Livros eletrônicos x livros físicos x tablets: vantagens, desvantagens e experiências

Você pensa em comprar um Kindle? Ou um tablet? Como uso ambos em conjunto já há mais de 3 anos, compartilho minha opinião em relação às vantagens e desvantagens de cada um.


 

Já faz algum tempo que estou para escrever sobre minha experiência de leitura com o Kindle e todas as consequências que vieram com ela.

Na verdade, acreditava que falar sobre essa mudança de comportamento (sair do papel e entrar no mundo dos livros eletrônicos) seria algo banal, uma vez que, com as vantagens da nova tecnologia, as pessoas migrariam naturalmente para ela, tornando meu texto rapidamente obsoleto.

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Mas as estatísticas mostram que o consumo de livros físicos, embora em declínio no país, ainda é muito maior do que os livros eletrônicos, o que mostra o tamanho da resistência das pessoas a aderir a novos hábitos. Ou seja, acredito que um relato prático e honesto poderá ajudar muita gente que ainda torce o nariz para a funcionalidade desses dispositivos.

Recentemente a Amazon lançou a nova geração do Kindle Paperwhite, e logo em seguida, a nova geração do Kindle básico, agora com iluminação. Vou usar esses últimos lançamentos para fazer minhas observações, embora eu tenha o Paperwhite há mais de 3 anos e faz parte da geração anterior.

Vou procurar explicar em linhas gerais as vantagens e as (poucas) desvantagens dos livros eletrônicos em relação aos livros físicos e tablets, sobre as diferenças dos modelos, acessórios, usabilidade e alguns usos avançados que muitas vezes não estão nos textos básicos da internet.

 

E-readers: o que são os livros eletrônicos?

 

Um e-reader, ou leitor de livros digitais, é um dispositivo que permite a leitura através de uma tela de tinta eletrônica (e-ink) que é a melhor tecnologia de leitura hoje existente. Sendo muito semelhante ao papel, ela permite que você possua uma experiência de leitura muito parecida com o livro físico, uma vez que não necessita de iluminação artificial em ambientes iluminados.

Já há algum tempo existem e-readers que possuem iluminação interna para permitir a leitura em ambientes escuros, com leds dispostos em posições estratégicas na tela. Mesmo com eles, a experiência continua sendo excelente, tornando possível a ideia que eu tinha desde pequeno de ter livros fluorescentes para poder ler no escuro do quarto antes de dormir…

Sua alta capacidade de armazenamento é um destaque: independentemente da memória interna, eles possuem espaço para conter centenas ou milhares de livros em um dispositivo que pesa menos de 200 gramas. Ou seja, uma praticidade e tanto para suas viagens e no dia a dia ao trabalho.

Uma vez que são apenas leitores de livros, o consumo de bateria é baixo e, dependendo de sua frequência de leitura, uma carga completa pode durar de uma semana a um mês tranquilamente. Mais um ponto para ser um grande companheiro nas suas férias.

Muitas vezes eles são confundidos com os tablets, mas são dispositivos com propostas totalmente diferentes. Farei a distinção entre eles na sequência do texto. Antes, porém, vamos compará-los com os livros físicos.

 

E-reader x livros físicos: vantagens e desvantagens

 

É possível que você já deve ter lido ou ouvido algum comentário como: “não tem nada igual ao prazer de tocar o livro, folhear as páginas e sentir o cheiro do papel… eu nunca trocaria isso por um dispositivo eletrônico…”

Compreendo essa percepção: afinal, eu pensava assim também. Mas a partir de um certo momento, comecei a perceber que esse sentimento estava mais relacionado ao apego à materialidade, e não a um lazer, a um crescimento pessoal e cultural ou a um aprendizado técnico, que são, enfim, as consequências da leitura de um livro. O papel em si, não tem valor, mas sim o seu conteúdo.

