Teste comparativo: rendimentos dos robôs de investimentos – 2020


Quais os melhores robôs de investimentos?
Acompanhe a rentabilidade das gestoras digitais que operam com essa modalidade nos últimos 22 meses, até maio de 2020.
E avalie se vale a pena incluí-los no portfólio de sua carteira de investimentos!


Em julho de 2018, iniciei um experimento com as fintechs que usam, ao menos parcialmente, robôs de investimentos para gerenciar a alocação dos ativos nas carteiras digitais de seus clientes.

O processo inicial de criação das carteiras, comentários sobre as plataformas e algumas reflexões sobre essa modalidade de investimento, estão no artigo “Teste comparativo de gestores digitais e seus robôs: qual é o melhor?“. Já nesse texto, além do histórico da rentabilidade atualizada de cada portfólio gerido pelos robôs de investimentos, comento sobre a experiência do investidor em seu acompanhamento. Se já conhece o texto e deseja ver a atualização das rentabilidades, guie-se pelo índice abaixo.

Teste comparativo dos rendimentos dos robôs de investimentos. Qual o melhor? Vale a pena?
Qual o melhor robô de investimentos para gerenciar sua carteira?

Alocação dos ativos e acompanhamentos das carteiras de investimentos

O quadro abaixo resume a alocação percentual em renda fixa e renda variável em cada gestora digital no período. Esses percentuais vem se mantendo constantes, uma vez que definimos nossa carteira de investimentos com base no percentual que definimos à renda variável na carteira de investimentos (em torno de 1/3 do total).

Alocação dos ativos de renda fixa e renda variável para cada robô investidor

Nesse período, ocorreram pequenas variações de alocação, inseridas dentro da estratégia de rebalanceamento pelos robôs de investimentos, que envolvem a análise do percentual de variação e custos de movimentações, além de novos aportes:

  • Na Magnetis, o percentual em renda variável mantém-se em torno de 33 a 34%, com a ressalva de que eles possuem um fundo de fundos multimercados (com nomes como Polo, Gávea e Exploritas) com alocações desconhecidas. Esse FoF representa cerca de 14 a 15% do total da carteira de investimento. Outros pilares de sua carteira de renda variável são dois fundos que investem basicamente em ETFs de ações brasileiras (SMAL11 e BRAX11) e norte-americanas (VGT e SP&500), cuja proporção varia em torno de 50/50.

  • Na Monetus a variação da renda variável está entre 32% a 35%, consolidada através de um fundo de ações que investe em ações brasileiras e americanas, cujo percentual varia bastante através de uma gestão bem ativa. A renda fixa é distribuída em dois fundos: um fundo de fundos de renda fixa (com nomes como AF Invest, Butiá e BTG Pactual) e um fundo de fundos de debêntures incentivadas (CA Indosuez e RB Capital) e são mais fortes em crédito privado (veja a composição do FoF de renda fixa aqui).

  • Warren mantém um percentual alocado em renda variável entre 32% e 34%, semelhante à Monetus. Historicamente, o fundo é mais exposto em ações americanas que ações brasileiras: é uma forma alternativa de colocar um pezinho no exterior. Em maio de 2020, a maior exposição do fundo está na Microsoft, embora o percentual alocado seja adequado. O rendimento vinculado às condições da economia norte-americana é o maior entre todos robôs investidores. O fundo de renda fixa investe em títulos do Tesouro Direto e entrega uma rentabilidade próxima a 100% do CDI.

  • Já a Vérios, voltada apenas para renda fixa (veja o porquê no texto inicial da montagem das carteiras), apresenta um equilíbrio entre os títulos do Tesouro Direto pós (que atribuí na tabela o rótulo de curto prazo) e pré-fixados (que aqui inclui também as mistas NTNBs). Ambas correspondem aproximadamente com 50% do portfólio, sendo que na porção de pré-fixados, sua maior exposição em março de 2020 está em LFT 2025.

As carteiras são rebalanceadas regularmente, seja pelos robôs de investimentos das gestoras digitais ou pelos novos aportes, e esses percentuais de alocação são relativamente constantes.

