Liberdades restritas através das intenções e práticas do Estado


Você está ciente de que suas liberdades estão cada vez mais restritas no país?

Nesse ambiente cada vez mais inóspito, em meio ao Estado babá, estamos sendo submetidos pouco a pouco, por vezes à ditadura da maioria e por vezes à ditadura da minoria.


Escrevi esse texto originalmente em 2014. Essa revisitação foi motivada pela suspensão de várias contas de redes sociais pelo autoritário ministro do STF, Alexandre de Moraes, alguém que acredita estar acima das leis e das críticas.

Continuamos submetidos, espremidos, à uma ditadura da minoria e à outra ditadura da maioria, representada por políticos eleitos acreditam que o apoio que obtiveram nas urnas são um passe livre para arroubos autoritários, como estamos vendo em governos estaduais e prefeituras das cidades do país.

Liberdades restritas pela ação do Estado
Contradições e incoerências…

O que espanta é a falta de indignação da imprensa, majoritariamente antigoverno, visto que as contas bloqueadas eram de pessoas que apoiam o presidente. Onde está o apoio à democracia e liberdade individual? Isso só vale para as pessoas que possuem a mesma opinião? A imprensa pode estar sendo conivente com uma nova era ditatorial no país. E não será pela via militar.

Poder ao Estado é um perigo para a sociedade

A história sempre se repete. Mudam-se apenas as máscaras, os filtros. Nos anos de ascensão nazista, Martin Niemöller, pastor luterano alemão perseguido pelo Estado, escreveu:

“Um dia, vieram e levaram meu vizinho, que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho, que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei. No terceiro dia, vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram. Já não havia mais ninguém para reclamar.”

Mais tarde, Eduardo Alves da Costa, escritor e poeta fluminense, na luta contra o Estado militar brasileiro, generalizou:

“[…] Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem; pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada. […]”

Apesar de ambos autores possuírem tendências de esquerda, seus escritos continuam atuais para antagonizar as ideias do próprio Estado progressista, travestido com a roupagem da democracia que ocorre em alguns países latino-americanos. Suas frases, talvez não intencionalmente, refletem a gradual perda de liberdade e ocultam o real objetivo da Revolução Cultural Gramsciana que se amalgamou na nossa sociedade desde a década de 70 do século passado, iniciando-se no meio universitário.

Como os sujeitos passivos dos poemas acima, cujo comportamento equivale a sapos colocados na água fervente, vamos aos poucos aceitando isso e aquilo, e quando tentarmos gritar por liberdade, já será tarde demais. O Estado, sob todas suas formas, já terá tomado conta de nossas ações, nossos desejos e nossas livres escolhas.

Afinal, é tentador imaginarmos que temos uma entidade que cuida da gente, nos guie, mostre as regras e nos apresente o caminho da correção. Embora essa opção, para os atentos, assemelha-se cada vez mais ao caminho da servidão. Mas isso pouco significa às massas, que, com seus votos no sistema “democrático”, nos impelem à uma ditadura da maioria.

E assim como a maioria dos personagens de Admirável Mundo Novo, que satisfazem-se plenamente com as drogas que nos impede de percebermos o mundo real, ou como Cypher, do filme Matrix, que preferia a benção da ignorância à realidade, nossa maioria também dá um “viva” à essa democracia coletivista e ao Estado babá.

Mais liberdades restritas pela ação do Estado
A relação com o estado tem um quê de amor bandido,
 como essa foto no blog de Marcos Campos

Hayek, em sua obra ao lado, comenta que “as pessoas que aceitam renunciar à sua liberdade pessoal em troca de uma suposta segurança não merecem nem liberdade, nem segurança”. Essa renúncia, antes de resolver os problemas humanos, os incrementa. Acrescenta ainda que, na maior parte das situações, o Estado avança em nossa liberdade através dos agentes econômicos, e, diferentemente do que se possa imaginar a princípio, a liberdade econômica é essencial para a liberdade política. Por isso a economia exerce um papel central nos debates sobre a liberdade.

