Idiocracia – a apoteose de uma sociedade medíocre


As raízes da Idiocracia estão sendo edificadas pelo desejo da sensação de refúgio, derivada da segurança e conforto de ser coerente com a tendência atual do pensamento das massas e a ânsia de ser politicamente correto.


Há alguns anos atrás assisti um filme que não apareceu nos canais mainstreans e poucas pessoas o conhecem: Idiocracia. O filme foi feito aparentemente com restrições de verbas e possui uma produção muito fraca, elenco apenas mediano, efeitos visuais sofríveis e um roteiro que começa interessante, mas que posteriormente extremiza a caracterização de personagens em algumas situações.

Mas sua atratividade é um enredo muito interessante: em nossa época, um dos funcionários “menos inteligentes” do exército submete-se a uma experiência de congelamento que deveria durar um ano, mas algo dá errado e ele acorda 500 anos depois.

Idiocracia - a construção de uma sociedade medíocre
A idiocracia além do filme

Longe de apresentar uma visão otimista do futuro, o filme retrata uma realidade sombria mas totalmente oposta às distopias de Aldous Huxley o George Orwell, onde uma minoria sagaz domina a maioria da humanidade. O protagonista acorda em uma sociedade dominada por idiotas – a Idiocracia, e aos poucos começa a perceber que ele é o ser mais inteligente da Terra. 

A idiocracia além do filme

Em meio à banalização da cultura (reality shows e programas televisivos ridículos (alô BBB e Fátima Bernardes!), abolição da leitura de qualidade (alô ex-presidente!), animosidades e intolerâncias em pensamentos divergentes nos debates (alô blogueiros chapa branca!) e uma overdose de idolatria a tudo o que nos regozija sem a necessidade de usar um mero neurônio (alô seleção brasileira!), as pessoas medíocres foram bem aventuradas com vantagens na seleção natural e sua multiplicação aconteceu em uma velocidade muito mais rápida do que as pessoas inteligentes, o que foi ampliando cada vez mais toda a estrutura que legitimava essa sociedade dos idiotas. Uma espiral negativa viciosa. Muito distante de nossa realidade?

Algumas mentes acham que não. O escritor italiano Pino Aprile acredita que a estupidez em nosso planeta tende a crescer continuamente e deixou sua tese clara em seu livro “Elogio do Imbecil”: a inteligência, antes necessária para a evolução da espécie, tornou-se obsoleta, assim como nossa antiga cauda, pelos e o andar sob quatro patas.

Em tom pessimista, o autor advoga que a inteligência tem obstruído o mecanismo social, por chamar ao debate, por buscar rever procedimentos, por quebrar paradigmas e dificultar, através da sua ação, os trajetos habituais dos sistemas burocráticos, cujos principais devotos são o Estado e suas estruturas inerentes de corrupção.

A idiocracia como meta do Estado

De fato, segundo o autor, o poder de uma organização como o Estado será tanto maior quanto mais inteligência ele conseguir destituir da sociedade, o que torna o poder excepcionalmente perigoso. Regimes de esquerda (entendidos aqui como coletivistas) como o nazi-fascismo (Hitler e Mussolini) e o comunismo (Stalin, Mao, Pol-Pot e Fidel Castro) são exemplos bem documentados que concentraram suas forças para extirpar a inteligência de seu povo. A idiocracia era a sua meta.

Atualmente, a prescrição da mediocridade e seu controle é mais sutil, porém, ela continua a ser importantíssima para manter a ordem estabelecida por uma minoria. O idiota é a pedra angular para a manutenção de um sistema de poder, uma joia necessária por ser de fácil manipulação e por não fazer objeções às autoridades e regras vigentes.   Dessa forma, o modelo que nos é imposto em velocidade cada vez maior, é a manutenção de um padrão de comportamento onde o esforço e o mérito baseados em ações de sua própria responsabilidade, não é importante. A pessoa que se opõe às estruturas vigentes, a pessoa que demonstra a inteligência para modificar o ponto de vista dominante é um empecilho.

