Sua desilusão com os políticos provém da expectativa em relação ao Estado


Como explicar nossas expectativas com os políticos frente suas promessas vazias e envolvimentos em corrupções?

Será que o problema não está em acreditar no conceito de “Estado-babá” e perceber que os políticos são apenas a consequência mais cabal de sua inviabilidade?

O que fazer nas eleições desse ano para evitar esse erro?


Expectativas são facas de dois gumes: podemos desfrutar as delícias em sua realização ou sofrer as dores de sua não consumação. É assim nas expectativas que criamos com nosso par amoroso, em um novo emprego ou na compra do último gadget digital.

É também assim na política, quando votamos e esperamos que tais representantes exerçam nossas aspirações no trato com o dinheiro “público” e em supostos benefícios que retornam à sociedade. Expectativa, entretanto, impossível de realizar-se. Na política, expectativa e desilusão são as faces de uma mesma moeda.

Como explicar nossas expectativas com os políticos frente suas promessas vazias e envolvimentos em corrupções?

O modelo mental estatista nunca trará progressos ao nosso país, assim como é um grande transtorno mental exigir cada vez mais do Estado e lutar contra a corrupção. Vamos conversar sobre mais elementos sobre o assunto e como é importante a eleição dos membros do legislativo para que possamos elevar o debate no país.

Não acredite em promessas de que o Estado pode lhe ajudar

Normalmente, a origem da desilusão está relacionada à quebra de promessas realizadas nas eleições pelos candidatos políticos durante seus mandatos. São compromissos feitos justamente para suprir as expectativas dos eleitores na época em que precisam de seus votos. Logo, a mentira é uma necessidade política demandada pelo próprio eleitor.

O desapontamento posterior é apenas uma consequência, ao final, dessa expectativa. Ou ainda, pelo fato de acharmos idiotas por continuar a acreditar naquele mesmo discurso, a cada dois anos. O ponto é que os políticos dificilmente vão trabalhar por você, e os motivos resumem-se não só pela sua (má) vontade, mas também por (falta de) capacidade.

Em primeiro lugar, eles possuem interesses próprios, que incluem a manutenção da ordem vigente, na qual eles se locupletam. Os políticos iludem os eleitores na crença de que a estrutura paquidérmica estatal é algo que beneficia a sociedade, enquanto é apenas o principal meio para mantê-los no poder de forma que eles continuem a usufruir de suas benesses.

Eles dificultam ao máximo a entrada de novos rostos na política, como pode ser demonstrado recentemente na dificuldade de se criar um partido político realmente NOVO no Brasil e na tentativa de obter participação e debates na mídia.

Sim, seria ingenuidade acreditar também que a própria mídia não deseja manter o seu status quo e suas verbas de publicidade. A Globo, como expoente maior dos meios de comunicação “oficiais” do país, não quer arriscar maiores mudanças nesse arranjo.

Os políticos, reforçando o discurso na massificação do pensamento à esquerda, onde o Estado Babá pode cuidar de tudo e de todos, não são capazes de modificar a situação de que a estrutura governamental está falida.

Mas suas soluções são sempre mais Estado. Um importante museu arde em chamas? Não, não podemos nem pensar em passá-lo à iniciativa privada, mas vamos criar mais um órgão estatal para cuidar dos museus! Você julga que isso realmente dará certo???

Vemos sintomas desses pensamentos confusos em todas as partes, mas, mesmo assim, continuamos a buscar sempre as mesmas respostas que não funcionaram anteriormente. A situação piora quando percebemos que muitos eleitores acatam passivamente essas ideias caducas e continuam votando nos candidatos políticos que as proferem.

Como é possível acreditar nas mesmas ladainhas, desejar a mudança, mas sempre aceitar mais do mesmo? Qual é, então, a solução?

Confie em quem diz que “menos Estado” é a melhor solução

Tal dúvida provém da incoerência em acreditar no Estado como um provedor na economia ou benfeitor social. É matematicamente impossível qualquer organização trazer progresso a um corpo social quando a extração conjunta de recursos é maior que se provê a esse grupo.

Os salários públicos, as gordas aposentadorias, os atravessadores, as propinas e toda a corrupção sempre serão abatidos dessa conta. Se acrescentarmos o processo histórico sui generis do patrimonialismo brasileiro, onde os limites entre o público e privado confundem-se constantemente, evidencia-se claramente a situação natural: mais Estado acaba gerando menos desenvolvimento econômico e social.

Expectativas em relação ao estado e aos políticos

Infelizmente, estamos longe de entender uma simples conta aritmética. Em terras tupiniquins, ainda se idolatra a figura do Estado, o ser supremo que existe para resolver todos os problemas. Mas como não considerar que esse ser supremo é dirigido pelos políticos? Aqueles mesmos políticos que, em geral, contém alto grau de impopularidade?

As pessoas possuem uma dificuldade enorme para aceitar tal incoerência e separam de forma bizarra o governo e os políticos que o compõem, estimulando um oportuno estudo de Bruno Garschagen para explicar porque os brasileiros não confiam nos políticos, mas amam o Estado.

As quebras de expectativas que pululam na mente dos eleitores a cada biênio eleitoral provém, assim, da incapacidade em associar causas e consequências. Se já não é possível esperar benefícios do Estado enquanto tal, ainda seria menos viável idealizar um Estado benigno dirigido pelas pessoas a quem temos tanto desapreço.