A lista de liberdades restritas, restringidas pelo Estado babá é extensa…

Se sou um jovem saudável, já não posso escolher um Plano de Saúde que cubra apenas acidentes, pois as empresas são obrigadas pelo Estado a cobrir mil coisas cuja probabilidade de eu utilizar é mínima. Como não posso pagar mais de cinco vezes do que pretendia, fico sem um seguro de emergência e se acontecer algo, caio no SUS. Não tenho essa liberdade de escolha.

Se sou um solitário aposentado, analfabeto, mas quero trabalhar para complementar minha aposentadoria, fazer um círculo de amigos e aceito receber R$ 800,00 pelo meu trabalho não especializado de, digamos, empacotador no supermercado, a empresa não pode me contratar. O Estado exige um salário-mínimo de mais de mil reais, alto para minha baixa qualificação, uma vez que os encargos pagos ao mesmo Estado pelo empregador, são absurdos. Fico então, desempregado, sozinho e com menos dinheiro na minha casa. Não tenho essa liberdade de escolha.

Se eu trabalho por um tempo, e poupo para fazer uma viagem à Disney, enfrentando aumentos de IOF e altas taxas de passaporte impostas pelo Estado, eu não posso comprar, sem impostos absurdos, produtos que lá fora custam até 5 vezes menos, uma vez que não sou rico e não tenho dinheiro para comprar esses produtos no Brasil. Não tenho essa liberdade de escolha

Se eu tenho um capital, e quero comprar um ônibus novo e contratar 3 motoristas para atender uma linha carente de transporte público na minha cidade (ou concorrer em uma linha com preço mais baixo), eu não posso, pois a licitação que a empresa ganhou é exclusiva e o Estado não permite. Bom para os amigos do rei. Não tenho essa liberdade de escolha.

Se eu me graduei com boas notas, e quiser trabalhar na minha área sem pagar a mensalidade da associação de classe da minha profissão, eu não posso, pois o Estado legitima a obrigação do pagamento. Isso vale também para os trabalhadores que pagam obrigatoriamente seus sindicatos. Não tenho essa liberdade de escolha.

Se sou analista financeiro de um banco, mesmo privado, não posso manifestar-me contra a política econômica do governo e alertar os clientes para possíveis perdas financeiras, uma vez que posso ser demitido sem direito e defesa, para que os banqueiros mantenham seu status quo e interesses junto ao governo. O governo não admite a expressão de opiniões divergentes. E assim, não tenho essa liberdade de escolha.

Essa pequena lista de liberdades que, ao invés de serem livres ao cidadão, são restritas, uma vez que causam coerções externas que impedem sua realização. Elas refletem o conceito de “liberdade negativa”, criado pelo filósofo Isaiah Berlin e que pode ser mais bem entendida no artigo “Liberdade e Poder: os direitos naturais de John Locke“. A lista pode ser estendida indefinidamente, tendo-se consciência que existem mais de 200 mil leis nesse nosso país.

Muito pode ser comentado sobre a situação dos empresários, como a tirinha que ilustra o início da postagem. Muito pode ser citado a respeito do direito às verdadeiras informações e intenções dos governos, que nos são ocultadas. Toda essa condição foi aprofundada pela esquerda política no Brasil, Cuba, Argentina e Venezuela. Até o governo cubano, na sua imensa cara de pau, tenta varrer a sujeira embaixo do tapete, assumindo todas as besteiras que fizeram. O Brasil, embora com ainda graves problemas, tenta agora sair do atoleiro com o novo governo.

As pessoas que apoiam o estatismo, devem refletir no mal que fizeram a esses países. Com honestidade, sem tentar recontar a história sob prisma de seus próprios olhos. Fiquemos esperando, pois a autocrítica não costuma ser um dom dessas pessoas.

Apêndice: os limites da liberdade de trabalho infantil

Revi hoje alguns trechos da constituição brasileira para um trabalho que estava desenvolvendo e lembrei-me de uma reportagem que li há uns dois meses, onde um mecânico dono de uma oficina foi autuado pelo Ministério do Trabalho por ter oferecido um emprego a um rapaz de 14 anos no período da tarde, caracterizando assim, um trabalho infantil.