Uma consequência da idiocracia: o nivelamento por baixo da sociedade

Sindicatos, por exemplo, lutam por reajustes salariais uniformes para a “classe” que representa, independente das ações individuais de cada um. Um nivelamento por baixo, sempre. Meritocracia é uma palavra ofensiva. E são esses exemplos que pavimentam nosso caminho em direção à idiocracia. Impedir cada vez mais o seu direito individual de usar sua liberdade como bem entender e mantê-lo preso a uma estrutura coletiva, com relativo conforto, que lhe ceifa a oportunidade de resolver seus próprios problemas. Como disse Sérgio Zavioli:

“Estatisticamente, o imbecil representa a maioria, mas não é assim: interpreta a humanidade (…). Porque crescemos, no fundo, graças aos problemas que somos forçados a resolver. E em primeiro lugar o da inteligência ou se preferir o da imbecilidade.”

E a preferência pela imbecilidade é a decisão que tem tornado-se mais comum hoje em dia. Um dos impulsos naturais do ser humano é o desejo de segurança, que impeliu vários potenciais filósofos de buscarem a verdade. Esse desejo de segurança é buscado hoje na adesão coletiva e nos arroubos mentais criados para caracterizar as preferências adequadas às circunstâncias, ao status quo.

A idiocracia por pactuar com o pensamento das massas

Olavo de Carvalho, em seu livro “O imbecil coletivo” já comentava que tais tentativas de romper com as ideias do sistema eram atenuadas pela sensação de refúgio de estar em dia com o pensamento universal, poupando tais atores de uma batalha aflitiva e reduzindo confortavelmente a energia do intelecto. Como diria bem Bertrand Russel (cujo primeiro casamento foi com uma Quaker), a despeito de suas ideias toscas de socialismo de guilda e sua obsessão pela ética ecocêntrica: “A maioria das pessoas prefeririam morrer a pensar. De fato, muitas o fazem”…

E antes de você achar que todo esse processo são assuntos para os outros, pergunte-se a si mesmo quantos livros leu o ano passado. Nesse ano, além de uma camisa amarela da seleção, quantos livros e novos ensinamentos você deu de presente para seus filhos? Quais são as estruturas que estão sendo (des)construídas pelas suas ações? Você está do lado do time que acolhe ou rejeita a Idiocracia? Liberdade demanda responsabilidade. Sempre.

A idiocracia através da igualdade politicamente correta

O termo igualdade vem sendo utilizado frequentemente em muitas demandas políticas e sociais. Esse conceito, porém, possui duas ideias bem definidas, e é preciso sempre ter em mente a qual tipo de igualdade nos referimos.

O primeiro significado trata-se da igualdade formal, que estabelece que todos nós, seres humanos, possuímos igualdade perante a lei, sem quaisquer benefícios ou penas por sermos alguém em específico, mas sim o direito de sermos julgados como um indivíduo incógnito e único. A igualdade formal possui força normativa pelo artigo 5° da Constituição, porém é constantemente violada na prática, e esta sim, deveria ser o objeto de grande defesa pela maior parcela da população.

A idiocracia do politicamente correto e igualdade

Porém infelizmente, a igualdade que está na moda e nos discursos dos “progressistas” percorre o conceito da igualdade material (ou substancial), onde todas as pessoas deveriam ter direito aos mesmos recursos e convergir para um mesmo ideal de satisfação, mesmo que possuam aspirações e motivações divergentes. Já explicamos anteriormente o porquê da igualdade material ser imoral, além de ser uma impossibilidade prática.

Nesse blog há farto material sobre o conceito de igualdade formal e direitos naturais, comentados à luz das ideias de John Locke, Karl Popper e Immanuel Kant, bem como as consequências nefastas das ideias de igualdade material, fundadas sobre um coletivismo insano, em comentários aos livros de Ayn Rand e José Ortega y Gasset.

Porém, um vídeo que vi no YouTube recentemente incentivou-me a reforçar os comentários de como essa pregação da igualdade material, adotado maciçamente pelo discurso politicamente correto, arruína a tolerância e o convívio das divergências. A igualdade material que trata o vídeo não é financeira ou de recursos, mas sim, a ideia de que somos todos iguais não no sentido formal, mas de forma tangível e utilitária. Tal igualdade, para ser atingida, recorre à supressão das liberdades e à anulação da individualidade humana, uma vez que interfere na dignidade humana de ser livre para fazer escolhas.

