Teste comparativo: rendimentos dos robôs de investimentos


Quais os melhores robôs de investimentos?
Acompanhe a rentabilidade das gestoras digitais que operam com essa modalidade nos últimos 47 meses, até junho de 2022.
Avalie se vale a pena incluí-los no portfólio de sua carteira de investimentos!


Em julho de 2018, iniciei um experimento com as fintechs que usam, ao menos parcialmente, robôs de investimentos para gerenciar a alocação dos ativos nas carteiras digitais de seus clientes.

O processo inicial de criação das carteiras, comentários sobre as plataformas e algumas reflexões sobre essa modalidade de investimento, estão no artigo “Teste comparativo de gestores digitais e seus robôs: qual é o melhor?“. Aqui, compartilho o histórico atualizado da rentabilidade de cada portfólio gerido pelos robôs de investimentos e a experiência do investidor em seu acompanhamento.

A partir de outubro/20, os leitores poderão sentir falta do Ueslei, robô de investimentos da Vérios. Nesse texto, comento as razões da gestora digital ter saído da comparação em setembro de 2020.

Teste comparativo dos rendimentos dos robôs de investimentos. Qual o melhor? Vale a pena?
Qual o melhor robô de investimentos para gerenciar sua carteira?

Alocação dos ativos e acompanhamentos das carteiras de investimentos

O quadro abaixo resume a alocação percentual em renda fixa e renda variável em cada gestora digital no período. Esses percentuais vêm se mantendo constantes, uma vez que definimos nossa carteira de investimentos com base no percentual alocado à renda variável na carteira de investimentos (em torno de 1/3 do total).

Alocação nas carteiras de investimentos dos robôs de investimentos

Nesse período, ocorreram pequenas variações de alocação, inseridas dentro da estratégia de rebalanceamento pelos robôs de investimentos, que envolvem a análise do percentual de variação e custos de movimentações, além de novos aportes:

  • Na Magnetis, há uma parcela relevante da carteira (de 18 a 20%) em um fundo de fundos multimercados (como Exploritas e Giant Zarathustra) com alocações desconhecidas. Um levantamento feito em abril e maio de 2020 pela própria gestora mostrou que eles possuem cerca de metade dos investimentos alocados em renda variável, e colaboravam com cerca de 7% desses ativos na carteira geral. Outros pilares de sua carteira de renda variável são dois fundos que investem basicamente em ETFs de ações brasileiras (SMAL11 e BRAX11) e norte-americanas (VGT e SP&500), cuja proporção varia em torno de 50/50. É a única que deixa claro um pequeno percentual alocado em opções de venda (PUT) (inferior a 0,5%) e alocações em criptoativos (cerca de 1%). O cliente precisa definir no seu cadastro a operacionalização do rebalanceamento automático. Se não definir, ele será feito somente através de novos aportes.

  • Na Monetus, a composição da renda variável está entre 32% a 35%, consolidada através de um fundo de ações que investe em ações brasileiras e americanas, cujo percentual varia bastante através de uma gestão bem ativa, e com taxa de administração elevada ao padrão do mercado (2% + 20% de performance) após março de 2021. A renda fixa é distribuída em dois fundos: um fundo de fundos de renda fixa (maior percentual em Tesouro Selic, mas que já foi forte em crédito privado) e um fundo de fundos de debêntures incentivadas (RB Capital e Brasil Plural). Na Monetus, o rebalanceamento realizado pelos seus robôs de investimentos pode ser configurado para ser feito de forma totalmente automática através de um slider na sua plataforma (detalhes adiante).

  • Warren mantém um percentual alocado em renda variável entre 32% e 34%, semelhante à Monetus. Historicamente, o fundo é mais exposto em ações americanas (índice futuro do S&P500) que ações brasileiras: é uma forma alternativa de colocar um pezinho no exterior. O rendimento vinculado às condições da economia norte-americana é o maior entre todos os robôs investidores. O fundo de renda fixa investe em títulos do Tesouro Direto e uma pequena parte em títulos privados, e entrega uma rentabilidade próxima a 100% do CDI. A Warren precisa ser avisada caso você deseje o rebalanceamento: apenas nos novos aportes o processo é automático.
Amazon Prime: teste gratuitamente e assine!
Pensando em assinar o Amazon Prime? Veja aqui se vale a pena!