Antes de mostrar a evolução dos rendimentos mensais, seguem alguns comentários sobre a experiência no acompanhamento do portfólio, que são atualizados conforme as gestoras implementem novidades em suas plataformas.

Magnetis

A plataforma da Magnetis, repaginada em outubro/18, entrega as informações de rendimento da carteira em valores brutos (reais) e em termos percentuais do portfólio desde o início de sua confecção. O retorno é oferecido também de forma segmentada nos três pilares que compõem a carteira: renda fixa, renda variável e multimercados.

O saldo apresentado já é descontado dos custos da gestora, porém não considera abatimentos de impostos. Assim, para conhecer o saldo líquido é necessário consultar a gestora por e-mail ou chat ou então, fazer essa checagem na plataforma de sua corretora parceira Easynvest. Os depósitos são feitos através da transferência de valores pela mesma corretora e efetivado através da plataforma da Magnetis após seu saldo estiver disponível na conta da Easynvest.

O gráfico interativo oferece uma ferramenta útil: a comparação com dois benchmarks – rendimentos da poupança e Ibovespa, embora não seja permitido colocar ambos simultaneamente na tela, junto ao rendimento da carteira digital.

Até então, faltava a comparação com o CDI, índice mais desafiador para quem busca um rendimento maior, porém, em fevereiro de 2019, esse recurso foi implementado. A janela temporal do gráfico ainda permite escolher a visualização tanto do rendimento acumulado quanto o rendimento do ano em vigor.

Monetus

A Monetus possui um acompanhamento semelhante à Magnetis, com rendimentos percentuais e brutos, em reais, da carteira de investimentos. Também separa-os nos pilares de renda fixa e variável. Porém possui uma praticidade maior ao mostrar diretamente o saldo líquido de seu investimento, já descontado dos custos e impostos, com apenas um click no link “valores”.

O gráfico oferece comparação com a poupança e CDI, ou seja, expõe o mesmo desafio de rentabilidade que existe na Magnetis, exceto pela comparação com o índice Ibovespa, que não existe nem no gráfico de rentabilidade do pilar de renda variável do portfólio.

Na Monetus é necessário a transferência para uma corretora de valores própria (Amaryl Franklin) em uma conta que não está sob sua titularidade. Entretanto, já fiz 5 depósitos até então e nunca tive problemas. Os investimentos são feitos no mesmo dia se o TED for realizado pela manhã.

Em Setembro de 2019 a Monetus implantou uma excelente novidade na plataforma: disponibilizou mais dois fundos de fundos (multimercado e debêntures incentivadas) e permitiu que os clientes alterassem automaticamente a composição de sua carteira de investimentos. Aloquei 20% do total no fundo de debêntures incentivadas. Assim, a partir dessa data a composição da carteira ficou como abaixo, preservando o pilar de renda variável de 33%.

Carteira de investimentos da Monetus - alocação dos percentuais
Carteira operada pelo robô de investimentos da Monetus

Warren

Na plataforma de acompanhamento, podemos avaliar o rendimento da carteira de investimentos da Warren, no mês em vigor, nos últimos 30 dias ou por todo o período de investimento. Da mesma forma que a Monetus, é possível consultar o saldo bruto e o líquido. Os rendimentos também são entregues separadamente no pilar de renda fixa e renda variável, e nesse, divididos em ações no Brasil e nos EUA.

Assim como a Magnetis, existe a possibilidade de adicionar índices como IPCA e rendimentos da poupança no gráfico comparativo da Warren, porém, não é possível compará-los com índices mais arrojados, como CDI e IBOV. Ser melhor do que a poupança e inflação não faz, necessariamente, uma carteira de investimentos possuir um bom rendimento.

Os depósitos na carteira de investimento digital são realizados da mesma forma que na Monetus: através de um depósito em uma conta da corretora de valores Pilla, sob outra titularidade. Da mesma forma que na Monetus, já fiz 5 depósitos sem quaisquer problemas, cujos investimentos foram efetivados no mesmo dia, caso a TED seja feita pela manhã.

Vérios

Como comentei no artigo anterior (com um bom debate adicional nos comentários abaixo), a Vérios é a única gestora digital que não permitiu o investimento em renda variável para carteiras com valores abaixo de R$ 50mil no momento que iniciei o investimento.

