ETFs ou ações individuais: o que é melhor?


A dúvida entre comprar fundos de índices como ETFs ou ações individuais persistem entre os investidores iniciantes.
Veja as vantagens e desvantagens a partir de um podcast do Bastter e uma sugestão de carteira em ETFs e fundos de índice.


Sou um assíduo ouvinte de podcasts. Eles são ótimos para passar o tempo enquanto estamos em atividades sem concentração. Um dia desses, enquanto corria na esteira, uma publicação do Bastter pareceu interessante: investimentos no exterior e as vantagens e desvantagens da escolha de ações individuais sobre a compra de ETFs, os fundos de índice passivos de renda variável.

Mas o conteúdo decepcionou: ele falou apenas das vantagens das escolhas das ações individuais. Mas o pior é que não precisava também proferir tantas bobagens contra os ETFs. Ficou devendo muito uma análise honesta sobre os pontos positivos e negativos de ambos.

ETFs ou ações? Investir passivamente em fundos de índice ou ativamente em  ações individuais?
O que rende mais: investir em fundos de índice (ETFs) ou ações individuais?

As desvantagens apontadas dos ETFs (e a ausência de vantagens)

O podcast foi apresentado por um tal de Huoya que insistiu em várias frases prontas (e falsas) para reforçar o seu ponto de vista. No fundo, ao invés de falar sobre ETFs ou ações, parecia mais interessado em fazer com que os clientes usassem as corretoras estrangeiras e enviassem dinheiro através da Remessa Online, a qual o Bastter possui, como esse blog, vouchers de desconto com uma comissão embutida.

Não é feio oferecer links afiliados. Porém, se o site deseja manter sua independência e credibilidade junto aos leitores, precisa ser honesto nos argumentos oferecidos a eles. Aqui, regularmente é feita uma comparação entre a Remessa Online e seus concorrentes, certificando-me de que é a melhor escolha para enviar dinheiro ao exterior, sem forçar a barra. Clique abaixo para checar, se houver interesse.

O podcaster afirmou que investir em ETFs no Brasil não significa investir em empresas do exterior, pois o dinheiro fica aqui, além de que os fundos de índices não são uma forma de diversificação. Com a arrogância característica do pessoal do Bastter, disse que é “muito fácil” escolher boas empresas. E, ao final, ampliou seu repertório de bobagens quando compara a gestão ativa de fundos de investimentos ativos com fundos passivos como ETFs.

Vamos analisar cada uma das tolices e depois criar uma carteira adequada caso você pense em aventurar-se no mundo dos ETFs.

1) É possível investir em ações no exterior através de ETFs no Brasil?

Segundo o amigo da Bastter não, apesar de termos ETFs que seguem índices de bolsas americanas, os quais você pode comprar aqui mesmo, através de seu home-broker. Os mais famosos são o IVVB11 e SPXI11, que representam o índice S&P 500. Veja uma lista completa dos ETFs disponíveis no Brasil e os índices que seguem.

Mas para ele, investir nesses papéis não é investir no exterior. Não seria forçar a barra argumentar que, por não tirar o dinheiro do Brasil não estamos investindo em empresas lá fora? É claro que estamos investindo no exterior! Os estrangeiros também não investem no Brasil através de papéis de empresas brasileiras negociadas em Nova Iorque?

O argumento honesto: investir em ETFs ou ações das empresas?

Dizer que, quem não compra as ações diretamente de uma corretora no exterior não está investindo no exterior é algo superficial e leviano. Argumentos melhores seriam:

  1. É possível investir em ativos no exterior através de ETFs negociados no Brasil pelo seu home-broker como os fundos passivos de ações americanas IVVB11 ou SPXI11. A vantagem seria clara: não é necessário enviar dinheiro para fora e você pode controlar mais facilmente seus investimentos.

  2. Você, entretanto, não retirando seu dinheiro do Brasil, estaria sujeito ao risco-país. Se ocorrer algo mais drástico, o que você possui são papéis, e poderiam ser confiscados pelo governo brasileiro. Essa seria a desvantagem maior.

  3. Em relação às taxas, há vários cenários possíveis. Você precisa computar as taxas de transferências, de câmbio (spreads) e a administração de cada fundo ou corretora. Fiz uma pesquisa privada há uns dois anos e não vi vantagem nas taxas lá fora, computando todas as variáveis. Ultimamente, tem aparecido novas opções de investimentos no exterior através da Vítreo.