Antes de mostrar a evolução dos rendimentos mensais, seguem alguns comentários sobre a experiência no acompanhamento do portfólio, que são atualizados conforme as gestoras digitais implementem novidades em suas plataformas.

Magnetis

A plataforma da Magnetis, repaginada em outubro/18, entrega as informações de rendimento da carteira em valores brutos (reais) e em termos percentuais do portfólio desde o início de sua confecção. O retorno é oferecido também de forma segmentada nos três pilares que compõem a carteira: renda fixa, renda variável e multimercados.

O saldo apresentado já é descontado dos custos da gestora, porém não considera abatimentos de impostos. Assim, para conhecer o saldo líquido é necessário consultar a gestora por e-mail ou chat ou então, fazer essa checagem na plataforma de sua corretora parceira Easynvest. Os depósitos são feitos através da transferência de valores pela mesma corretora e efetivado através da plataforma da Magnetis após seu saldo estar disponível na conta da Easynvest.

O gráfico interativo oferece uma ferramenta útil: a comparação com dois benchmarks – rendimentos da poupança e Ibovespa, embora não seja permitido colocar ambos simultaneamente na tela, junto ao rendimento da carteira digital.

Até então, faltava a comparação com o CDI, índice mais desafiador para quem busca um rendimento maior, porém, em fevereiro de 2019, esse recurso foi implementado. Atualmente, temos também a possibilidade de comparação também com o IMA-B. A janela temporal do gráfico ainda permite escolher a visualização tanto do rendimento acumulado quanto o rendimento do ano em vigor.

Monetus

A Monetus possui um acompanhamento semelhante à Magnetis, com rendimentos percentuais e brutos, em reais, da carteira de investimentos. Também os separa nos pilares de renda fixa e variável. Porém possui uma praticidade maior ao mostrar diretamente o saldo líquido de seu investimento, já descontado dos custos e impostos, com apenas um click no link “valores”.

O gráfico oferece comparação com a poupança e CDI, ou seja, expõe o mesmo desafio de rentabilidade que existe na Magnetis, exceto pela comparação com o índice Ibovespa, que não existe nem no gráfico de rentabilidade do pilar de renda variável do portfólio.

A partir de agosto de 2021, não é mais necessária a transferência para uma conta de titularidade diferente. A fintech se integrou ao SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro) e oferece uma conta em seu próprio nome. Os investimentos são feitos no mesmo dia se o TED for realizado pela manhã.

Em setembro de 2019 a Monetus implantou uma excelente novidade na plataforma: disponibilizou mais dois fundos de fundos (multimercado e debêntures incentivadas) e permitiu que os clientes alterassem automaticamente a composição de sua carteira de investimentos. Aloquei 20% do total no fundo de debêntures incentivadas. Assim, a partir dessa data a composição da carteira ficou como abaixo, preservando o pilar de renda variável de 33%.

Carteira de investimentos da Monetus - alocação dos percentuais
Carteira operada pelo robô de investimentos da Monetus

Warren

Na plataforma de acompanhamento, podemos avaliar o rendimento da carteira de investimentos da Warren nos últimos 30 dias ou por todo o período de investimento. Da mesma forma que a Monetus, é possível consultar o saldo bruto e o líquido. Os rendimentos também são entregues separadamente no pilar de renda fixa e renda variável, e nesse, divididos em ações no Brasil e nos EUA.

A nova plataforma 3.0 da Warren, entretanto, engessou a comparação das rentabilidades com os demais indicadores: é possível compará-las apenas com o CDI. Ser melhor do que o CDI, nessa época de juros baixos, não faz, necessariamente, uma carteira de investimentos possuir um bom rendimento. Inaugurou, entretanto, a possibilidade de investir em ativos individuais, trazendo a Warren uma funcionalidade essencial para começar a ser chamada de “corretora de valores”.

A Warren está integrada ao SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro) desde o final de junho/20. Assim, o investidor possui uma conta de sua titularidade onde pode direcionar seus depósitos. Da mesma forma que na Monetus, já fiz 5 depósitos sem quaisquer problemas, cujos investimentos foram efetivados no mesmo dia, caso a TED seja feita pela manhã.