O trabalho era de comum acordo entre todos, inclusive entre a mãe do menor. Ele ia bem na escola e já tinha comprado com seu salário, tênis, bicicleta e guardava R$500,00 na poupança. É claro, o Ministério do Trabalho multou o empresário e proibiu o trabalho. A mãe lamenta: “- Agora ele vai ficar sem dinheiro e passar a tarde inteira assistindo televisão”. Veja a reportagem nesse link.

Trabalho infantil: quais os limites da proibição?

De fato, o inciso 33, do artigo 7º da Constituição Brasileira, é claro:

proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos”.

O inciso é claro, mas limites deveriam ser colocados. É óbvio que existem certas condições degradantes de trabalho infantil e que a educação é um fator preponderante para as crianças e jovens. Porém, qual a interpretação de “perigoso” ou “insalubre”? Enquanto deixarmos essas definições para um senso comum, que vem degradando-se ano a ano em função das ideias impostas e justificadas pelos direitos sociais, existe um risco enorme na prática de injustiças. A tentativa resume-se a exterminar uma mosca com uma metralhadora, legando muitos prejuízos colaterais.

Isso ocorre porque um erro em voga atualmente é formar opiniões julgando uma parte pelo todo. Ou seja, criar teorias e leis com base em exceções. Não: as teorias são criadas a partir de uma estrutura geral e uma justiça comum. As exceções devem ser consideradas como desvios e não como condição geral.

Na reportagem citada, não há como considerar o problema criado pelo Estado em relação ao desejo daquele jovem em trabalhar meio-período na oficina. Ambos estavam satisfeitos. O dono da oficina, no trabalho do garoto. Este, na ocupação, no salário e na possibilidade de aprender algo em sua vida. É praticamente impossível definir uma idade, seja de 12, 14 ou 16 anos como limite para a plena possibilidade de consciência e responsabilidade.

Warren Buffet, um dos homens mais ricos do mundo começou a trabalhar desde cedo e sem descuidar dos estudos. Será que ele lamenta-se em ter exercido um trabalho infantil? Por que impedir, por força da lei, de jovens seguirem o mesmo caminho? Se uma das frentes necessárias (estudos) está sendo cumprida, como o Estado pode definir que o garoto tenha que passar o resto do dia vendo televisão e não trabalhando como desejava?

Adicionalmente, como podemos julgar tal lei quando comparamos a situação desse garoto com as crianças que trabalham em novelas? Ou no treinamento para atividades esportivas? Haveria uma diferença evidente que faça com que esse trabalho infantil mereça um tratamento especial perante à lei? Ou o trabalho infantil de mecânico é menos digno do que um trabalho de “manifestação artística” ou manifestação esportiva? Mais perigoso e insalubre do que às ofensas físicas ao corpo humano que os atletas mirins estão sujeitos?

Vivemos em um mar de preconceitos obscuros que são apadrinhados largamente entre os defensores dessa invasão de liberdade das pessoas. São situações que percebemos que vivemos em uma sociedade onde liberdade nem sempre está ligada ao estado natural do indivíduo, refletindo na verdade, profundas desigualdades. Ou seja, alguns são sempre mais iguais aos outros.

Não precisamos de inimigos se somos governados por essa paquidérmica mentalidade estatal onde o Estado precisa se meter em tudo. Onde não podemos fechar contratos de livre aceitação entre as partes interessadas, sem prejuízo para outras pessoas. Em Liberdades restritas, comento várias outras situações similares. Liberdades que faltam cada vez mais, uma vez que seu conceito-chave é a ausência de coerção. O único conceito onde direitos não exigem deveres alheios.

Veja outra notícia interessante que apareceu na mídia após um tempo de publicação desse artigo: “Crianças formam sindicato na Bolívia para defender o trabalho infantil“.

Explore mais o blog pelo menu no topo superior! E para me conhecer mais, você ainda pode…
assistir uma entrevista de vídeo no YouTube
ler sobre um resumo de minha história
ouvir uma entrevista em podcast ou no YouTube
participar de um papo de boteco
curtir uma live descontraída no Instagram
… ou adquirir um livro que reúne tudo que aprendi nos 20 anos da jornada à independência financeira.

E, se gostou do texto e do blog, por que não ajudar a divulgá-lo em suas redes sociais através dos botões de compartilhamento?