Ou seja, há cenários para debates, algo que o podcaster não apresentou nem de longe. Fica claro que seu intuito era fazer apenas com que o cliente usasse seu cupom de afiliação e não ajudar, realmente, as pessoas a decidirem entre ETFs ou ações individuais.

2) Investir em ETFs é uma forma de diversificar sua carteira?

O moderador da Bastter também fica um bom tempo batendo no dilema entre ETFs ou ações dizendo que os primeiros trazem uma falsa sensação de diversificação. Como assim?

O investimento nos ETFs possuem várias desvantagens, como por exemplo, no Brasil, o pagamento de imposto de renda sobre os dividendos das empresas. Quando temos ações individuais, os recebemos livres de impostos, mas nos ETFs, eles são incorporados às cotas, o que faz que, no dia do resgate, eles sejam tributados.

Porém, não está entre as desvantagens a “falsa sensação de diversificação”. Na verdade, você está muito bem diversificado, dentro daquele conjunto de ativos. Depende, entretanto, de como você monta sua carteira da investimentos: para diversificar entre categorias diferentes, podemos escolher vários ETFs.

Por exemplo, você pode dividir a alocação de ações no Brasil entre o BOVA11 (ou BOVV11) e o SMAL11 (ou SMAC11, novo ETF lançado pelo Itaú em fev/2020). São grupos de ações diferentes: o primeiro ETF foca as ações mais negociadas na bolsa e o segundo, em companhias menores. Poderia-se pensar também no DIVO11, índice composto por ações pagadoras de bons dividendos.

As opções aqui são menores, sem dúvida. No exterior, você pode investir em ETFs de grandes empresas, em vários índices e em REITS, os fundos imobiliários americanos. Mas tem sentido falar dizer que um ETF não é diversificado? Segundo o podcaster, se um ETF possui, dentro dele, uma concentração maior de algumas empresas, ele não pode ser considerado um ativo de diversificação. Argumento sem pé nem cabeça…

O argumento honesto: ETFs auxiliam a diversificação de meus ativos?

É claro que sim. Existem pontos de debates na escolha entre ETFs ou ações individuais, com vantagens e desvantagens que o moderador não desenvolveu de forma a orientar melhor seus ouvintes. Vamos a eles:

  1. A diversificação existe nos ETFs. É motivo de debate até se ela não é excessiva, uma vez que a quantidade de ativos que existem normalmente nos ETFs é muito grande.

  2. A qualidade da diversificação é questionável. Em um ETF existem ativos bons e ativos ruins. Logo, você sempre ficará na “média” do mercado, sem obter rendimentos excelentes, mas também sem correr o risco de ter grandes prejuízos.

  3. Para obter uma diversificação plena de classe de ativos, é necessário investir em ETFs com objetivos diferentes.

3) É fácil escolher “boas” empresas e realizar uma boa diversificação?

É repetido incessantemente no podcast que é muito fácil escolher “boas” empresas e montar sua própria carteira de investimentos. Não é assim. Eu possuo e mantenho uma carteira diversificada por quase 15 anos e não é fácil não… Eu mesmo já acompanhei o Bastter em outros momentos da minha vida e sou testemunha como eles já falaram bobagens por lá.

Com uma autoridade e egolatria que assustaria até Warren Buffet, ele fala tranquilamente que devemos escolher as empresas que serão vencedoras e evitar as que serão perdedoras no futuro. Simples assim. Relaciona empresas que cresceram muito nos últimos anos e assinala que era muito “fácil” perceber que elas se valorizariam. Adivinhar o futuro olhando pelo retrovisor é fácil, não?

Mesmo desconsiderando sua presunção, o podcaster vê apenas uma realidade e a entende como a “verdade”. Não sou um apoiador do relativismo, mas no caso em questão, isso depende fortemente do tempo que você tem ou quer deixar disponível para se dedicar ao assunto.

Uma das mudanças que minha filha fez em sua carteira de investimentos, foi a compra de ETFs. Essa decisão teve origem na forma como ela prefere se relacionar no mercado financeiro: acompanhar sua carteira, diversificá-la, mas dando prioridade ao seu trabalho particular, de acordo com seu perfil de investidora.

Ela está ciente de que, para cada ETF, irá navegar pela média do mercado. O que a fará superar a maioria dos investidores é a gestão de sua alocação de ativos, usando bem o potencial dos rebalanceamentos. Ambos assuntos já foram tratados no blog e podem ser acessados pelos links.