Remessa Online - Link rastreável
Acesse por esse link rastreável: agora é tudo automático na sua tela.

O benchmark principal: o IPCA + 5%

O estabelecimento desse indicador partiu de alguns debates e conversas com algumas pessoas da finansfera, como o Guilherme, do blog Valores Reais. No patamar que se encontra o CDI, não tem sentido usá-lo como um fator de comparação para as carteiras operadas pelos robôs de investimentos e quaisquer fundos do mercado financeiro.

Dependendo da faixa de imposto de renda em que se situa seu portfólio, a taxa de juros reais da economia encontra-se ainda abaixo da inflação e tende a se manter nesse patamar durante todo o ano de 2021. Logo, precisamos de um indicador mais robusto a ser batido.

Escolhi, ao menos por ora, o IPCA com um acréscimo de 5% ao ano de juros. Como comentei anteriormente, se é mais importante poupar ou investir bem, 5% é uma taxa de juros razoável para pensarmos em crescimento de uma carteira de longo prazo.

É uma taxa média, que não exige excesso de expertise de pessoas que vivem o mercado financeiro. Em outras palavras, pode-se tranquilamente exigir tal meta a um gestor de investimentos. A taxa é usada também como referência por gestores de private equity.

Vale a observação de que, nos primeiros dias da atualização das rentabilidades (primeira semana mês), o indicador usado no mês anterior é o IPCA-15, visto que o IPCA sai somente ao final da primeira semana do mês. Na atualização seguinte, corrijo o dado do último mês, de forma que apenas o indicador do último mês terá uma pequena variação. Na rentabilidade acumulada, a diferença é irrisória.

As rentabilidades dos robôs de investimentos

As rentabilidades das carteiras operadas pelos robôs de investimentos são calculadas através de planilhas eletrônicas usando a metodologia da taxa interna de retorno (TIR), e não pelo seu retorno nominal. Essa é a melhor forma de cálculo, uma vez que que o volume de cada aporte interfere no retorno final do patrimônio.

Imagine, por exemplo, que você investiu R$ 100,00 em um fundo e no primeiro ano ele dobrou de valor. Você ganhou, nessa operação, 100% brutos, e agora possui R$ 200,00 no fundo, correto?

Em seguida, você investe, alegremente, R$ 1000,00 no mesmo fundo, e, no segundo ano, sua rentabilidade foi 0%. Ao final dos dois anos, o retorno nominal do fundo, continua em 100%, concorda? Porém, sua rentabilidade é muito menor, já que você possui R$ 1.200,00 no fundo, tendo investido R$ 1100,00 nos dois últimos anos.

Assim, para fazer frente a essa realidade, o melhor método de cálculo é a TIR, que mostra também a resiliência das rentabilidades das carteiras de investimento, uma vez que mostra o retorno aos cotistas da estratégia ao longo do tempo, após vários aportes.

As carteiras de investimentos digitais ao final de 2018

O acompanhamento das carteiras digitais com os robôs de investimentos começou em agosto de 2018. Até o mês de dezembro do mesmo ano, tivemos uma valorização de quase 11% no Ibovespa e uma queda de quase 12% do S&P 500. Isso beneficiou as carteiras com renda variável mais alocadas em ações brasileiras.

Os rendimentos da Warren, mais exposta ao cenário internacional, sofreram fortemente, deixando-a na lanterna ao final do ano. A Monetus largou na frente nesses cinco meses, poucos metros na frente da Vérios, que deixou de participar da comparação em setembro de 2020.

Na época, a Vérios surfou na onda da queda das taxas de juros futuros, o que fez com que papéis em renda fixa de longo prazo valorizassem muito. Como exemplo, os juros futuros com vencimento em 2025 tiveram queda de mais de 20%, com a perspectiva de melhoria na economia do país em meio à animação do mercado com as eleições presidenciais.

Apenas os rendimentos de duas gestoras conseguiram ficar acima do CDI nesse período: Monetus e Vérios, enquanto Magnetis e Warren ficaram devendo. No final do texto há um gráfico e tabelas interativas para acompanhar a rentabilidade de cada carteira de investimento e dos índices para comparação.

As carteiras de investimentos digitais em 2019

O ano de 2019 foi um ano em que praticamente todos os indicadores subiram. Veja na tabela abaixo alguns deles.

