Patos selvagens explicam o conceito de liberdade

Olá pessoal! Esse é o último texto inédito de 2020. E que ano, hein?

Talvez muitos possam defini-lo como um período terrível, mas, se pensarmos em sua utilidade como um treinamento de nossa resiliência e criação de maneiras para sermos melhores através do aprendizado que ele nos trouxe, apesar de todos os problemas, ele terá sido válido. É nas tempestades mais atrozes que se formam os bons marinheiros.

Espero que você tenha se aperfeiçoado para que, em novas tormentas, a passagem seja mais bem tolerada. Trazendo os votos para o assunto de nosso blog, torço para que sua carteira de investimentos tenha recebido avanços, tornando sua independência financeira, e, por consequência, sua liberdade, mais próxima.

Patos selvagens explicam o conceito de liberdade 1

Meu filho está chegando… Estamos entrando na 40ª semana de gravidez. E por isso estou amarrando esse post com a finalização de novos conteúdos do ano. Vou usar um pouco de meu tempo livre para curti-lo muito e não terei o mesmo tempo em frente ao computador a partir de então.

Quem deseja acompanhar esses momentos sugiro seguir meu perfil do Instagram, recurso que usarei mais nas próximas semanas. Com o celular, posso manter-me sempre perto dele, evitando as idas ao escritório. Não tenham muita expectativa, entretanto: sou péssimo em redes sociais.

Espero, quando possível, voltar o mais rapidamente nesse espaço. Continuarei, contudo, no meio de suas sonecas, revisando e republicando alguns posts mais antigos. Ou seja, ainda sairá aqui uma revisão de texto desejando um Feliz Natal e um excelente Ano Novo! 🙂

Por ora, gostaria de deixar uma mensagem que li essa semana em um dos “causos” de Rubem Alves em seu “Ostra feliz não faz pérola“, livro que está disponível para ser lido aos assinantes do Amazon Prime. Exponho, ipsis litteris, abaixo. Volto em seguida.

“Era uma vez um bando de patos selvagens que voava nas alturas. Lá em cima era o vento, o frio, os horizontes sem fim, as madrugadas e os poentes coloridos. Tudo tão bonito! Mas era uma beleza que doía. O cansaço do bater das asas, o não ter casa fixa, o estar sempre voando e as espingardas dos caçadores…
Foi então que um dos patos selvagens, olhando lá das alturas para a terra aqui embaixo viu um bando de patos domésticos. Eram muitos. Estavam tranquilamente deitados à sombra de uma árvore. Não precisavam voar. Não havia caçadores. Não precisavam buscar o que comer: o seu dono lhes dava milho diariamente. E o pato selvagem invejou os patos domésticos e resolveu juntar-se a eles. Disse adeus aos seus companheiros, baixou seu voo e passou a viver a vida mansa que pedira a Deus.
E assim viveu por muitos anos. Até que… Até que, num ano como os outros chegou de novo o tempo da migração dos patos. Eles passavam nas alturas, no fundo do azul do céu, grasnando, um grupo após o outro. Aquelas visões dos patos em voo, as memórias de alturas, aqueles grasnados de outros tempos começaram a mexer com algum lugar esquecido dentro do pato domesticado, o lugar chamado saudade. Uma nostalgia pela vida selvagem, pelas belezas que só se veem nas alturas, pelo fascínio do perigo…
Até que não foi mais possível aguentar a saudade. Resolveu voltar a ser o pato selvagem que fora. Abriu suas asas, bateu-as para voar, como outrora… mas não voou. Caiu. Esborrachou-se no chão. Estava gordo demais. E assim passou o resto de sua vida: em segurança, gordo de barriga cheia, protegido pelas cercas e triste por não poder voar…”

Identifiquei-me muito com esse texto e com o constante tema da liberdade que permeia esse blog. Lembrei-me do artigo que confrontei as opções de comprar ou alugar um imóvel. Ao final do texto, comentei, também ipsis litteris:

Liberdade para morar onde quiser quando bater uma vontade de sentir novos ares. Liberdade de entregar as chaves e sair pelo mundo, sem preocupações de ter deixado algo para trás.
Liberdade de livrar-se de problemas estruturais, vizinhos chatos, ruídos incômodos que não estavam lá quando você se mudou.
Liberdade de não ter a carga emocional de abandonar sua casa própria, que você não quer mais, mas sacrificou-se tanto para conseguir.