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Anônimo
Anônimo
7 anos atrás

#tamojunto !!

Boby Johnson
Boby Johnson
7 anos atrás

Você já ouviu falar em Anarquismo, estado de natureza, guerra de todos contra todos? Um país sem Estado implica em se estabelecer um estado de anarquia absoluta e a prevalência da lei do mais forte. Se a vaca tem carrapatos devemos exterminar os carrapatos, não a vaca. Devo esclarecer que sou capitalista tradicional, ortodoxo e anticomunista. E este discurso neo-liberal de extinção do Estado em muito se assemelha ao Comunismo que transforma o Estado em Feudo. Cada país precisa ter leis adequadas ao seu povo. As leis brasileiras não seriam adequadas para o Japão e vice versa. Da mesma forma,… Leia mais »

André Rezende Azevedo
7 anos atrás

Boby, eu não sou anarquista. Em nenhum momento eu defendi isso no texto. Associar anarquismo ao conceito de neo-liberal também não está correto. Concordo com você que o Estado é necessário em algumas áreas, principalmente como mantenedor da ordem, seja jurídica (assegurar cumprimento de contratos) e de segurança (internamente e externamente).

Para entender como seria esse arranjo, sugiro assistir a série de vídeos de Milton Friedmann, cujo link eu disponibilizei nesse artigo: http://www.viagemlenta.com/2014/01/4-formas-de-gastar-dinheiro.html.

Obrigado pelo comentário! Abraço!

Anônimo
Anônimo
7 anos atrás

Nosso direito de escolha está sendo cerceado aos poucos. Onde estão as leis inteligentes,conscientes,que visam o progresso e a prosperidade sem podar a capacidade de cada cidadão contribuir com algo realmente edificante? No Brasil só leis absurdas são aprovadas. Ótimo texto,amigo. Disse tudo,não podemos confundir liberdade com libertinagem. A liberdade sem disciplina torna-se uma prisão. A grosso modo,vivemos numa prisão sem muros. O Estado (contaminado pelo comunismo velado) esforça-se por anular as boas iniciativas,as leis que melhorariam a condição sociocultural do país. Só leis absurdas são aprovadas,e quando uma escapa do crivo dos donos do poder,esta é arruinada por emendas… Leia mais »

André Rezende Azevedo
7 anos atrás

Obrigado! Quanto às leis, precisamos apenas tomar cuidado em relação ao pensamento das leis. Existe um livro curto, de Bastiat (A Lei), que resume bem a ideia de que a lei sempre pode ser usada como instrumento de espoliação.

As leis deveriam existir apenas para garantir os direitos fundamentais do indivíduo, com algumas muito pequenas exceções. Um ponto que me marcou no livro é que as leis não devem ser feitas para a justiça reinar, mas sim para a injustiça não reinar.

Abraço.

Leming
Leming
7 anos atrás

Qual era o problema mesmo do militarismo??
Estamos vivendo uma desordem nas idéias e conceitos que está cada vez mais difícil viver honestamente.

André Rezende Azevedo
7 anos atrás

Não entendi o primeiro ponto. Mas concordo com a segunda afirmação!

Leonardo Melanino
7 anos atrás

Senhor ANDRÉ REZENDE AZEVEDO, sobre o trabalho infantil proibido, quero avisá-lo que a Constituição Brasileira de 1988 proíbe para anteoctodécimos (menores de 18 anos) os trabalhos insalubres (Farmacêuticas, IMLs (SVOs), Laboratórios, Medicinas, Terracoms e outros), noturnos (das 18h00min às 06h00min do dia seguinte) ou perigosos (Carbocloros, Copebrases, Corpos de Bombeiros, Ecovias, Fiscalizações, Forças Armadas, Petrobrases, Polícias (Guardas ou Gendarmarias) e outros). Agradeço-lhe de todo o meu coração! Obrigado!

André Rezende Azevedo
7 anos atrás

Leonardo, por que ele foi proibido de trabalhar na oficina mecânica? Abraço!