IndicadorRentabilidade 2019
CDI5,67%
Ibovespa31,60%
S&P50029,97%
IMA Geral8,59%

Assim, com essa “ajudinha” do mercado financeiro, os robôs de investimentos das gestoras digitais não tiveram muito trabalho para manter a rentabilidade das carteiras no positivo. Todas, inclusive, bateram o benchmark IPCA + 5%, que fechou o ano em 9,76%.

A esticada do mercado de renda variável beneficiou mais as gestoras que operam com esses ativos, como a Monetus, Warren e Magnetis. A Vérios, limitando o acesso à renda variável somente aos investidores com mais de R$ 25mil investidos em sua plataforma, ficou na lanterna.

No ano de 2019, a melhor rentabilidade das carteiras operadas com os robôs digitais, comparadas ao benchmark IPCA + 5% estão na tabela abaixo:

ColocaçãoGestora digitalRentabilidade
Monetus17,17%
Warren13,99%
Magnetis11,46%
Vérios9,99%
BenchmarkIPCA + 5%9,76%

Enfim, em 2019, as carteiras digitais operadas pelos robôs de investimentos tiveram o desafio de superar um novo indicador: o IPCA+5%. A régua cresceu, e os gestores devem começar a aceitar que, com o CDI que caía mês a mês, precisavam medir seu sucesso através de metas mais arrojadas.

A campeã inconteste do ano foi a Monetus, com 17,17%. A Warren, que vinha há alguns meses frequentando a lanterna dos rendimentos, se recuperou bem e fechou 2019 na segunda colocação, com uma rentabilidade de 13,99%, seguida da Magnetis com 11,46%. O trio se beneficiou da alta da renda variável no período.

Apesar de todas as carteiras digitais operadas pelos robôs de investimentos superarem o benchmark de 9,76%, a Vérios passou raspando: fechou o ano com rentabilidade de 9,99%.

Com os juros mais comportados, o desafio seria grande para a Vérios, uma vez que ela perderia a rentabilidade provinda da queda dos juros longos, que valorizou parte da carteira exposta aos títulos pré-fixados ou vinculados à inflação. Talvez seu robô de investimentos deveria repensar o percentual de 50% alocados na Selic, que tende a remunerar cada vez menos o investidor e fazer uma gestão mais ativa dos títulos públicos.

As carteiras de investimentos digitais em 2020

A partir de outubro de 2020 a rentabilidade da Vérios parou de ser contabilizada, uma vez que ela saiu da comparação. Manterei apenas o histórico de 2019 e a informação de que, até setembro, ela liderava o ranking de rentabilidade, menos por méritos próprios (pois seus números ainda estavam bem abaixo do IMA-Geral (1,44% contra 2,44%) e mais pela má performance no período da renda variável, presente apenas nas demais gestoras digitais.

O ano de 2020 terminou com uma boa surpresa com a virada do Ibovespa para o campo positivo, após a crise de março, fechando o período com uma rentabilidade de 2,92%. A renda variável norte-americana, representada pelo índice S&P500, por sua vez, estabeleceu o bom número de 16,26%.

Na renda fixa, o IMA Geral fechou o ano com 5,37% de ganhos, fechando os principais indicadores que balizam a performance de nossas carteiras dos robôs de investimentos.

Assim, é de se esperar que todos terminassem o ano no positivo, embora que nem todos superaram nosso benchmark escolhido: o IPCA + 5%. A performance da carteira da Magnetis deixou muito a desejar marcando apenas 0,95%. Provavelmente as escolhas dos ativos foram infelizes, pois todos os principais indicadores superaram esse número com folga.

A Warren, que vinha liderando até novembro o ranking de 2020, terminou o ano na segunda colocação, ultrapassada no final do ano pela excelente performance da Monetus em novembro e dezembro. Sua rentabilidade fechou em 5,25%, enquanto a Monetus cravou 6,08%.

Entretanto, nenhuma delas superou o bechmark, que finalizou o ano com 10,12%, refletindo a alta da inflação nos últimos meses. Veja abaixo os resultados de 2020.