Os leitores eletrônicos oferecem exatamente isso: conteúdo com uma infinidade de vantagens ao livro físico, como:

  • mobilidade: você pode carregar centenas e milhares de livros em um dispositivo que pesa menos de 200 gramas;
  • custo: os livros eletrônicos são, na imensa maioria das vezes, mais baratos que os livros físicos, o que faz com que o custo do dispositivo se pague rapidamente;
  • agilidade: na compra on-line, você recebe o livro na hora no leitor eletrônico, anulando o período de espera do frete;
  • facilidade para escolhas: você pode (na Amazon) baixar amostras de qualquer livro e ver se realmente ele satisfaz sua expectativa e posteriormente, comprá-lo;
  • facilidade de aprendizado: um simples toque em uma palavra no e-reader abre a possibilidade de ver seu significado em dicionários, suas traduções e verbetes na Wikipedia;
  • facilidade de anotações e marcação de notas: eles permitem que você grife trechos importantes, faça anotações e mantenha todo esse arquivo na nuvem, facilitando recuperar suas ideias posteriormente, sem precisar ler novamente o livro;
  • facilidade em leitura: o tamanho das letras, o espaçamento dos parágrafos, as margens, além do tipo e a espessura das letras podem ser customizados. Ou seja, você lê como quiser, sem estar imposto a um padrão gráfico de uma editora.
Há algumas desvantagens, entretanto, que se baseiam nas limitações da tela e-ink (mais detalhes na próxima seção): ela não tem um bom suporte para figuras e gráficos. Nesse caso, os livros físicos que fazem um bom uso desses elementos, como livros técnicos e artísticos, ainda possuem uma melhor experiência de leitura.  
Nesses dois anos com o Kindle, tenho percebido que nos novos lançamentos vem aprimorando a formatação para os livros eletrônicos. Vi uma grande evolução nos gráficos (eles podem ser ampliados na tela melhorando a visualização, embora com redução na resolução). Mas as fotos ainda não ficam boas, até pelo fato de que não temos cores nas telas e-ink, mas apenas uma graduação do cinza-claro ao preto. Assim, quem faz uso de temas onde esses elementos são frequentes, vai estranhar (e pode não gostar) dos dispositivos eletrônicos.
 

Outra desvantagem, ao menos no Brasil, é a quase impossibilidade de “empréstimo” dos livros adquiridos eletronicamente, procedimento normal nos livros físicos. Os livros são de uso exclusivo do comprador. Isso pode ser uma desvantagem se você possui um grupo que compra e troca livros, no intuito de trocar conhecimento sem custo adicional.

Existe nos EUA a possibilidade do cliente Amazon dividir seus catálogos com familiares. E com algum jeito, é possível fazer o mesmo aqui no Brasil. Comento mais na última seção da postagem.

 
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E-readers x tablets: vantagens e desvantagens

Os livros eletrônicos parecem tablets, mas não são. Os tablets, mais caros, oferecem algo mais do que os e-readers, mas cobram o seu preço, que não é apenas o seu valor financeiro. Eles são mais pesados, a bateria dura muito menos e possuem a tela com luz direta. Ou seja, eles são muito mais semelhantes aos smartphones do que aos livros eletrônicos. No entanto, acabam sendo concorrentes dos e-readers, uma vez que permitem que baixemos aplicativos de leitura possibilitando a leitura de qualquer livro comprado em lojas on-line.

Dentre a maior desvantagem dos tablets, destaco a luz direta. Os leds do tablet estão posicionados frontalmente aos nossos olhos, e emitem a luz diretamente a eles. De dia, não vejo tanto problema. Eu uso frequentemente um tablet para ler artigos de feeds deitado no sofá ou na rede, dando uma pausa na posição formal do escritório. Mas de noite… sigamos com os detalhes…

 

Vantagens do leitor eletrônico sobre os tablets

 

Durante a noite, na cama, a luz que um tablet emite não é confortável, mesmo usando aplicativos para eliminação da luz azul, que, especialistas dizem, é a pior para atrapalhar nosso ciclo circadiano (aquele relacionado à produção de melatonina e a problemas com o sono).

