Dias 57 e 58 da viagem: Chegada ao Nepal na capital Kathmandu


A chegada turbulenta a capital do Nepal, Kathmandu e a contratação do trekking em Pokhara.


Esse curto post tem por finalidade apenas comentar a chegada ao Nepal no dia 57, após a chegada de Varanasi, na Índia, bem como a procura para o trekking no dia seguinte em Kathmandu, antes de viajar para Pokhara, no dia 58. Após o relato de Pokhara, volto a Kathmandu e falarei sobre a cidade em si, inclusive sobre a visita a Durban Square, feita na tarde do dia 57.

As primeiras impressões do Nepal não foram boas, já no aeroporto. Para o viajante, não há nenhum tipo de informação que o auxilie a providenciar seu visto. Não recebemos nenhum papel de preenchimento na aeronave da Spicejet e no desembarque precisamos ir caçando informações do que deve ser feito.

Daqui não vi o Himalaia, mas o tapete branco estava belo!
Daqui não vi o Himalaia, mas o tapete branco estava belo!

Ao final do corredor de desembarque do aeroporto pequeno e antigo, abre-se um grande salão onde ao final existe alguns formulários para serem preenchidos. Nenhuma pessoa para lhe auxiliar e nenhuma caneta. Bom ter sempre uma por perto. Fui junto na onda do povo e preenchi os dois formulários que estavam no local.

Duas filas imensas se formaram em poucos minutos. Um francês nos informou que devíamos pagar a taxa primeiro (US$25 para 15 dias, exatamente o tempo que ficaria no país). Surpresa que, depois de pagar a taxa, o funcionário nos mostrou um guichê ao lado, praticamente livre, onde recebi o visto adesivado no meu passaporte. Resumindo, as filas lá atrás para quem já tinha o visto continuavam morosas, mas para quem acabou de fazer o processo até que foi rápido.

Rápida não foi a espera das bagagens. Uma confusão. Trocaram a esteira por duas vezes e como havia muitos vôos chegando ao mesmo tempo para apenas 4 esteiras, demorei mais de meia hora depois do fazer o visto para conseguir pegar a bagagem. Pior para o motorista do hotel que estava me esperando, mas acredito que ele já entendia esses atrasos, pelo bom humor que estava.

O Hotel Silver Home foi um bom achado. Um excelente custo-benefício com wi-fi, bom quarto com banheiro e uma boa localização no Thamel, embora a pequena viela que dá acesso ao hotel não seja um local muito bonito. Quando voltar de Pokhara, continuarei no mesmo hotel e vamos ver se a opinião persiste posteriormente.

O problema durante a hospedagem no Nepal não é dos hotéis em si, como percebi depois, mas sim a constante falta de energia elétrica do país. Não me aprofundei ainda no assunto, mas com as poucas pessoas que conversei, não há suficiente produção de energia no país desde os acontecimentos políticos de alguns anos atrás quando a monarquia foi derrubada e os maoístas começaram a participar do governo. Sem comentários… Enfim, é constante o país ficar sem energia elétrica várias horas por dia, e apenas os hotéis de luxo tem geradores para um suprimento contínuo. Porém, até agora, no período noturno ela tem se mostrado presente.

O cômico disso é que na entrada do saguão do aeroporto, existe uma placa mostrando que o Nepal, após o Brasil, é o segundo país do mundo em possibilidades de geração de energia por recursos renováveis. Mas o que adianta isso se os governos são incompetentes? O que adianta o nosso país ter esse título e o governo afugentar todo tipo de investimento em geração querendo controlar o mercado e colocando-nos novamente em uma crise energética? Estados… sempre incompetentes em gerir a economia e retirando da população muito mais do que oferece de volta.

De qualquer forma, adianto que as impressões da cidade no dia seguinte foram bem positivas e serão relatadas após os dias de trekking em Pokhara. Na procura do pacote, fui checar as possibilidades que eu possuía. Eu tentei primeiro no hotel, depois procurei duas pessoas que conheci no couchsurfing e que possuíam contatos de agências. Na terceira consegui um preço que achei imbatível e que me foi confirmado por outros colegas pela net, antes que eu fechasse com a empresa no final da tarde.

Fechei um trekking curto de 3 dias com 4 noites inclusas, três refeições por dia, guia exclusivo, permits e passagem de ônibus de turismo ida e volta Kathmandu-Pokhara por US$145.00. Os preços que eu pagaria se fizesse esse pacote por conta própria em hotel, refeições e transporte seria de US$96.00. Achei justo US$49.00 por três dias de guia exclusivo. E pelo conforto de resolver tudo rapidamente. Além disso, a empresa “World Trail Finder Adventure” está classificada como cinco estrelas no Tripadvisor, com excelentes recomendações.

Existia uma outra alternativa de ir à Pokhara e contratar algo por lá, talvez até um guia independente. Com certeza eu tomaria essa iniciativa se não conseguisse um preço razoável em Kathmandu.

A decisão de não prolongar muito o trekking ocorreu em virtude de aproveitar melhor os 15 dias no Nepal. As paisagens em si, apesar de belíssimas, vão deixando de acrescentar muito ao seu repertório na medida que o tempo passa, uma vez que o cenário é parecido. Não me entusiasmei em ir muito longe também, para não me exigir demais fisicamente, tanto pelo cansaço como pelo frio. Enfim, fiquei satisfeito com a escolha. Conto ela no próximo post.

Continue na viagem, lendo sobre a próxima parada: Pokhara.

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As postagens dos roteiros e também dessa aventura que começou na Europa, passou pela Ásia, retornando ao velho continente, estão na página da viagem de 205 dias à Ásia.
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