Em agosto de 2019, eles diminuíram essa necessidade para um valor mínimo de 25mil: a partir desse patamar agora é possível investir em renda variável. Nessa comparação ela continuará com a mesma alocação, seja para mantermos a mesma base inicial ou para inferir conclusões sobre um portfólio baseado apenas na renda fixa e outro com renda variável.

O acompanhamento dos títulos comprados no Tesouro Direto é, por outro lado, muito bem vindo e transparente. Além da fácil checagem de rentabilidade através de sua plataforma, é possível a conferência de seus títulos públicos através do próprio site do Tesouro Direto, o que lhe dá uma segurança adicional de portabilidade.

Uso inclusive o saldo do TD para preencher a tabela de rentabilidade, uma vez que o saldo líquido apresentado pela Vérios também não considera o desconto do imposto de renda. No site do Tesouro Direto, podemos obter esse dado diretamente.

Como as demais, entretanto, faltou uma comparação do rendimento de sua carteira com um benchmark adequado. Para uma carteira com 100% em renda fixa, plotar o gráfico da variação do CDI ou da remuneração da poupança poderia ajudar a visualizar melhor o desempenho da carteira. O único benchmark que existe nos gráficos é a taxa de inflação, que, como já comentamos, está muito longe de uma meta a ser superada.

Os investimentos são feitos através de uma conta sob sua titularidade na corretora de valores Rico, semelhante à Magnetis. Diferentemente dessa última, entretanto, que dá ao usuário a responsabilidade de entrar na sua plataforma e efetivar o investimento mediante o saldo disponível, na Vérios o investimento é feito automaticamente, assim que seu depósito for reconhecido na corretora Rico.

Um novo benchmark: o IPCA + 5%

A inclusão desse indicador partiu de alguns debates e conversas com algumas pessoas da finansfera, como o Guilherme, do blog Valores Reais. No patamar que está o CDI, não tem mais sentido usá-lo como um fator de comparação. Ao menos como uma régua para avaliar os fundos de investimentos.

Dependendo da faixa de imposto de renda em que se situa seu portfólio, a taxa de juros reais da economia já se encontra equivalente à inflação, e tende a cair mais com a previsão de mais cortes da Selic no futuro. Logo, precisamos de um indicador mais robusto a ser batido.

Escolhi, ao menos por ora, o IPCA com um acréscimo de 5% ao ano de juros. Como comentei anteriormente, se é mais importante poupar ou investir bem, 5% é uma taxa de juros razoável para pensarmos em crescimento de uma carteira de longo prazo. É uma taxa média, que não exige muita expertise de pessoas que vivem o mercado financeiro. Em outras palavras, pode-se tranquilamente exigir tal meta a um gestor de investimentos.

Vale a observação de que, nos primeiros dias da atualização das rentabilidades (primeira semana mês), o indicador usado no mês anterior é o IPCA-15, visto que o IPCA sai somente ao final da primeira semana do mês. Na próxima atualização, corrijo o dado do último mês, de forma que apenas o indicador do último mês terá uma pequena variação. Acumulativamente, entretanto, a diferença é irrisória.

Comentários das rentabilidades dos robôs de investimentos em cada período

Critério: uso da TIR (taxa interna de retorno) e não da cota do fundo

As rentabilidades das carteiras operadas pelos robôs de investimentos são calculadas através de planilhas do Excel usando a metodologia da taxa interna de retorno (TIR), e não pelo seu retorno nominal. Essa é a melhor forma de cálculo, uma vez que que os aportes interferem no retorno pois geram aumento do patrimônio.

Imagine, por exemplo, uma situação em que você investiu R$ 100,00 em um fundo e no primeiro ano ele dobrou de valor. Você ganhou, nessa operação, 100% brutos, correto?

Em seguida, você investe, alegremente, R$ 1000,00 no mesmo fundo, e, no segundo ano, sua rentabilidade foi 0%. Ao final dos dois anos, o retorno nominal do fundo, continua em 100%, concorda? Porém, sua rentabilidade é muito menor, já que você possui R$ 1.100,00 no fundo, tendo investido R$ 1000,00 há um ano.