A vantagem dos livros eletrônicos nesse quesito é enorme, uma vez que a tecnologia e-ink não usa a luz para formar as imagens, ou seja, não há emissão alguma aos seus olhos. Mesmo nos modelos com luz embutida, ela não é dirigida diretamente à face: os leds apenas servem para iluminar a tela lateralmente e o cansaço ocular é muito menor. A tela continua a parecer um livro, mesmo em ambientes escuros, facilitando a leitura e preservando a saúde de seus olhos.

Justamente por não precisar de energia e uma fonte de luz interna para a tela, sua bateria dura muito mais do que qualquer tablet. Como normalmente leio bastante à noite, com a luz ligada (nível 7-8 de um máximo de 20), meu Kindle fica longe da tomada por volta de 10 a 12 dias. Para quem lê menos, ou em local com luz ambiente (e iluminação do dispositivo desligada), ela pode durar mais de um mês tranquilamente.

Outras vantagens do e-readers são seu peso (mais leves), seu custo (mais baratos) e sua resistência (a tela não propriamente de vidro e há poucas ocorrências de quebras em quedas). O meu já caiu umas 3 vezes no chão e está perfeito.

 

Desvantagens do leitor eletrônico sobre os tablets

 
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Há, porém, algumas desvantagens se você não entender bem a proposta do dispositivo.

O livro eletrônico é… um leitor de livros! E só! Não imagine instalar aplicativos nele ou dar uma espiadinha nas redes sociais. Nada disso. Se fomos pensar em usabilidade, a ideia mais honesta é a comparação entre um livro físico e um livro eletrônico. Os tablets são outra categoria que, eventualmente, podem ser usados como e-reader através da instalação de um aplicativo.

O leitor eletrônico foi criado justamente para substituir o livro, e não o tablet. Então, se existe a ideia de classificar essa funcionalidade exclusiva para leitura como uma desvantagem, talvez o e-reader não seja para você.

Se alguém não tem o hábito contínuo de leitura de livros e deseja ter um dispositivo completo, com acesso a redes sociais e jogos, um tablet pode ser a melhor opção. Ele não limita a leitura de um livro eventual: existem diversos aplicativos, com inúmeras funções, que podem ser instalados permitindo sua leitura. Nesse ponto, como a variabilidade desses apps é bem maior, poderíamos pensar em mais uma desvantagem do livro eletrônico, pois com ele, estamos limitados pelo software do fabricante.

Além disso, como comentei na seção anterior, livros com fotos e gráficos possuem uma experiência melhor de leitura no tablet, uma vez que a tela e-ink não possui cores e uma resolução adequada para esses elementos. Se você faz uso desses textos, a leitura de um arquivo “pdf” será mais prazerosa no tablet.

Para quem lê com frequência livros predominantemente textuais, entretanto, os leitores eletrônicos acabam sendo vantajosos, por todos os motivos já listados anteriormente.

 

Modelos de e-readers disponíveis no Brasil e acessórios: qual é a melhor escolha?

 

O mercado de e-readers tinha, na época que comprei meu Kindle, uma disputa entre o dispositivo da Amazon, o Lev, da Saraiva, e o Kobo, da Livraria Cultura. Veja essa comparação de 2015. Nesse momento que escrevo procurei o último para comprar pela net brasileira e não achei. O Lev continua sendo vendido na Saraiva, apesar da situação crítica da empresa.

Tenho que ser sincero com os leitores: não conheço ninguém que tenha essa última versão do Lev. A versão anterior foi comprada e utilizada por uma pessoa próxima, mas ela não gostou: problemas na compra (o livro não chegou), problemas para envio de anotações por e-mail e má experiência de leitura. Comprou o Kindle pouco tempo depois.

Quanto às especificações declaradas no site, o Lev é muito parecido com o Kindle, da Amazon. Já li em alguns fóruns de leitura que ele possui uma funcionalidade um pouco melhor para converter arquivos pdf em um formato mais compatível com a tela e-ink, mas nunca testei pessoalmente esse recurso.