Sendo absorvida pelo discurso politicamente correto sob o pretexto de evitar discriminações e ofensas, a igualdade material utilitária não admite o contraditório. Trata as pessoas como mentes indefesas incapazes de assumirem-se como indivíduos livres, singulares e responsáveis pelos seus atos. Evita as divergências e a convivência com os conflitos naturais que surgem dentro de grupos com diferentes interesses e ideologias. E esquivando-se da variedade de ideias, não sabe conviver com a pluralidade e possui o objetivo de destruir todas as opiniões contrárias, almejando um pensamento único e totalitário. O politicamente correto é uma seita ideológica, usada pelos partidos políticos para conquistar corações e mentes, muitas vezes com sucesso.

Vejam o vídeo, que com um pouco de exagero e bom humor,  alerta como a liberdade individual poderá se submeter ao consenso da maioria ou dos paladinos da justiça, muitos em voga nesse período sui generis de nossa história.

A idiocracia em uma nova ordem moral e ética

É evidente um retrocesso na concepção de ética da maioria das pessoas, que, por consequência, termina por refletir-se em seus comportamentos morais. E uma de suas revelações mais funestas é a negação pelas pessoas da própria responsabilidade nos resultados de suas próprias ações. Ao invés disso, tornou-se lugar comum a culpabilização de um fato, agente ou determinado contexto externo, para as supostas consequências de seu próprio ato individual. Ou ainda, ampliando-se essa conduta para defender suas teorias sociais, onde o obscuro ser chamado de “sociedade” carrega dentro de si, como Jesus, a culpa pelos pecados dos outros.

Esse tipo cada vez mais comum de atitude se multiplicou assustadoramente no Brasil nas últimas décadas, e as decisões que levam às essas ações são construídas com base em um mundo totalmente desabituado à realidade, concebendo uma verdade fundamentada puramente em suas conveniências pessoais e atribuindo constantemente o insólito aos pensamentos e atos a outrem, nunca aos seus próprios.

Essa nova forma de raciocínio ultrapassa as fronteiras do mundo real. O pensamento dominante inventou um ente, o “modelo capitalista”, para atribuir a culpabilidade de invasões e depredações ao patrimônio. Atribuiu uma relação direta à “desigualdade social” e aos casos de roubos e violências físicas, muito embora a recente história do Brasil contradiz tal tese. Conferiu à falta de “discernimento entre o certo e o errado” a atenuação dos encargos dos assassinatos cometidos pelos jovens. Quer dizer, atribui-se a uma abstração que paira acima de tudo e todos, as responsabilidades que deveriam ser dos indivíduos de carne e osso.

Já faz ao menos 25 anos que estamos aplicando toda essa teoria sociológica permissiva, construtivista e relacional e quais são os resultados? Houve melhoria da educação? Violência? Consumo de drogas? Corrupção?

Tais atitudes tornaram-se no Brasil uma ferramenta inconsciente para a adaptação à ideologia que hoje nos reina, onde tal cumplicidade tolera regalias morais que não seriam permitidas sob condições lógicas e racionais que perseveram na verdade e na realidade dos fatos. O ódio ao contraditório, a criação de maniqueísmos, de espantalhos, de acusações ad hominem criam uma atmosfera onde a razão não tem vez. Sobretudo se puder ser provada. O que dizer de tal pessoa, que abandona sua razão para sujeitar-se ao pensamento mainstream evidenciando somente o seu desejo de ser aceito pelo grupo ideológico dominante?

É mais uma variável nesse passo a passo para a consolidação de uma idiocracia. Esse estado de espírito versa, entretanto, quando falamos de responsabilidades, de deveres. O cenário inverte-se totalmente quando o assunto são direitos. Em relação a estes, não existe essa história de coletivo ou social. Os direitos, todos querem para si, individualmente. Privativamente.

Uma boa definição que li um dia, dizia algo assim: “o brasileiro é um saci existencial, que equilibra-se alegremente sobre a perna dos direitos, mas sem nunca colocar o pé dos deveres no chão.”   E assim prossegue o debate “intelectual” no país, promovendo enormes distorções morais e fortalecendo os donos do poder. Que as crises atuais e vindouras nos tragam ao menos, o estopim para mudar tal cenário.