Assim, para fazer frente a essa realidade, o melhor método de cálculo é a TIR, que mostra também a resiliência das rentabilidades das carteiras de investimento, uma vez que mostra o retorno aos cotistas da estratégia ao longo do tempo, após vários aportes.

As carteiras de investimentos digitais nos últimos cinco meses de 2018

O acompanhamento da carteira digital começou em agosto de 2018. Até o mês de dezembro do mesmo ano, tivemos uma valorização de quase 11% no Ibovespa e uma queda de quase 12% do S&P 500. Isso beneficiou as carteiras com renda variável mais alocadas em ações brasileiras.

Os rendimentos da Warren, mais exposta ao cenário internacional, sofreram fortemente, deixando-a na lanterna ao final do ano. A Monetus largou na frente nesses cinco meses, poucos metros na frente da Vérios. Como dito anteriormente, a Vérios não possui alocação em renda variável. Então, o que a beneficiou?

Ela surfou na onda da queda das taxas de juros futuros, o que fez com que papéis em renda fixa de longo prazo valorizassem muito. Como exemplo, os juros futuros com vencimento em 2025 tiveram queda de mais de 20%, com a perspectiva de melhoria na economia do país em meio à animação do mercado com as eleições presidenciais.

Apenas os rendimentos de duas gestoras conseguiram ficar acima do CDI nesse período: Monetus e Vérios, enquanto Magnetis e Warren ficaram devendo. No final do texto há um gráfico e tabelas interativas para acompanhar a rentabilidade de cada carteira de investimento e dos índices para comparação.

As carteiras de investimentos digitais no ano de 2019

O ano de 2019 foi um ano em que praticamente todos os indicadores subiram. Veja na tabela abaixo alguns deles.

IndicadorRentabilidade 2019
CDI5,67%
Ibovespa31,60%
S&P50029,97%
IMA Geral8,59%

Assim, com essa “ajudinha” do mercado financeiro, as gestoras digitais não tiveram muito trabalho para manter a rentabilidade das carteiras no positivo. Todas, inclusive, bateram o benchmark IPCA + 5%, que fechou o ano em 9,76%.

A esticada do mercado de renda variável beneficiou mais as gestoras que operam com esses ativos, como a Monetus, Warren e Magnetis. A Vérios, limitando o acesso à renda variável somente aos investidores com mais de R$ 25mil investidos em sua plataforma, ficou na lanterna.

No ano de 2019, a melhor rentabilidade das carteiras operadas com os robôs digitais, comparadas ao benchmark IPCA + 5% estão na tabela abaixo:

ColocaçãoGestora digitalRentabilidade
Monetus17,17%
Warren13,99%
Magnetis11,46%
Vérios9,99%
BenchmarkIPCA + 5%9,76%

Enfim, em 2019, as carteiras digitais operadas pelos robôs de investimentos tiveram o desafio de superar um novo indicador: o IPCA+5%. A régua cresceu, e os gestores devem começar a aceitar que, com o CDI cada vez mais baixo, precisam medir seu sucesso através de metas mais arrojadas.

A campeã inconteste do ano foi a Monetus, com 17,17%. A Warren, que vinha há alguns meses atrás frequentando a lanterna dos rendimentos, se recuperou bem e fechou 2019 na segunda colocação, com uma rentabilidade de 13,99%, seguida da Magnetis com 11,46%. O trio se beneficiou da alta da renda variável no período.

Apesar de todas as carteiras digitais operadas pelos robôs de investimentos superarem o benchmark de 9,76%, a Vérios passou raspando: fechou o ano com rentabilidade de 9,99%.

Com os juros mais comportados, o desafio será grande para a Vérios, uma vez que ela perderá a rentabilidade provinda da queda dos juros longos, que valorizou parte da carteira exposta aos títulos pré-fixados ou vinculados à inflação. Talvez seu robô de investimentos deva repensar o percentual de 50% alocados na Selic, que tende a remunerar cada vez menos o investidor e fazer uma gestão mais ativa dos títulos públicos.

As carteiras de investimentos digitais no ano de 2020

Nesses primeiros cinco meses de 2020, o cenário para a renda variável ainda está muito ruim após o mês de março. Quase todos os ativos, exceto câmbio, estão performando muito mal no ano. No período, o índice Ibovespa caiu 24,42% e o S&P 500, 5,77%. O IMA-Geral voltou a ficar no positivo apenas em maio (1,02%), chegando mais perto do CDI, com que cravou 1,46%.