Há dois anos eu pensei um pouco qual deles escolhia. O que me desagradava na época (e de certa forma até agora) é que o Kindle permite ler somente os livros, com todas suas funcionalidades, comprados na Amazon. O formato epub era aceito apenas pelo Lev e Kobo. Fiquei meio receoso de ficar nas mãos da Amazon, mas durante esse tempo, acredito que fiz a escolha certa, uma vez que a multinacional tornou-se muito maior do que todas as suas concorrentes juntas.

Quem já possui uma biblioteca em outros formatos, porém, não fica na mão. É possível converter vários tipos de arquivos de forma que eles possam ser lidos no Kindle. O usuário também acaba tirando vantagem como cliente da gigante, uma vez que existem extensões para enviar os documentos diretamente ao dispositivo e páginas que organizam seus destaques e anotações. Tratarei desses usos mais avançados do Kindle mais abaixo.

Com essas facilidades, e com o tamanho que tem a Amazon hoje, é impossível não sugerir que o Kindle seja a melhor opção entre os e-readers. É um produto de qualidade e está envolto por uma megaestrutura de apoio que não podemos deixar de aproveitar.

 
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Eu não vejo sentido no dispositivo mais caro (o Oasis, mesmo com a novidade da temperatura de luz ajustável na tela). A diferença é muito grande em comparação com os benefícios. Veja a comparação rolando essa página abaixo. Eu colocaria como opções os novos Kindles de entrada e o PaperWhite, ambos com luzes interna (O Paperwhite possui uma potência de luminosidade maior). A diferença em resolução entre ambos só é significativa para gráficos mais elaborados. Para texto, é quase imperceptível. Independentemente disso, acredito que o Paperwhite entrega um custo-benefício melhor com sua maior capacidade e um acabamento melhor. Sua tela possui a mesma altura das bordas, ele é mais fino e conta com proteção à água.

 

O Kindle e o mundo sem papel

 

O objetivo aqui não é dar detalhes de funcionamento do Kindle ou como você faz isso ou aquilo (até porque o texto ficaria muito maior do que já está ficando). Para isso, acesse esse link para ficar a par de várias coisas do que o Kindle é capaz. É um guia prático e relativamente completo, explicando como utilizá-lo melhor no dia a dia. Falo sobre algumas facilidades adicionais (e não tão usuais) na última seção da postagem.

Deixo, por enquanto, apenas minha experiência positiva com ele: em dois anos, o dispositivo continua funcionando perfeitamente. Ele permitiu-me economizar uma fortuna em livros físicos, assim como uma fortuna em arranjar mais espaços para acomodá-los.

O Kindle fez-me rever o sentido de acumulação. Um amigo muito próximo já havia dito tempos atrás que livros eram para circular: que não teria sentido em ficar guardando-os muito tempo. Ele tem razão. Eu, entretanto, apesar de emprestá-los frequentemente, sempre os pedia de volta (quando a pessoa não entregava), principalmente por dois motivos: eu sempre gostei de rever ensinamentos antigos: muitos livros tinham anotações. Além disso, eu queria garantir que eu poderia fazer o conhecimento voltar a circular para outras pessoas com novos empréstimos. Com isso, a necessidade de espaços para mais e mais livros era constante.

Doei já a maior parte das centenas de livros que possuía. Ainda faltam alguns, empilhados nos armários da casa de meus pais. Em casa trouxe apenas algumas relíquas que, devido sua importância pessoal – ou à beleza das edições, desejo manter. Alguns servem como decoração no rack da sala.

No fundo, acredito que o futuro do livro físico será esse: decoração. Livros com capas maravilhosas e papéis especiais, feitos para serem admirados. Talvez ainda tenhamos um mercado para os livros de artes (ou alguma ciência que dependa muito de fotos, como medicina), que, além da dificuldade de representá-los fielmente em uma tela, expressam sensações que possivelmente apenas a textura do papel é capaz de transmitir. Livros de engenharia, com muitos gráficos e tabelas acredito que estejam também com seus dias contados, pois a tecnologia vai achar jajá um jeito de facilitar sua leitura, seja em livros eletrônicos ou mesmo em telas de OLED, nos tablets, utilizando maciçamente a interação com o toque.