O argumento honesto: o TEMPO e INTERESSE de cada pessoa é fundamental para a resposta

Os palpiteiros da internet precisam entender que cada pessoa tem uma realidade, diferente da dele. Ele deveria apresentar as vantagens e desvantagens entre escolher ETFs ou ações e definir qual a melhor opção. O que poderia ser debatido:

  1. Se você tem tempo e interesse, pode valer a pena dedicar-se ao estudo das empresas. Se for uma pessoa inteligente, possuir bom senso, capacidade analítica, entender o mercado onde ela está inserida, estudar também seus concorrentes e ter uma boa visão de políticas econômicas, nacionais ou globais, você pode performar acima da média. Mas não é tão fácil, percebe?

  2. Se você tem tempo, mas não tem interesse, foque em investir na formação de uma boa carteira de investimentos com os ETFs como alguns de seus pilares. Ela não exigirá tanto estudo, mas demandará um tempo para rebalanceamentos e uma boa gestão de risco.

  3. Se você não tem tempo e nem interesse, delegue. Gaste uma energia inicial escolhendo bons gestores de fundos multimercados, reserve um fundo de emergência líquido e sem risco para despesas e inesperados e seja feliz. Não sinta culpa por alguém ficar falando que você precisa ficar escolhendo boas ações.

Em um post recente, encorajei as pessoas a descobrirem qual é a forma ideal para elas se relacionarem com o mercado financeiro e gerenciar seus investimentos, nomeando os perfis acima de resignado, equilibrado e entusiasta. Leia um pouco mais sobre esses perfis aqui, se desejar.

4) Fundos de investimentos não batem ETFs?

Mais ao final do podcast, o influenciador adentrou pela seara dos fundos de investimentos ativos, dizendo que a maioria não batem os fundos passivos como ETFs porque… rodam muitos seus ativos.

Mas não era muito fácil escolher “bons” ativos? Veja que é uma relação de causa e consequência que só existe na cabela dele. Vejamos…

  1. Gestores de fundos procuram valor nos ativos. Eles estudam as empresas, escolhem as “boas” e trocam quando deixam de ser atrativas: é exatamente o que o podcaster propõe para cada investidor individual. E, para ele, é isso que faz com que o rendimento dos fundos ativos seja baixo.

  2. Gestores de ETFs giram muito pouco seus ativos: eles seguem o índice. Ora, mas não é exatamente o que ele defendeu nessa observação: que devemos evitar girar os ativos? Nesse caso, seria por isso que os ETFs teriam melhores rentabilidades? Afinal, ele quer que escolhamos nossas ações e sentemos em cima delas para sempre então? Como então investir em valor quando as condições das empresas mudam?

Percebe-se que o foco dele é a avaliação de uma carteira de investimentos com ativos escolhidos a dedo por cada pessoa. Mas relacionar alto giro com rentabilidade está totalmente fora do contexto, concordam?

Exemplo de uma carteira de ETFs bem diversificada

No mês de maio/2020, comecei a montar uma carteira somente com ETFs e fundos passivos (que replicam a mesma ideia dos ETFs). A ideia é comparar seus rendimentos com minha carteira ativa e passiva, que já faço mensalmente. Pensei na seguinte composição:

GestorÍndicePapelTaxa de administraçãoAlocação
VítreoSelic0,00%10%
ItaúIMABIMAB110,25%20%
VítreoIPCA longoVítreo Inflação Longa0,05%10%
ItaúIRFM P2IRFM110,20%10%
Black RockSMLLSMAL110,50%5%
ItaúIRBX-50PIIB110,06%5%
ItaúIDIVDIVO110,50%5%
ItaúS&P500SPXI110,21%10%
Administradora 1FoFsXXXX115%
Administradora 2FoFsXXXX115%
Administradora 3FoFsXXXX115%
VítreoOuro não hedgeadoVítreo Ouro0,05%4%
VítreoDólarVítreo Dólar0,05%4%
VítreoCriptomoedasCryptomoedas0,35%2%
Um exemplo de carteira de investimentos com fundos de índices e ETFs

Alguns comentários:

  1. Tentei incluir os ETFs do Bradesco na carteira, com taxas de administração um pouco mais baixas, mas a liquidez é pífia;
  2. O ETFs de pré-fixado do Itaú (IFRM11) também possui baixa liquidez, mas mantive para consolidar a ideia. Talvez melhore com o tempo;
  3. Escolhi os fundos de índice da Vítreo em virtudes das baixas taxas de administração, que compensam o come-cotas. E, no ambiente interno da plataforma, é fácil fazer rebalanceamentos entre renda fixa e câmbio (dólar e ações);
  4. A sugestão para os fundos imobiliários são três FoFs com alocações variadas. Essa situação não é a ideal, pois os gestores dos FoFs, além de não possuírem um histórico previsível, não seguem índices. O ideal seria o surgimento de um ETFs de FIIs, ainda não lançado apesar da tentativa do Banco Inter. Assim um instrumento desse tipo estiver disponível, os FoFs serão trocados imediatamente. Por enquanto, é o que temos à disposição. Exclui-se também na opção o viés de baixa no mercado imobiliário, onde os FoFs são menos competitivos.