ColocaçãoGestora digitalRentabilidade
Monetus+6,08%
Warren+5,25%
Magnetis+0,95%
BenchmarkIPCA + 5%+10,12%
BenchmarkCDI+2,92%

As carteiras de investimentos digitais em 2021

O ano de 2021 ficará para a história como um que proporcionou uma das piores rentabilidades para o investidor que opera somente no Brasil.

De fato, a renda variável nacional decepcionou. O Ibovespa fechou o ano com uma rentabilidade de -11,93%. Mesmo os fundos imobiliários estavam para ter um dos piores anos de sua história, mas, com o fechando positivo em dezembro de quase 9%, perdeu em 2021 “apenas” 2,29%.

A renda fixa também não ajudou. O investidor que sempre gostou dos títulos públicos longos vinculados à inflação, perdeu mais de 25% com o IPCA 2045 e quase 11% com o IPCA 2035. Mesmo o IMA-Geral, indicador da Ambima que engloba uma cesta de ativos pós e pré-fixados de vários vencimentos valorizou no ano apenas 0,93%.

A carteira diversificada com ativos no exterior ou vinculados ao dólar, entretanto, teve motivos de alento. A moeda em si valorizou 7,46% perante o real. Ativos em renda variável, como o S&P500 valorizaram incríveis 27,15% em 2021. O ouro em dólar caiu um pouco, mas, sem o hedge cambial, subiu quase 5%. A criptomoeda mais famosa, o bitcoin, apesar da enorme volatilidade, subiu mais de 70% no ano.

Assim, o sucesso das carteiras dos robôs de investimentos dependeu muito do quanto o gestor estava carregado em ativos no exterior. Somente com essa parcela foi possível superar nosso benchmark de IPCA+5%, que alcançou 15,62% no ano de valorização. Mesmo o IPCA isolado, de mais de 10%, foi uma barreira intransponível para quem carrega a maior porção de ativos no Brasil. Como referência, o CDI subiu 4,38% no ano.

A Monetus acumulou a pior performance de 2021, com -1,96%. A Magnetis foi a grande vencedora do ano, com 7,49% e a Warren marcou 5,74%.

Ambas performaram abaixo do bechmark, que, em 2021, foi inalcançável por qualquer carteira mais focada no mercado brasileiro, mas performaram acima do CDI. A Monetus, entretanto, foi a grande decepção após boas performances anteriores.

Vamos à tabela de rentabilidades de 2021:

ColocaçãoGestora digitalRentabilidade
Magnetis+7,49%
Warren+5,74%
Monetus-1,96%
BenchmarkIPCA + 5%+15,62%
BenchmarkCDI+4,39%

As carteiras de investimentos digitais em 2022

Pois é, se o ano de 2021 já se tornou um dos piores anos para uma carteira diversificada e bem alocada, o ano de 2022 não está deixando por menos. Desde que me tornei FIRE, são os piores dois anos e meio que presencio. Nesse final de primeiro semestre de 2022, quase todos os índices apresentam variações negativas expressivas, principalmente se compararmos em termos reais frente à inflação.

O Ibovespa acumula uma desvalorização de 6,00% no ano. A renda fixa pós-fixada, que acompanha o CDI, subiu 5,42%. Os fundos imobiliários (IFIX), com a nova desvalorização de junho, voltaram para o campo negativo, com -0,32%. O IMA-Geral valoriza pouco mais de 4,5% no ano, alta mais influenciada pelos pós-fixados e encobrindo uma baixa grande nos títulos de longo prazo de inflação. De qualquer forma, todos muito abaixo da inflação de 8,05%.

Os ativos dolarizados também decepcionam, empurrados pela queda do dólar no ano de 6,77%. O ouro dolarizado, cai 6,48%. O S&P500, incríveis -20,74%. O SPXI11 e WRLD11, ETFs importantes para as carteiras de ETFs do blog, caem mais de 27% no ano. O HASH11, ETF baseado em uma cesta de criptomoedas, desaba quase 70%. Ou seja, não sobra praticamente nada em ativos dolarizados para contar uma boa história.

Como rentabilizar bem uma carteira de investimentos com esses índices sem bola de cristal???