 

Kindle Unlimited e acessórios

 

Cabe aqui apenas um comentário sobre o Kindle Unlimited, que é um plano mensal da Amazon que permite você ler mais de 1 milhão de livros, sendo mais de 100 mil em português por R$ 19,90 por mês.

 
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Pode parecer muito, mas a maioria dos livros oferecidos no programa não são grandes sucessos editoriais. Bons lançamentos quase sempre não são incluídos. Se você lê em inglês, a ponderação muda de figura, uma vez que a oferta dos títulos é bem maior.

Isso não significa que o programa, no Brasil, não seja bom. Como não está vinculado a um plano de fidelidade, você pode assinar e sair a hora que quiser. Fiquei por três ou quatro meses no programa e consegui ler uns 20 livros que me interessaram, mas saí assim que percebi que não houve renovações no catálogo. No momento em que atualizo esse artigo aproveitei outra promoção por R$1,99 por 3 meses (clique na figura acima e teste também) e estou lendo novos livros que chegaram.

Sobre acessórios, acho muito legal ter uma capa para o Kindle. Ela não significa exatamente “proteção”, mas usando-a, a experiência de leitura se aproxima de um livro físico, e não a de um dispositivo como um celular. Você pode manejá-lo com as duas mãos como sempre fez com os livros de papel. Além disso, a maioria delas vem com um fecho magnético que desliga e liga a tela, ao fechá-la e abri-la, sem necessidade de ficar apertando o botão de liga-desliga.

As capas de melhor qualidade são vendidas pela Amazon, mas é claro que você pode comprá-las em sites chineses como Gearbest ou Alibaba. Com comentei anteriormente, dispositivos de led podem ser úteis para quem optar pelo modelo mais básico, sem iluminação interna.

 

Usos avançados do e-readers

 

Uma vez que já sugeri um link para auxiliar a entender o funcionamento básico do Kindle, finalizo a postagem com três sugestões para usar de forma mais abrangente o dispositivo. Pelo que vejo por aí, mais de 90% dos usuários não sabem que existem algumas possibilidades para turbinar sua experiência.

 

Ler documentos e livros em outros formatos no Kindle

 

A própria Amazon permite ler documentos em outros formatos no Kindle através do envio de um simples e-mail para sua conta do Kindle com o assunto “CONVERT”. Funciona tranquilamente para arquivos doc, html e pdf, entre outros.

Porém, ele não converte livros em outros formatos, como o epub, que é o formato aberto, usado pelos livros eletrônicos da Saraiva e Cultura. Existem, entretanto, vários conversores no mercado, inclusive on-line.

Eu gosto de usar o Calibre, pois, além do conversor, ele é um software que permite o catálogo de todos seus livros eletrônicos, com a possibilidade de adicionar várias tags para serem usadas como filtros, quando na procura de seus títulos. Vale a pena baixar em seu computador (infelizmente, ainda não há uma versão mobile).

É bom lembrar que ler um livro convertido no Kindle, assim como os pdfs convertidos pela própria Amazon, é plenamente possível, mas a formatação nunca fica totalmente perfeita como nos livros comprados na Amazon: algumas vezes não é possível alinhar de forma justificada e os parágrafos não ficam corretamente espaçados.

Há ainda outras limitações para esses formatos de arquivos como a impossibilidade do uso da nuvem da Amazon para destaques e notas (ver abaixo uma solução) e compartilhamento de trechos do livro em redes sociais.

 

Arquivar e gerenciar os destaques e notas dos livros na nuvem

 
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A Amazon permite que os destaques e notas de livros comprados em sua plataforma sejam salvos no Kindle Cloud Reader, mas não permite seu gerenciamento, como copiar as notas e enviá-las para um editor de texto e salvá-las como um arquivo de resumo.

O que muita gente não sabe é que o Kindle possui um arquivo interno chamado myclippings.txt, que guarda todas os destaques e anotações feitos pelo leitor. O serviço da web Clippings.io ajuda a exportar todas essas informações para uma plataforma própria que, além de permitir o uso das anotações por lá mesmo (você pode editá-las como desejar), possibilita a cópia e colagem para a área de transferência.