Essas maneiras de pensar e sentir a vida podem ser expandidas para outras áreas, como seu emprego, uma pessoa próxima que lhe traz angústia ou um bem que só acrescenta preocupações em sua vida. Livre-se do que lhe prende através da sensação de segurança, do que lhe traz para baixo impedindo voos mais altos, e exerça sua liberdade de escolha.

Lembre-se sempre da frase épica de Benjamin Franklin, que, por acaso, postei na semana passada no mesmo perfil do Instagram que convidei você a seguir:

Patos selvagens ensinam sobre liberdade e segurança?

Não seja o pato selvagem que abandonou sua liberdade pela segurança. Não deixe que essa segurança leve você em excesso ao comodismo, ao conformismo, à inércia e à resignação. Você ainda possui muita vida a ser explorada e o compromisso de transferir essa disposição aos seus filhos. Não os decepcionem.

Explore mais o blog pelo menu no topo superior!…
Para me conhecer mais, você ainda pode… ler sobre um resumo de minha história, ouvir uma entrevista em podcast ou no YouTube, assistir uma live no Instagram, ou adquirir um livro que reúne tudo que aprendi nos 20 anos da jornada à independência financeira.

E, se gostou do texto e do blog, por que não ajudar a divulgá-lo em suas redes sociais através dos botões de compartilhamento?

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Guilherme
27 dias atrás

Excelentes reflexões, André!

E parabéns pela nova paternidade! Muito sucesso na sua nova etapa de vida!

Viver Sem Pressa
28 dias atrás

Oi André, e finalmente chegou a hora do seu filho nascer. Que sua esposa tenha uma boa hora, curta muito essa fase novamente, seu filho já nasce como um grande sortudo, terá um pai presente. Um beijo!

Investidor Inglês
28 dias atrás

Fala André! Que bela reflexão. Ainda mais em tempos como esse em que estamos vivendo. Onde nossa liberdade está sendo cerceada por justamente segurança.

Confesso que esse ano fiquei com muitas dúvidas, medo… E interessante que as leituras que apareciam pra mim eram sempre sobre como as tempestades formam grandes marinheiros.

Para não nos desgrudarmos assim como o pato selvagem, acabar saindo da rota devido ao cansaço que o caminho causa, é preciso sempre parar pra respirar, refletir..

Se não fizermos isso faremos igual ao pato, tomando um decisão por um impulso momentâneo.

Nada legal né?

Para pensar mesmo.

Abração!

Celia
Celia
29 dias atrás

Parabéns ao casal pela chegada do filhote! Muita saúde para todos
O texto, como sempre, é excelente e reflexivo. Obrigada por sempre tentar nos levar a um novo nível de pensamentos

Simplicidade e Harmonia
29 dias atrás

André,

Foi um ano bem diferente mesmo… mas como você disse, um ano de muitos aprendizados. Um ano que ficará na memória e na história.

Gostei muito do “causo” de Rubem Alves. Ele tem um estilo de escrita muito agradável de se ler.

Segurança x liberdade… Penso que o caminho do meio é o mais adequado.

Desejo muitas felicidades à você, à sua esposa e ao bebê!

E já aproveitando, boas festas!
Que 2021 seja um ano de muita saúde, paz, prosperidade, harmonia e felicidade para você e seus familiares.

marcos carvalho
marcos carvalho
29 dias atrás

Primeiramente parabens pela chegada do herdeiro. Que lhe proporcione e a sua esposa muita felicidade e bons momentos. O texto é show e nos leva a refletir sobre nossos propositos e o que realmente vale a pena em termos de situações e pessoas as mais diversas. Grande abraço e boas festas!

João
João
30 dias atrás

Felicidades aos casal com a nova criança!!!

Cowboy Investidor
30 dias atrás

Olá, André.

Parabéns pela paternidade. Saúde ao bebê e ao casal.

Gostei do texto. Bem reflexivo.
É como se diz: Preso é o que tem mais segurança, mas é o que tem menos liberdade.
Ter os dois ao mesmo tempo é impossível.

Abraços!

Anônimo
Anônimo
30 dias atrás

Como sempre,muito bom ,
concordo com você, a liberdade é sim uma vitória, mas nem sempre somos tão livres para conquista-la
Bjsss

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