A idiocracia das estatísticas de violência

Não é novidade que o Brasil é um dos países mais violentos do mundo. Levantamento da ONU mostra que, apesar da queda da violência nos últimos anos, ainda possuímos 14 das 50 cidades mais violentas do globo, sendo 13 (sim: 13!) na região Norte/Nordeste. Um número assustador.

Existem várias formas de abordar as causas dessa situação. Sociólogos e cientistas sociais gastam fortunas do erário estatal para o financiamento de pesquisas e bolsas de pós-graduação para estudar o problema. Pelo visto não temos tidos bons resultados. O Brasil segue sendo o país que debate, debate, debate mas não sai do lugar. Pior: situações que são tão incontestáveis pelas estatísticas ainda seguem sendo um tabu.

Errar é humano, mas persistir no erro é burrice, como diz um certo ditado. É reforçar nossa idiocracia. Mas os “progressistas” não são nunca capazes de admitir seus erros de análise. Citei anteriormente que 13 das 14 cidades estão no Norte/Nordeste. Sinto pela região, pois já morei em algumas cidades e conheço tantas outras, o que me fez criar e manter um fantástico círculo de amizades. Mas essa citação tem apenas um motivo: a violência não está diretamente relacionada com a desigualdade de renda ou pobreza.

Ninguém terá dificuldade de provar que a região foi (é) a maior beneficiada em melhoria nas disparidades sociais nos últimos anos. Mais de 63% dos beneficiados no Bolsa-família estão no Norte-Nordeste, regiões que possuem apenas 36% da população brasileira. E é a região que mais sofreu o aumento na violência nesses mesmos últimos anos. Em relação à ajuda federal, os Estados dessas regiões, com apenas duas exceções, recebem anualmente bem mais recursos do que arrecadam. Todos esses dados mostram que a violência NÃO está relacionada a condições sociais. Um bom material para que os “progressistas” de plantão mudem seu ponto de vista.

Mas existe uma relação interessante: os Estados que mais prendem bandidos são os que possuem um dos menores índices de violência do Brasil. São Paulo, por exemplo, possui o menor índice de homicídios do país (6,82 por 100mil habitantes) e a segunda maior taxa carcerária do Brasil, enquanto estados do Nordeste estão entre os últimos. Nada é perfeito, e existem problemas pontuais nessa condição, claro. Um longo debate pode ser visto aqui, onde um professor de Direito Penal rebate todas as afirmações do psolista Vladimir Safatle. Mas o que não se pode negar é que a solução não passa por tornar o crime algo que compense, mantendo leniência na necessidade de prisões para os crimes violentos. Precisa-se mostrar que as consequências são duras e incluem, obviamente, a prisão. Afinal, a certeza da impunidade pode ser apontada por ser uma das causas da violência.

Outra estatística interessante é a que relaciona o índice de porte de armas com o índice de violência. Não vou me deter muito aqui, pois já escrevi em Janeiro sobre o assunto, um artigo com algumas referências com essas estatísticas (link abaixo). No Brasil não temos pesquisas confiáveis por estado para portes legais, mas comparando-se países ocidentais (uma vez que no oriente temos uma cultura muito diversa), o retrato fica claro. A conclusão é que, nos países com um grande número de armas em poder da população de bem, a violência é menor. Explico possíveis causas no referido artigo Porte de armas: bom ou ruim?

“Progressistas” não aceitam nunca essa realidade, embora os números sejam bem claros. Apesar de um estado governado há anos pelo PT possuir uma das piores taxas de criminalidade do Brasil (Bahia, com mais de 36 assassinatos por 100 mil habitantes por ano, mais de 5 vezes maior do que São Paulo). Dados e reações que funcionam como mais combustível para alimentar a idiocracia da sociedade que vivemos.

Explore mais o blog pelo menu no topo superior!…
Ou ouça a entrevista que fiz para o podcast do blog SRIF365.

E, se gostou do texto, por que não ajudar a divulgá-lo compartilhando em suas redes sociais?

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Exu
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Exu

A possibilidade de uma resposta
inteligente e eficaz,seria a formação
de uma classe de indivíduos
capazes que iriam por ordem
nesse puteiro a céu aberto.
A pergunta é,aonde eles estão???