 
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Eu gosto de criar arquivos no docs do Google de resumos dos livros para que eu possa revê-los eventualmente. Essa também é uma alternativa para quem possui livros convertidos de outros formatos ao padrão do Kindle: os destaques e notas também são gravados no arquivo myclippings.txt, dentro do Kindle que precisa ser acessado através do cabo USB.

 

Usar um recurso da conta da Amazon dos Estados Unidos para compartilhar seus livros no ambiente familiar.

 

A Amazon permite que você e seu cônjuge compartilhem suas bibliotecas de livros comprados na plataforma (não funciona para livros convertidos). É ainda possível adicionar 4 crianças. As pessoas sob esta condição podem ler os livros um do outro, ao mesmo tempo, sem conflitos: funciona como um livro próprio para cada um.

No site da Amazon brasileira, esse serviço não está disponível. Mas é possível ambos cadastrarem-se na Amazon americana e cada um acrescentar o e-mail de login da Amazon brasileira do outro. O sistema da empresa entende e permite que possamos usufruir da mesma comodidade. Isso permite que o casal possa dividir os custos das compras dos livros na plataforma.

Eu não sei exatamente como eles controlam a veracidade das informações (IP da internet?), mas aqui em casa funciona perfeitamente. Faz algum tempo que fiz esse processo e não sei se algo mudou até então. Se os leitores quiserem tentar, a página a ser explorada é essa.

 

Mantenha seu Kindle atualizado

 

O Kindle possui uma opção no aparelho para atualização do software. Mas nem sempre funciona, como já vi em alguns fóruns de discussão. Esse é um dos problemas do dispositivo. A forma (bem) mais rápida é transferir um arquivo baixado do site da Amazon para ele através do cabo USB e reinicializá-lo.

Primeiramente cheque a versão do software do seu Kindle. Posteriormente, veja a última versão no site da Amazon. Se sua versão não estiver atualizada, proceda conforme as instruções dessa mesma página. A Amazon está sempre atualizando e colocando novidades em seu sistema operacional.

 

Finalizando…

 

Bem, a ideia do texto foi mostrar os benefícios da migração dos livros físicos para os eletrônicos e sugerir algumas ideias para que essa experiência seja a melhor possível.

 
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Os leitores mais assíduos sabem que esse blog é um associado da Amazon e todas as compras feitas através dos links para a empresa rendem alguns centavos na minha conta pessoal. É possível acessar o link da Amazon em qualquer página do blog, através do banner no menu sanduíche no alto à esquerda e pelas imagens dos livros que são comentados em vários textos.

O site da Amazon não oferece somente livros, mas uma infinidade de produtos como eletrônicos, produtos de informática, para casa e até roupas! Comprar através desses links não envolve nenhum custo adicional para o comprador, mas incentivam novas postagens aqui no blog. Assim, se desejar comprar algo na Amazon e colaborar com o blog, use o link através do site, ok? 😉

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O assunto mais presente no blog está relacionado à independência financeira. Veja seus textos nessa página.

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Outros temas do blog relacionam-se à liberdade política e econômica. Eles estão compilados nesse catálogo.

O assunto que originou esse blog, entretanto, foram as viagens. Aqui estão algumas que fiz. E, nessa outra página, alguns textos de reflexão sobre o tema.
 
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One thought to “Livros eletrônicos x livros físicos x tablets: vantagens, desvantagens e experiências”

  1. Pessoal, segue o link de parte dos comentários no Disqus, que não migraram para o WordPress mas continuam em sua plataforma. Muitos, nem por lá estão mais…

    https://disqus.com/home/discussion/viagem-lenta/livros_eletronicos_x_livros_fisicos_x_tablets_vantagens_desvantagens_e_experiencias/

    Se desejarem ler mais sobre o assunto, ou comentar com sua conta Disqus, ou ainda, se tiverem conhecimento desse bug de migração e quiser ajudar, é só enviar um email para mim.

    Obrigado!

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