Leonardo Melanino
7 anos atrás

Senhor ANDRÉ REZENDE AZEVEDO, porque baseadamente na Constituição de 1988, o menor estava exercendo labor insalubre-perigoso, como este que me citou, por isso, a multa ao dono da oficina. Exploração pedolaboral, além de crime, é pecado, segundo a Bíblia diz. Denunciemo-la ao Disque Cem, da mesma forma que denunciemos quaisquer outros crimes a ele, como afetivização midiática, bullying, pedofilia e outros. Anteoctodecimalidade não é para trabalhar, principalmente insalubremente, noturnamente ou perigosamente, nem sequer cortejar (namorar), mas para crescer, estudar e assim sucessivamente. Cortejo (namoro), direção de veículos automotores, esportes adultos (adultatlos), trabalho, principalmente insalubre, noturno ou perigoso, e assim sucessivamente… Leia mais »

André Rezende Azevedo
7 anos atrás

Leonardo, embora discordemos, deixamos registrada sua opinião! Abraço!

Leonardo Melanino
7 anos atrás

Senhor ANDRÉ REZENDE AZEVEDO, além destes três tipos de labores proibidos para menores de 18 anos na Constituição de 1988 e na CLT de 1943, existem outras coisas proibidas para eles, como conduções de veículos motores, como aeronaves, caminhões, carros, ciclomotores, embarcações, ônibus, trens e outros (CTB de 1997 ou outras leis que regem os transportes), himeneus, cortejos (namoros) ou noivados (CCB de 2002 e CPB de 1940). entradas ou permanências em certos locais, como bares, casas noturnas e outros (ECA de 1990), esportes adultos, como acontismos (arcos-e-flechas), automobilismos, bilhares, bochas, dominós, esgrimas, motocrosses, motovelocidades, nados sincronizados, paraquedismos, saltos com… Leia mais »

Anônimo
Anônimo
7 anos atrás

Bom o texto Andre ! Comentários estranhos por aqui, não ? rs !

André Rezende Azevedo
7 anos atrás

E não é rs? Valeu Azul!

Leming
Leming
7 anos atrás

Que se culpava o militarismo por falta de liberdade. O que vivemos hoje?? Um regime socialista/comunista disfarçado de democracia onde temos menos liberdades e mais problemas do que nunca.

Edson Neto
Edson Neto
7 anos atrás

Leming, um regime "socialista" na definição que inclui e "comunista" como foi colocado, trata-se de socialismo democrático, e não temos isso, uma prova é a desigualdade social… achar que o militarismo resolveria isso, é achar que empurrar sujeira para debaixo do tapete limpa uma casa… e todo mundo sabe que uma hora apodrece.

Anônimo
Anônimo
7 anos atrás

Não pude deixar de ficar pensando depois que li os comentários …
Eu fiz o curso de torneiro mecânico no Senai, com 14 anos, aprendi a mexer com tornos, com peças girando a grandes velocidades, que se escapassem da placa poderia facilmente me matar, sem falar nos cavacos super quentes e cortantes, resultado da usinagem do metal … tudo isso com 14 anos … e foi a melhor coisa que eu fiz, trabalhar e estudar, hoje não sou metalurgico, mas uso os ensinamentos que aprendi até hoje em vários momentos da vida …

André Rezende Azevedo
7 anos atrás

Leming, entendi o ponto. De fato, é senso comum atribuir ao regime militar (apesar de todas suas nocividades) o papel de bode expiatório de tudo de ruim que ocorreu no Brasil, assim como exarcebar suas consequências em muitos problemas que ainda hoje existem, e que foram causados por outros fatores.

André Rezende Azevedo
7 anos atrás

Exatamente Azul. O aprendizado para a vida é muito mais abrangente. Relacionar-se com pessoas. Aprender o conceito de causa e consequência. Aprender sobre moral, ética. Dar valor ao esforço, ao trabalho, ao conhecimento…

Hoje nós temos uma legião de adolescentes que saem do ensino médio sem nenhum conhecimento do mundo real. Possivelmente, isso leva a uma maior indefinição de qual caminho seguir. Muitos estão perdidos. Justamente por falta desse contato que é proibido pela perversa legislação…

Obrigado pelo compartilhamento.