É natural que as carteiras com renda variável sofressem mais nesses meses. A Monetus, que vinha até o ano passado apresentando a melhor rentabilidade, foi a que mais caiu em 2020: 6,38%, com a Magnetis logo atrás (5,45%). A Warren, que até o ano passado vinha trocando com a Magnetis o último lugar na classificação geral, rentabiliza melhor em 2020, em função de sua boa exposição às ações americanas. Caiu nesses 5 primeiros meses de 2020, 1,98%.

Sem renda variável na carteira, a Vérios foi a única que aponta um rendimento positivo (1,03%), mas ainda abaixo do pífio CDI e bem abaixo do benchmark (1,92%). Ela variou bastante com o sobe e desce dos juros longos e conseguiu chegar no equilíbrio nesse quinto mês do ano. Veremos se os rebalanceamentos feitos por eles serão efetivos para nos prepararmos melhor para o futuro, com juros realmente baixos e poucas variações a longo prazo. Essa é a ideia principal do investimento nas carteiras digitais.

Não é preciso dizer que a comparação das rentabilidades das carteiras com nosso benchmark IPCA+5% e mesmo ao CDI sofre muito em 2020, inclusive no acumulado de 22 meses. Veja abaixo os resultados dos primeiros cinco meses e, na seção seguinte, os números acumulados.

ColocaçãoGestora digitalRentabilidade
Vérios+1,03%
Warren-1,98%
Magnetis-5,45%
Monetus-6,38%
BenchmarkIPCA + 5%+1,92%

Rentabilidade acumulada das carteiras e seus robôs de investimentos

A comparação entre as carteiras é apresentada no gráfico abaixo com base inicial 100. Além disso, são considerados dois benchmarkings para confrontação: o CDI e o IPCA + 5%. Os valores são líquidos, ou seja, já estão computados as taxas de administração cobradas e os impostos devidos.

Na proposta inicial da comparação, o bechmarking de comparação escolhido foi o CDI. Porém, com a queda atual das taxas de juros, entendo que ele está obsoleto. Vou manter ambos, pois o CDI ainda é importante no sentido de que títulos privados, como CDBs e LCIs são ofertados com esse indicador e podem servir de base de comparação com os fundos dos robôs de investimentos.

Enfim, como renderam as carteiras digitais operadas por robôs de investimentos?

Nesses 22 meses, o índice Bovespa acumula uma valorização de 10,33% e o S&P500, de 8,10%. O CDI rentabiliza 9,96%, enquanto o novo bechmark, o IPCA + 5%, variou 15,50%.

Bem, e como se saíram as gestoras digitais no acumulado? A Vérios passou a liderar após o desastre na renda variável de 2020, com uma rentabilidade acumulada de 16,06%, performando 107% do IPCA+5% e 161% do CDI.

A Monetus, mesmo com a pior performance de 2020, mantém-se na segunda colocação, principalmente pela sua perfomance no segundo semestre de 2018, e mostra um um rendimento acumulado de 14,72%, um valor de 95% do IPCA + 5% e 148% do CDI.

Como comentei anteriormente, a Monetus possui uma gestão mais ousada, concentrando sua carteira de renda variável em poucas empresas e colhendo os frutos dessas escolha. No final de maio, mais de 55% de seu portfólio estava alocado em 4 ações (Inter, Natura, Eztec e Hapvida).

A Warren assumiu a terceira colocação no ranking geral com alguma folga já algum tempo, deixando a Magnetis para trás. A primeira acumula uma rentabilidade de 10,59%, e a segunda, com 6,19%. Se a Warre, ultrapassa o CDI nesse momento, a Magnetis mantém-se como a única carteira operada por robôs de investimento que se mantém abaixo do indicador.

Segue o gráfico atualizado com investimento inicial com base 100 e as tabelas interativas em seguida, onde é possível checar a rentabilidade mensal de cada gestora (ou índice), seja por comparação entre elas, como pelo histórico mensal.