Bom senso, não é? Mas que falta à grande parte da população brasileira. Infelizmente, ainda estamos muito longe das ideias de Locke em seu “Segundo tratado do governo civil”, onde procura deixar clara a separação entre sociedade e Estado. Este, seria apenas um “mal necessário” e não um ente com atribuições de prover a felicidade da população.

Como agir nas eleições desse ano?

Vários setores de nossa sociedade já vem alertando há alguns anos a necessidade de uma mudança de modelo mental, a urgência em demonstrar com fatos óbvios que o Estado é prejudicial e que, além de não ser um agente de desenvolvimento per se, atropela um dos maiores bens que devemos preservar como indivíduo: a liberdade.

Esses movimentos, embora eu não seja afeito ao termo “revolução” (pela admiração aos princípios conservadores de Roger Scruton), podem ser entendidos como uma “contra-revolução cultural” em alusão ao pensamento gramscista.

Recentemente, essas ideias vêm sendo propagadas em diversos meios com a ajuda da internet, combatendo a restrição de informações à poucas empresas de comunicação, retrato do mundo há pouco mais de 20 anos. Para entender sobre a revolução Gramsciana, os capítulos 3 e 4 da primeira parte do livro de Flávio Gordon são leituras obrigatórias.

É necessária, portanto, uma mudança na esfera cultural, para que novos políticos, abertos às ideias da defesa do indivíduo perante ao Estado, sejam eleitos com o intuito de reduzir institucionalmente o poder estatal e consequentemente, o poder que uma pequena classe dominante de burocratas e apaziguados, possui nesse país.

Descentralizar o poder e empoderar as pessoas em detrimento a qualquer espécie de coletivismo, é a base para o sucesso de cada um de nós.

Onde estão os bons candidatos?

Existem organizações que prezam por essas ideias com massiva convergência nos aspectos nefastos da interferência do Estado na economia, embora existam algumas divergências de posições relativas ao conceito de liberdade social. São movimentos que são bem-vindos no sentido de quebrar o monopólio do pensamento da esquerda em um país que só tem andado para trás depois que ele assumiu o poder.

Dentre essas associações, o Partido Novo parece-me o principal movimento para um projeto a longo prazo. É o único com uma plataforma clara para a supressão de poder dos políticos e sua transferência para as pessoas. O partido cresceu e possui excelentes candidatos nas maiores cidades do país.

É muito importante a votação dos candidatos do Partido Novo para as assembleias legislativas, seja a nível municipal, estadual ou federal, lembrando que é imprescindível que o eleitor vote no nome do candidato, e não apenas no número do partido (30). Todos os candidatos do Partido Novo passaram por entrevistas e sabatinas para conformação de que seus princípios aliam-se aos valores que o partido prega em sua comunicação.

Lembrem-se que são nas câmaras legislativas que podemos quebrar esse monopólio do pensamento estatista em nosso país. “Ser ouvidos”, debater o contraditório e mostrar bons argumentos, é tudo que podemos almejar agora.

Convido assim, a todos os leitores, a refletir sobre o Brasil que deseja deixar aos seus filhos e netos. Analise sua intenção de voto atual. Se essa pessoa já está na política em um quadro eletivo, veja quais foram suas reais contribuições à sociedade.

Será que ela merece estar novamente nesse meio? Ou será que é melhor elegermos pessoas como você, realmente comprometidas a fazer cada um de nós protagonistas na nossa vida?

Explore mais o blog pelo menu no topo superior!…
Ou leia um pouco de minha história aqui ou então, ouça a entrevista que fiz para o podcast do blog SRIF365.

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Marcos
5 meses atrás

mesma ladainha de sempre.
parecem papagaios… “menos Estado”, “imposto é roubo”.
Nesse sentido, estou com dó dos australianos, que tem imposto de renda na ordem de 45% sobre o salário recebido.
E aqui esse MIMIMI todo quando se paga 27.5% e gente reclamando que trabalha 4 meses do ano apenas para o governo.
Vamos estudar mais, ser mais crítico.
Caso contrário vai ficar repetindo o que você lê nos seus livros.
É o famoso “decorar” que brasileiro aprende nas universidades. O professor fala “X” e o aluno aprende a repetir “X”.
Vamos sair dessa bolha André!

Momentos Rochosos
5 anos atrás

Eu não tenho muita expectativa desse estado brasileiro atual, até no meu íntimo alimento a existência de uma estado que garantisse o bem estar e a harmonia da sociedade, acho que no fundo todo mundo deseja isso, da sua maneira, dentro da sua visão. Mas a visão que o artigo traz é bem interessante, realmente esse excesso de expectativa do povo em relação ao estado, como fomentador de recursos para sua realização pessoal é errada, as pessoas devem buscar isso através do seu trabalho e esforço, isso deveria estar claro para a população. Então precisamo criar na verdade uma relação… Leia mais »

André Rezende Azevedo
5 anos atrás

"no meu íntimo alimento a existência de uma estado que garantisse o bem estar e a harmonia da sociedade, acho que no fundo todo mundo deseja isso, da sua maneira, dentro da sua visão" – é justamente essa visão que combato no artigo e no blog: o Estado bondoso é uma ilusão, e essa ilusão mantém nossa mente aprisionada impedindo de ver a liberdade que nos é suprimida. "Então precisamo criar na verdade uma relação de economia de mercado justa, onde quem trabalhe possa se realizar, criando assim um ambiente próprio para que as idéias ligadas a liberdade individual prosperem… Leia mais »

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