A taxa de administração final e ponderada dessa carteira ficaria em 0,16% SEM incluir os três fundos de fundos imobiliários. Colocando uma taxa média destes em 1,0%, a taxa média final da carteira ficaria em 0,31% ao ano. Números que só serão atingidos se escolhermos uma corretora de valores com taxa zero de negociação e custódia. Veja aqui quais são as corretoras que oferecem essa isenção.

A carteira estará formada ao final de junho/20 e, a partir dos primeiros 30 dias de rentabilidade, publicarei aqui o primeiro mês com os resultados. Mensalmente, será checada a alteração dos percentuais originais e o rebalanceamento será feito se o desvio atingir 10%. Por exemplo, para o percentual de SPXI11, o rebalanceamento será feito se seu percentual cair abaixo de 9% ou subir além dos 11%.

A partir de agosto, manterei uma página fixa no blog com as rentabilidades da carteira de ETFs, da carteira passiva e ativa e dos fundos com robôs de investimentos.

Enfim, ETFs ou ações?

O moderador da Bastter teve por objetivo convencer o ouvinte de que, para você ter uma carteira globalmente diversificada, você precisa comprar individualmente ações e cotas de empresas, evitando os ETFs.

Imagine o trabalho… Imagine novamente.

Segundo ele, isso é muito fácil. Afinal, é muito natural encontrar boas empresas que irão só crescer a longo prazo. Ainda, segundo ele, quem compra ETFs são um bando de preguiçosos (lá pelos 56 minutos, caso você deseje ouvir por si mesmo).

Eu não tenho nada contra quem deseja investir em ETFs ou ações no exterior. Pelo contrário, tenho o maior respeito por pessoas que buscam ser melhores que o mercado. Eu mesmo, nos últimos 15 anos, operei dessa forma e estou bem satisfeito com os resultados.

O que ele não entendeu é que existem diferentes aspirações. Ou ainda, ao longo da vida, elas podem se alterar. Eu mesmo estou testando diversas alternativas, avaliando se a diferença compensa o tempo investido em análises.

Será que virei um “preguiçoso”? Ou estou reavaliando as prioridades da minha vida? É uma pena que conselhos tão frívolos e irresponsáveis possuam destaque no mundo financeiro. Uma forma de vomitar respostas simples para perguntas mais complexas. O Bastter tem sim suas qualidades, mas sugiro pinçar com cuidado as coisas que prestam. A “aversão às XXXX4” e “o preço não importa” não estão entre elas…

Explore mais o blog pelo menu no topo superior!…
Para me conhecer mais, você ainda pode… ler sobre minha história aqui, ouvir uma entrevista em podcast ou ainda, assistir uma live no Instagram.

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Acumulador Compulsivo
3 meses atrás

Mais um ótimo post.
Eu, particularmente, prefiro escolher minhas próprias ações. Inclusive, esta semana, postei sobre isso no blog, abrindo minha carteira no exterior.
Existem muitas particularidades envolvidas em ambos os casos, mas acho que a principal característica e diferença entre essas duas modalidades é justamente o perfil do investidor.
Eu prefiro ser sócio, receber dividendos (Ainda que tributados), gerando renda passiva em moeda forte. Pretendo um dia me mudar para o exterior (~10 anos) e não vejo muitas vantagens em investir nos ETFs.
Mas a discussão é bem válida. Ansioso por saber seus resultados.
Abraços, Stark.
http://www.acumuladorcompulsivo.com

Bruna
Bruna
4 meses atrás

Olá André, acompanho seu blog e o mesmo foi de grande ajuda para mim no meu amadurecimento financeiro, principalmente o posto do Alugar X Comprar que foi um divisor de águas na minha vida. Só tenho a lhe agradecer as reflexões e provocações.   Recentemente tenho acompanhado com bastante interesse essa série de carteiras passivas (robôs, fundos, ETF). Especificamente essa do ETF, já que o intuito é simplificar, não entendi a necessidade de ter três fundos atrelados à inflação. Principalmente ter o Inflação Longa (Vérios) e IMAB11, ou a nota de roda pé (3) era justamente pois você manteve o… Leia mais »