Gráfico do rendimento das carteiras digitais frente aos benchmarks

Rendimentos das carteiras digitais frente aos benchmarks
Rendimentos das carteiras digitais x benchmarks – Acumulado

Tabelas interativas do desempenho das carteiras digitais e seus robôs de investimentos

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Aposente Cedo
23 dias atrás

No fim, até o momento, um Tesouro Direto IPCA+ ia ter batido todo mundo! Rs
A importância de diversificar…
Obrigado pelo seu tempo de estudo, aplicação e compartilhamento conosco. Por favor continue a série, pois está muito interessante.

Abraço

O Engenheiro Investidor
25 dias atrás

Tive uma pequena experiência com robôs e não foi muito prazerosa. Aquela sensação de estar 100% automatizado parece não existir.

Anônimo
Anônimo
1 mês atrás

Quem quiser ver a rentabilidade da Vérios com renda variável, para uma comparação mais justa, pode ver no blog deles: https://verios.com.br/blog/rentabilidade-da-verios-no-primeiro-trimestre-de-2020/

Bilionário do Zero
1 mês atrás

Março foi terrível para ações brasileiras.

Estou pensando que provavelmente a renda fixa vai se sair vencedora em um horizonte de 2 a 3 anos.

Vejo muita gente, inclusive eu, empolgado com os novos preços das ações, comprando mais… mas pode ser que o mais interessante seja um título IPCA+ ou até prefixados, 8% ao ano? O que você acha?

Donizete
Donizete
2 meses atrás

Começo de ano muito complicado, e infelizmente os “robos” estão patinando feio…. a Monetus na qual estou, esta deixando muito a desejar, apesar de mudar um pouco seu portfólio deste quando entrei ainda esta muito engessada, muito muito na expectativa de longo prazo… e de Robo não tem nada pq entrei com uma ideia de investimento que as ações da carteira mudariam constantemente em variações do mercado mais não é isto que estou vendo… para mim não é o que pensei que fosse que realmente algorítimos (rodos) trabalhassem para mudar a composição da carteira com a variações do mercado… Mais… Read more »

Stifler Pobre
3 meses atrás

Seria interessante colocar as taxas que cada uma cobra, mesmo que no texto está claro que os percentuais sejam liquidos (descontados taxas + impostos).

Donizete
Donizete
5 meses atrás

Olá André, Eu ainda continuo na Monetus e ate estou gostando pode se disser assim, apesar das muitas reclamações que fiz em insistirem em banco inter cvc com a desculpa de longo prazo rsrsr a cvc e a MDIA3 por exemplo -28% e -18% respectivamente em 1 ano … Mais está realmente mudando um pouco rebalanceando sua carteira, como foi bem colocado por você… Acho que deveria deixar de se apegar em uns papeis, que não saem por nada da carteira, mais em time que esta ganhando não se mexe (se isso pudesse ser aplicado no mundo de ações) O… Read more »

Bilionário do Zero
5 meses atrás

Olá, muito legal essa comparação entre as plataformas de investimento automatizadas, quero ver o resultado quando o mercado estiver em baixa. Eu já pensei em utilizar o Warren um tempo atrás, porque conheço um dos sócios, mas como estou recomeçando do zero, e já tive uma boa experiência no mercado, preferi fazer minha própria gestão, até pra relembrar muitas coisas que eu já estava esquecendo. Mas a ideia de terceirizar a gestão de uma parte da carteira acho que faz sentido, principalmente pra poder viajar e ficar alguns meses sem nem olhar pras contas, isso seria muito bom. Abraço

Leo
Leo
6 meses atrás

Olá, André! Muito bom o novo layout! Bem mais limpo e fácil de navegar. Parabéns!!

Passados esses mais de 15 meses avaliando as plataformas, vc acredita que elas já estejam suficientemente maduras para alocar uma parte relevante do patrimônio?

Tenho considerado recomendar para pessoas que me pedem ajuda, mas possuem pouca afinidade com investimentos.

A Monetus além de ter dado um ótimo resultado até agora, me parece já estar bem sofisticada de acordo com o seu relato.

Obrigado!

Joelson Reis
Joelson Reis
6 meses atrás

De fato fiz uma boa em trocar de Warren por Monetus.

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