas que direcionavam para uma economia com menos participação do Estado usando-se a situação de emergência nacional.

Voltamos, com essa crise do coronavírus, a dar força a toda uma maioria que acredita que o Estado pode tudo, que os empresários são malvados e que o trabalho árduo nem é assim muito necessário. Uma maioria que usa bravatas e legalização de excessos para justificar sanhas autoritárias justificadas porque é para o “nosso bem”, como os casos de pessoas sendo covardemente presas por andarem na praia ou sentarem-se nos bancos das praças.

Que a equipe econômica e a justiça consiga driblar todas essas pressões para que possamos levar a sério o Brasil. E sonhar com um país melhor para nossos filhos e netos!

Explore mais o blog pelo menu no topo superior!…
Para me conhecer mais, você ainda pode… ler sobre minha história aqui, ouvir uma entrevista em podcast ou ainda, assistir uma live no Instagram.

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Guilherme
4 meses atrás

André, que texto maravilhoso! É a primeira vez que ouço falar da inteligência cultural, e foi uma estreia brilhante!

Realmente, no Brasil, infelizmente, reina a desinteligência cultural, o que se reflete em diversas áreas da sociedade. Ainda temos um longo caminho a percorrer nesse Brasil….

Forte abraço!!!

Cinthia
Cinthia
4 meses atrás

Muito grata André, por escrever. É uma maravilha as dicas de livro que nos dá, seu ponto de vista inteligente e diferenciado.
Realmente, sem a evolução cultural é impossível mudar um país. Uma pena que a nova geração esteja se contaminando cada dia mais com o vitimismo generalizado, criam algozes até pelo fato da pessoa ser branca, comer carne, ser homem, por exemplo. Muito triste…
Autor que gosto muito é o Jordan B. Peterson, fantástico.

CHIMPANZÉ
CHIMPANZÉ
4 meses atrás

Artigo perfeito, fantástico! a cultura brasileira é demasiado messiânica ( na ideia de um “grande líder” de um “Estado Pai”) e estatista, o que é corroborado pelas pesquisas acerca das privatizações. Inclusive uma grande parte dos eleitores do “Mito” são desse perfil.
Sem uma evolução cultural, dificilmente alcançaremos um notável progresso econômico.

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