Janaina de Campos
Janaina de Campos
7 anos atrás

Excelente texto, parabéns! Gostei muito do trecho onde vc compara a distinção entre os trabalhadores infantis do meio artístico à dos mecânicos "mirins". É isso mesmo André, no Brasil vivemos um montante de discriminações e distinções sociais que ninguém contesta, parecem ser veladas, quase tabus para serem questionadas! BOM SENSO é o que falta em todas as esferas da nossa sociedade. Concordo com vc, não há "regra" que não possa ser "infringida" uma vez que esta for ao encontro do bem-estar do cidadão ou da sociedade.

André Rezende Azevedo
7 anos atrás

Janaina, obrigado pelo feedback e pelas considerações!

Otiniel de Sousa Vila Nova
Otiniel de Sousa Vila Nova
7 anos atrás

só pra constar, da mesma forma que foi citado pelo autor do texto qual a diferença entre esse trabalho e as expressões artisticas na TV. Cenas de novelas gravadas a noite não se incluem, os jovens que cedo iniciam no kart ou motocross tambem nao se enquadram. Os jovens prodígios do skate, esporte de risco considerável, jogadores de futebol que deixam a escola atrás do sonho de ficarem milionários sem concluir nem o ensino médio, cantores mirins de funk, inclusive aquelas dançarinas que fazem o quadradinho de 8 (que faz qualquer ortopedista procurar o cardiologista), enfim. Vivemos num pais que… Leia mais »

Paulo Oliveira
Paulo Oliveira
7 anos atrás

Me perdoem por qualquer cegueira. Mas não vejo o estado cumprindo nenhuma das funções descritas acima. Ao invés disso temos políticas econômicas fracas, corrupção aberta (Podemos chamar de crime organizado) e somado a isto tudo uma consolidada incompetência que sempre é escondida para que nos faça pensar que está tudo bem. A questão não é ausência do estado como solução e sim dos governos fraudulentos, hipócritas e irrelevantes. Talvez para animais a chibata seja a única forma de aprender mas nem todos são integrantes da tal selva. Quem aprende a baixar a cabeça para tudo jamais olhará para o horizonte.

André Rezende Azevedo
7 anos atrás

De fato não cumpre, Paulo. Por isso que insisto que o papel do Estado tem de ser o mínimo possível, nas áreas que citei acima. Não creio em um governo que não seja fraudulento. O poder corrompe e é ele quem precisamos eliminar do sistema, como escrevi em outros textos. Muitas pessoas pensam em uma sociedade sem Estado nenhum. É uma ideia tentadora, mas eu vejo algumas dificuldades, principalmente nos dois aspectos que comentei. É uma escolha do mal menor. Mas isso ainda está muito distante do modelo mental das pessoas. Infelizmente, moramos na mesma selva. Já ouviu falar que… Leia mais »

Paulo Oliveira
Paulo Oliveira
7 anos atrás

Exatamente André, esta é a ótica. Anarquia destoa completamente do sentido do texto nem sequer está embutido como mensagem subliminar (rsrs). É impressionante como algumas pessoas aprendem a mudar bruscamente o sentido de um texto tal como o nosso atual governo o faz com bastante sucesso diante de cidadãos mais desprovidos de "curiosidade".

André Rezende Azevedo
7 anos atrás

Esse "sucesso" eles podem comemorar hehe.

Foco Cristão
Foco Cristão
6 anos atrás

Leonardo, pecado é não trabalhar. rs

Historicamente, adolescentes casavam (inclusive a mãe de Jesus casou por voltados 12-14 anos) e trabalhavam. Inclusive, biologicamente, adulto é quem alcançou a capacidade reprodutiva.

André, trabalho infantil é aquele realizado até os 12 anos incompletos, já que a partir dos 12 anos a pessoa é considerada legalmente adolescente. Mas, o mimimi de certas pessoas estende o termo para além da definição legal.

Foco Cristão
Foco Cristão
6 anos atrás

Em breve, postarei algo a respeito no meu blog: http://fococristao.wordpress.com/
Espero pela sua visita.
Abraço!

André Rezende Azevedo
6 anos atrás

O pior que o mimimi chega a ser adotado pelo Judiciário, colega! O exemplo está na reportagem que citei.

Abraço!

André Rezende Azevedo
6 anos atrás

Anotado, colega! Abraço!

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