AA40
4 meses atrás

Excelente artigo. Vou lincar a alguns dos meus. Abcs

Leo
Leo
5 meses atrás

Otimo artigo andre..meu irmao tem 20 anos, ta começando e tem pouco saco. Tenho pensado em sugerir a ele uma carteira com 33% de bova11, 33% ivvb11, 33% ntnbprinc. Ou fii (Fora a reserva de emergência), usando a estrategia de rebalanceamentos. Acho que fscilita muito adm a carteira.

FIRE Jovem
5 meses atrás

Olá! Interessante o seu post, recentemente comecei a estudar investimentos no exterior e por lá o investimento em ETFs é muito comum, muito mesmo, se não me engano quase 30% do mercado investe nessa modalidade. Mas isso não é à toa, há todo um arcabouço teórico por trás (mais especificamente a hipótese de mercado eficiente e os trabalhos de Fama e French). De acordo com esses estudos a exposição da carteira a alguns fatores de mercado (como small caps, empresas de valor e o mercado como um todo) explicam 90% das diferenças entre carteiras de gestão ativa e os retornos… Leia mais »

Soulsurfer
Soulsurfer
5 meses atrás

Olá, amigo blogueiro! Talvez você me conheça, talvez não. Talvez conheça o meu modesto blog, talvez não.
Lancei um podcast, MUNDO SOUL, e venho aqui convidar você e o seus leitores a escutá-lo. Talvez agrade, talvez não. Será um programa de conversas que não terá um formato de debate, mas sim de uma discussão aberta sobre os mais variados temas para uma boa vida.
Fica aqui mais uma vez o convite. Se gostar, siga na plataforma escolhida e compartilhe.
Valeu!
Link no spottify (também disponível em outras plataformas) https://open.spotify.com/show/3RVLyhN1MUbNsCIIMZ9MxF

Marcos
Marcos
5 meses atrás

André, se a pessoa montar uma carteira defensiva, do tipo “dividendos”, no longo prazo, tanto pelo pagamento dos dividendos quanto pela resiliência das boas empresas de perfil defensivo, não teria um somatório de rentabilidade + IR mais vantajoso do que ETFs ou muitos rebalanceamentos, sabendo que pode-se também errar a mão na hora de rebalancear e acabar fazendo-se uma mudança de posição ruim (ou seja: manter-se em boas empresas com perfil defensivo e pagadoras de dividendos tende a ser saudável no longo prazo, independente das variações de curto). Aproveito a oportunidade pra perguntar quais ações você recomendaria com este perfil?

Engenharia dos Investimentos
5 meses atrás

Fala André! Gostei muito do artigo, parabéns!!! Gostaria de colocar mais alguns pontos de vista ao longo da minha leitura para debatermos idéias. – Alguns pontos do podcast parece muito com um vídeo do Fábio do Canal do Holder (YouTube) que mostra algumas desvantagens dos ETF brasileiros no caso do reinvestimento dos dividendos e posterior IR na venda aqui; – ETF lá fora não bem assim, lá existe os ETF que distribuem dividendos e tem a isenção de IR até 35 mil na venda. E me parece que não foi abordado pelo podcaster; – Eu particularmente acho a didática do… Leia mais »

Mente Investidora
5 meses atrás

Neste momento de tantas incertezas e “maquiagens”, acho que está mais difícil fazer stock picking. Então, lá fora, irei priorizar ETFs de grandes gestoras, bastante diversificados e com baixas taxas de administração. O próprio Buffett, em mais de uma oportunidade (inclusive na última convenção da Berkshire), sugeriu que ETFs são a melhor alternativa para investidores pessoa física.

Mente Investidora
5 meses atrás

Ótimo post. Parabéns! Odeio o Bastter. Mal educado, egocêntrico. Mais atrapalha do que ajuda os investidores, especialmente os iniciantes. Você poderia falar sobre BDRs. Para aquela pessoa que não quer pagar imposto de herança nos EUA quando alcançar os US$ 60.000,00, mas que não vai conseguir juntar patrimônio lá fora suficiente a fim de justificar a criação e manutenção de uma offshore, a melhor maneira para se expor a ativos estrangeiros seria via BDR mesmo com seus problemas? A listagem de BDRs ofertadas no mercado cresceu bastante nos últimos anos e por mais que hajam taxas, o investidor poderia ganhar… Leia mais »

Investidor Inglês
5 meses atrás

Fala André!