André Rezende Azevedo
Visitante

Carlos, só por dizer ao final que é em governos de direita (e não esquerda) que o interesse do Estado prevalece sobre os interesses do povo, eu poderia também ignorar a leitura de seu comentário e deixá-lo sem resposta… Mas a diferença entre nós é que eu topo o debate, e você apenas "pára de ler" e não tenta pensar além da casinha… Primeiramente, eu coloquei no texto quando fiz essa afirmação, que o entendimento aqui da "esquerda" são movimentos coletivistas. E nisso, sim, o nazi-facismo foi um movimento de esquerda. A definição da "esquerda" pode possuir alguns vieses, mas… Read more »

carlosband
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Parei de ler quando disse que o nazi-fascismo era um governo de esquerda. . O regime ditatorial de Hitler nada tinha a ver com socialismo e comunismo… muito pelo contrário se fosse comoara-lo o comoararia aos governos de Direita. . Onde o interesse do Estado prevalece sobre o do povo..

André Rezende Azevedo
Visitante

Rick, é fato que o nível intelectual do que se lê corre sob um amplo espectro, mas conhecer, compreender, realizar debates internos e formar opiniões passam naturalmente por um amplo conhecimento do mundo que nos cerca. E nisso a (boa) leitura fornece um subsídio incontestável. A análise das relações das crianças talvez seja menos importante do que uma análise do mundo adulto, mais propenso e capaz de assumir responsabilidades. Infelizmente, isso muda pouco, mais por inveja, medo e uma natural clareza na própria incapacidade em acompanhar a evolução. Felizmente, porém, há muitas exceções.
Obrigado pelo comentário! Abraço!

Rick Sossai
Visitante
Rick Sossai

Outra coisa. A sociedade não vê com bons olhos pessoas inteligentes. Isso começa na escola, crianças que se destacam são chamadas de CDF, as outras crianças evitam amizade, por não serem "mal vistas".

Rick Sossai
Visitante
Rick Sossai

Assisti o filme e estava procurando opiniões sobre ele na net e achei aqui. Eu ainda acredito que a tendencia é a população ser cada vez mais inteligente ao passar dos seculos, porém não seria nada surpreendente acontecer isso no filme. Vejam que as pessoas mais estudadas(pra não dizer mais inteligentes), procuram ter o minimo de filhos possível, muita gente tem só 1, por que sabem das dificuldades, se organizam pra isso, enquanto os menos estudados tem de monte, e os filhos por não ter acesso a bons estudos, vão continuar isso, se multiplicando. André, só não gostei sobre ler… Read more »

André Rezende Azevedo
Visitante

Acredito que seja a mesma pessoa que "comentou" a outra postagem. Assim, repito minha resposta: "Obrigado pelos argumentos sólidos e impressionantes". Mostra o nível da idiocracia que vivemos e espelha bem o que eu pretendo demonstrar com as palavras desse blog.

Anônimo
Visitante
Anônimo

O sociedade já está assim. E graças a blogs como esse que acham que estão fazendo a diferença e mudando o mundo.

André Rezende Azevedo
Visitante

Sim, mas se pensarmos nos romances de Ayn Rand, o coletivo, o Estado, sempre será idiotizante. E estará por todos os lados. Mas quando pensarmos no indivíduo, isso independe do sistema que nos encontramos. O sistema dever apenas dar a liberdade para sua expressão. E os EUA ainda estão na vanguarda nisso. Mas concordo que com o Obama, em um lamentável retrocesso.

Anônimo
Visitante
Anônimo

Só acho curioso o Olavão falar em "tentativas de romper com as ideias do sistema" e "imbecil coletivo". Vindo de alguém que está encalacrado num dos mais antigos sistemas idiotizantes e mentalmente estagnantes do mundo, o Cristianismo fundamentalista, é bastante contraditório.

André Rezende Azevedo
Visitante

Que fase né, Euler?

Anônimo
Visitante
Anônimo

Mulheres Fruta, Funk Carioca, Redes Sociais, Bolsa Familha, Selfie, PT na Presidencia, De Menor pode votar e não pode ser preso, Big Brother, Estudantes de direito dão cano em restaurantes, Tiririca Reeleito, Etc, Etc, Etc……
Depois que eu assisti ao IDIOCRACIA, tudo isso fez sentido.