A Warren é a carteira mais voltada para ativos variáveis externos, a Monetus, internos e a Magnetis possui uma parcela em criptomoedas. Assim, no contexto de renda variável favorável, a tendência é que a Monetus e a Warren saiam-se melhor, pois parte da proporção de renda variável na Magnetis está concentrada em multimercados (carteira fechada), que podem transitar em percentuais um pouco diferente para esses ativos. A não ser que escolham mal suas ações…

Em junho, continuamos a ver essa ideia ser confirmada pela Monetus, pois foi a carteira que mais caiu, mesmo com a bolsa em alta (-3,14%), levando-a à lanterninha de 2022, com uma rentabilidade de -6,32%, abaixo do Ibovespa e mesmo possuindo maior parcela em renda fixa. Um desastre na renda variável… A Warren performou -2,81% no mês e a Magnetis, -1,76%, que “ampliou” sua liderança anual. Até junho, a Magnetis performa 0,49% contra -1,45% da Warren.

Após os seis primeiros meses do ano, nosso ranking encontra-se dessa forma:

ColocaçãoGestora digitalRentabilidade
Magnetis0,49%
Warren-1,45%
Monetus-6,32%
BenchmarkIPCA + 5%8,05%
BenchmarkCDI5,42%

Rentabilidade acumulada dos robôs de investimentos

A comparação entre as carteiras é apresentada no gráfico abaixo com base inicial 100 ao lado de dois benchmarkings para confrontação: o CDI e o IPCA + 5%. Nos valores já estão computadas as taxas de administração cobradas pelas gestoras digitais.

Teste comparativo: rendimentos dos robôs de investimentos 1

Apesar de priorizar o bechmark IPCA + 5% nos meus planejamentos, mantenho a comparação com o CDI, uma vez que ele ainda é importante no sentido de que títulos privados, como CDBs e LCIs são ofertados com esse indicador e podem servir de base de comparação com outros fundos de investimentos do mercado financeiro.

Enfim, como renderam as carteiras digitais operadas por robôs de investimentos?

Nos últimos 47 meses, o índice Ibovespa acumula uma valorização de 24,39% e o S&P500, de 34,41%. O CDI rentabiliza 22,32%, enquanto o IPCA + 5%, variou 55,81%, com o avanço da inflação nos últimos meses.

A Warren ultrapassou há algum tempo a Monetus na rentabilidade acumulada, fechando o período com 23,75%, performando 42,55% do IPCA+5% e 106,41% do CDI. A Magnetis assumiu esse mês a segunda posição, com uma rentabilidade acumulada de 22,47%. A Monetus (19,38%) caiu para a última colocação e é a gestora que apresenta a maior volatilidade, concentrando sua carteira de renda variável em stock picking, sem uso de ETFs.

Apenas a Warren e a Magnetis performam acima do CDI, mas abaixo do benchmark principal. Segue o gráfico atualizado com investimento inicial com base 100 e as tabelas interativas em seguida, onde é possível checar a rentabilidade mensal de cada gestora (ou índice), seja por comparação entre elas, como pelo histórico mensal.

Gráfico do rendimento das carteiras digitais frente aos benchmarks

Rendimentos das carteiras digitais x benchmarks
Rendimentos das carteiras digitais x benchmarks – Acumulado

Tabelas interativas do desempenho das carteiras digitais e seus robôs de investimentos

Dúvidas, opiniões, objeções? Deixe-as nos comentários abaixo que terei o maior prazer em respondê-las.

Explore mais o blog pelo menu no topo superior! E para me conhecer mais, você ainda pode…
assistir uma entrevista de vídeo no YouTube
ler sobre um resumo de minha história
ouvir uma entrevista em podcast ou no YouTube
participar de um papo de boteco
curtir uma live descontraída no Instagram
… ou adquirir um livro que reúne tudo que aprendi nos 20 anos da jornada à independência financeira.

E, se gostou do texto e do blog, por que não ajudar a divulgá-lo em suas redes sociais através dos botões de compartilhamento?

Artigos mais recentes:

5 22 votes
O texto foi bom para você?
Assine para receber as respostas em seu e-mail!
Notifique-me a
guest
90 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Anônimo
Anônimo
54 minutos atrás

É, 2022 tá fácil pra ninguém não! Espero que os cenários internacional e principalmente o nacional melhorem em breve.

Bilionário do Zero
2 meses atrás

IPCA+5 dando show!

90
0
Por que não deixar seu comentário?x