Por um tempo fui bem avesso aos ETFs, e isso acredito que em partes seja culpa do Bastter rsrs (A maior parte é minha) Mas depois de estudar, vi minha bobagem perante o assunto. Tanto que tenho em carteira o ETF FIXA11, etf de renda fixa. Estou testando ele hehe

Outra, agradeceria se trocasse o link ai do seu post IVVB ou SPXI pelo meu comparativo destes ETFs rs

Abraço!

Erenildo
Erenildo
5 meses atrás

Olá, André! Gostei bastante do texto!

Esse pessoal do Bastter é bem complicado. Um bando de papagaios que saem repetindo tudo que ele fala e, realmente, com uma certa arrogância. O Instagram está cheio deles! Vendendo cursos pra repetir as falácias de que “preço não importa” e “sócio é ON”.

Enfim, gosto bastante dos ETF’s e acho que é uma excelente forma de ter exposição ao mercado sem precisar dedicar muito tempo para isso.

Abraço!

Simplicidade e Harmonia
10 meses atrás

André,

Muito bom o seu post.
Precisamos ter muita cautela com indicações, pois muitas delas acabam resultando em prejuízo.
Aproveitando o tema, o que você acha das casas de research como Suno, Nord e Eleven?

Abraços,

Simplicidade e Harmonia
Reply to  André
9 meses atrás

André, Agradeço pela resposta tão completa. Esqueci de citar a Empiricus, pois não a acompanho. Mas depois do que disse, vou olhar o canal deles no YouTube também. Concordo que o Baroni é excelente nas análises, mas sobre indicações, tanto ele quanto o Tiago só indicam nas carteiras para assinantes. Acho meio desagradável eles ficarem lembrando isso nas lives. Às vezes essa parte fica até bem artificial. Poderiam fazer como a Nord, que vez por outra indicam uma ou outra ação. Como possuem várias ações na carteira, indicar uma ou outra poderia dar até uma certa credibilidade aos produtos. Acompanhei… Leia mais »

Cowboy Investidor
Cowboy Investidor
10 meses atrás

Olá, André.

Parabéns pelo post. Concordo contigo. Cada um sabe o que é melhor para si. Eu mesmo prefiro investir em ações individuais aqui no Brasil, mas quando for investir no exterior irei comprar ETF para pagar menos impostos e claro, há muitos ETF bons.
O site do Bastter é uma seita. Os seus ajudantes seguem a mesma linha. Alguns seguidores são enxotados de lá por pensar um pouco diferente. Eu vejo algumas coisas no site, mas eu só fui assinante por 1 ano. Chega uma hora a gente vê que há muita besteira lá.

Abraços!

Humberto
Humberto
10 meses atrás

Ótimo texto Viagem Lenta (não encontrei seu nome). Temos que filtrar muito do que o Bastter fala. Ele é o reizinho das frases prontas e da razão. Uma época atrás o site Infomoney era (aínda é?) bloqueado no fórum (ditadura?).

Enquanto temos diversos livros em língua inglesa que defendem a alocação em ETF’s justamente com base na dificuldade dos não-economistas em avaliar empresas. Além de ser comprovado que seguir um índice no longo prazo é sinônimo de sucesso.

Se alguém lhe diz o contrário ou nem abre espaço para discussão, pense duas vezes em seguir qualquer orientação dessa pessoa.

Abraços!

marcelo
marcelo
10 meses atrás

esperando algum robô/seguidor/pessoa paga pelo bastter/empregado do baster vir aqui encher o saco em 3, 2….

zezinho
10 meses atrás

Olá, meu caro. Tudo bem? Eu parei a leitura no primeiro item 1 do post só para fizer o seguinte: Eu já gostava do conteúdo. E hoje passei a gostar mais. Eu já tinha usado o seu voucher do remessa on line e, a partir de hoje, usarei mais vezes. Bastter é um vendedor de produtos… como assinatura de seu site por exemplo. E, como todo vendedor, tem que se esforçar para te convencer que ele está certo. E seus assinantes se sentem ofendidos assim como um seguidor do Osama Bin Laden se vocÊ falar que Osama está errado. Abraco…… Leia mais »

Renato
Renato
10 meses atrás

Nossa esse Huoya é um jumento com J maiúsculo. Não tinha ideia que o pessoal do Bastter fosse tão ruim, achei que eles eram bem quistos !

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