André Rezende Azevedo
Visitante

Bem colocado Anônimo! Abraço!

Anônimo
Visitante
Anônimo

O Partido dos Trabalhadores é especialista em discurso porém a sua prática politica não existe.O Estado da Bahia está carente nos serviços de educação, saúde e segurança publica mas o governador afirma que o PT tem feito a melhor administração em todos setores no nosso Estado.Esse é o momento de reflexão o voto marca o desejo de mudança.

André Rezende Azevedo
Visitante

"Em outras épocas era necessário mais capacidade ou mais esforço para sobreviver…"

Pois é Carvalho, vivemos em uma época onde a seleção natural não atua mais na humanidade hehe. Obrigado pelo comentário!

Carvalho
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Carvalho

Esse filme é divertido mesmo. Eles irrigando as plantações com um isotônico é ótimo.
Em parte concordo com o fato de que vivemos em uma época de abundância onde os idiotas podem se reproduzir impunemente. Em outras épocas era necessário mais capacidade ou mais esforço para sobreviver e gerar descendentes. Só não sei como isso irá caminhar pois especular sobre o futuro me parece geralmente perda de tempo. O que não invalida é claro a recomendação de leituras e seguir se informando, assim como estimular isso em nossos filhos. Bom texto. Abraço

André Rezende Azevedo
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Obrigado Azul!

André Rezende Azevedo
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Obrigado colega!

Anônimo
Visitante
Anônimo

Mais um ótimo texto André !

Anônimo
Visitante
Anônimo

Bom artigo e ótimo site, com temas bem atuais e interessantes. Parabéns.

André Rezende Azevedo
Visitante

Obrigado colega. De fato, o comodismo (principalmente ao "pensar") vem tornando-se um estado "natural".

s. rodrigues
Visitante
s. rodrigues

Cada vez mais vejo as pessoas como manadas de vacas, mal educadas, mas vacas, satisfeitas em receber a pior ração possível, desde que possam continuar ruminando sem ter algum incômodo.Muito bom artigo.

Djha
Visitante
Djha

E mais. Achei muito boa sua publicação, muito bem escrita e embasada.

André Rezende Azevedo
Visitante

Obrigado Cabeça! Sim, essa é a filosofia da esquerda Sakamoto (acredito que foi ele quem falou primeiramente do relógio do Huck): a culpa nunca é do agente, e sim de alguém ou de um ser etéreo… Eu também sou otimista, principalmente pq sinto uma mudança de mentalidade, ainda lenta, mas consistente. O que o Brasil precisava era de pessoas com maior acesso à internet, refletindo um maior nível de informação. É isso o que mais o PT tem medo. Eles já perderam o debate inteligente. Nas próximas pesquisas, avalie a intenção de voto das pessoas mais escolarizadas e com maior… Read more »

André Luis
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Grande texto André. Acabei de ler seu post e vi essa deste blog abaixo. O cara praticamente defende o assalto do Luciano Huck pq ele estava usando um relógio caro e mete o pau no Neymar e companhia pq estao "faturando" com racismo. Incapacidade para ter este tipo de ideia que viraliza, passa a msg e até fatura (e daí?) ajuda a criar estes tipos de inversões que vc comenta no seu texto. https://br.noticias.yahoo.com/blogs/autor/alex-antunes/ Sobre o inicio de seu texto, espero q este "retrocesso ano a ano" seja só uma fase. Prefiro (mesmo que utopicamente) ver as coisas de uma… Read more »

André Rezende Azevedo
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Obrigado! "Ver-se" já é um enorme passo em meio à cegueira que nos encontramos…

leofelis
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Muito bom o artigo! Em alguns momentos da vida me vejo refém do sistema, talvez em virtude da minha própria hipocrisia!

André Rezende Azevedo
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Obrigado Nina! 🙂

Nina Rezende
Visitante
Nina Rezende

Magnífico André!! Aliás, como todas as suas análises…

André Rezende Azevedo
Visitante

🙂

Anônimo
Visitante
Anônimo

Sempre uma boa reflexão !

André Rezende Azevedo
Visitante

Obrigado Azul. O intuito é tentar mostrar que existe um outro lado que sempre é negligenciado na formação de conceitos.

Anônimo
Visitante
Anônimo

Bom o post André !